Romantismo

Movimento representa uma quebra em relação aos valores neoclássicos e perdurou entre o fim do século XVIII e segunda metade do século XIX.

O Romantismo foi uma vertente artística que nasceu na Europa e consistiu em uma oposição aos valores racionais do Neoclassicismo. Como estética literária, há essencialmente um apelo ao egocentrismo do artista, à fantasia e à idealização. Ademais, o movimento surge em uma Europa que passava por diversas mudanças econômicas e sociais, primordialmente influenciadas pela Revolução Industrial e pela Revolução Francesa.

Já no Brasil, o Romantismo marcou a formalização da literatura brasileira, contou com diversos autores e uma produção riquíssima na prosa e na poesia. Neste texto, você conhecerá um pouco mais sobre esse período literário na Europa e no Brasil, seu contexto histórico, suas principais características e autores.

Contexto histórico

Romantismo
A liberdade guiando o povo, de Eugène Delacroix. Encontra-se no Museu do Louvre. Retirado de Artsy (acervo digital).

O Romantismo surgiu na Europa, inicialmente na Alemanha, Inglaterra e França. Formalmente, o movimento literário ganhou contornos na última década do século XVIII, porém suas características já eram delineadas desde 1760, durante o iluminismo, e perdurou até a segunda metade do século XIX.

Entre os principais elementos históricos que influenciaram o Romantismo, a ascensão da classe burguesa na Europa foi a mais proeminente. Juntamente com a Revolução Industrial (1760 – 1820) e a Revolução Francesa (1789), os valores burgueses moldaram uma nova forma de ver o mundo, com a classe tornando-se um amplo público leitor. Por isso, pode-se afirmar que o romance romântico consiste em um gênero burguês.

O declínio do absolutismo e sua substituição pelo liberalismo econômico também foi um ponto importante desse período. Além disso, a Europa vivia a chamada Era Napoleônica (1799 – 1815), a qual acarretou mudanças no centro de poder econômico do continente. Em nível mundial, algumas colônias europeias na América já conquistavam sua independência, marcando o início do declínio do colonialismo europeu.

Nesse contexto, a independência do Brasil ocorreu em 1822, consequência da vinda da família real portuguesa em 1808, ao fugir das tropas napoleônicas que invadiriam Portugal. Com isso, houve o início da formação de um mercado leitor – ainda que mínimo – em terras brasileiras. Ademais, a sociedade da época ainda convivia com a escravidão, existiam poucas universidades no país e o nível de alfabetização da população ainda era baixo.

Características do Romantismo

Apesar de suas particularidades em cada país que ocorreu, é possível elencar as principais características que perpassam o Romantismo como corrente literária. As principais são:

  • Subjetivismo e egocentrismo: os escritores românticos e as suas obras recaíam na valorização do interior do indivíduo, portanto, havia um culto ao ego e à subjetividade do ser. Assim, “para os românticos, expressão da alma é a expressão do Eu” (FREITAS; MENDONÇA, 2010, p. 84). Há o exagero no retrato do amor, da emoção e das intuições, mesmo que haja o distanciamento das convenções sociais.
  • A divinização da mulher: a mulher é vista como uma semideusa, isto é, possui diversas virtudes e é o mais próximo da perfeição absoluta na realidade terrena. Com isso, a figura feminina “é retirada de seu cotidiano, de sua humanidade comum e alçada às alturas de uma pureza arquetípica” (FREITAS; MENDONÇA, 2010, p. 85).
  • Escapismo: ocorre de diversas formas, seja pela imaginação, pela fantasia, pela volta ao passado, pela nostalgia e pelo espaço. O escritor romântico distancia-se da realidade fria e opressora que vive, já não se preocupa em retratá-la fielmente, distanciando-se dos valores clássicos. Além disso, são utilizados símbolos e alegorias para retratar o sentimento e realidade vividos.
  • Apego a religiosidade: aqui não há um vazio para a existência humana, mas sim um senso de espiritualidade que permite ao escritor romântico discutir sobre a salvação, os pecados e sua posição na realidade terrena. Ao contrário do Arcadismo, a religião cristã ganha força neste contexto.

Além dessas características, o culto à natureza, o senso de historicidade, o fascínio pela noite, o apego à pátria romântica (nacionalismo) e a ironia marcam presença no Romantismo.

Romance romântico

Em relação ao romance romântico, há quatro subdivisões:

  • Prosa social-urbana: o foco é o dia a dia da burguesia, seus costumes e sua estrutura social.
  • Prosa indianista: o indígena é o protagonista e uma alusão ao cavaleiro da Idade Média. Ocorre especificamente no Brasil e na América.
  • Prosa regionalista: substitui-se os temas universais por temas regionais, com foco na cultura de determinado lugar.
  • Prosa histórica: retrata o passado histórico, pode ter características indianistas.

Fases do Romantismo

O Romantismo foi uma escola muito ampla na literatura, por isso há uma complexidade latente ao subdividir esse período. Entretanto, mesmo possuindo ampla variedade de produções em diversos países, é possível apresentar três grandes vertentes em termos de conteúdo.

  • Romantismo sentimentalista: período de transição, no qual o sentimentalismo típico do Romantismo começa a perpassar e sobrepor os valores racionais. Nessa vertente, o subjetivismo exacerbado, o apelo às emoções a aos sonhos e o amor inatingível são características fundamentais. O principal representante é o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe.
  • Ultrarromantismo: representa a crise de valores que ocorria na Europa do século XIX, por isso, possui contornos dramáticos ainda mais delineados. O sofrimento, a depressão e o apego à morte marcam essa fase que também ficou conhecida como mal do século ou ainda byronismo, devido ao poeta inglês George Gordon Byron.
  • Romantismo social e histórico: com todas as mudanças que a Europa passava durante o período do Romantismo, problemas sociais começaram a ficar mais latentes. Por isso, as mazelas e injustiças da população começaram a ser denunciadas por diversos autores. O romancista Victor-Marie Hugo é o mais notório dessa vertente.

As características apresentadas serão, em maior ou menor grau, presentes no Romantismo de cada país.

Romantismo no Brasil

Romantismo Brasil
Independência ou Morte, de Pedro Américo. Encontra-se no Museu Paulista da USP. Retirado de acervo digital do Museu Paulista.

Se antes no Brasil havia apenas manifestações literárias, com o Romantismo ocorreu a formalização da literatura brasileira no cenário mundial. O início oficial ocorreu com a publicação de Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves Magalhães, em 1836. Ao contrário das outras escolas literárias, as influências dos autores românticos brasileiros vieram da França, não de Portugal, marcando um antilusitanismo.

Além das características e fases gerais do Romantismo, no Brasil há três pontos de destaque: a criação de uma identidade nacional e linguística, juntamente com o indianismo. É possível averiguar três gerações: a indianista, a ultrarromântica e a social.

A primeira geração: nacionalista-indianista

O enfoque temático dessa geração é o nacionalismo, o saudosismo e a criação de um herói nacional utilizando a imagem do índio, essa idealizada e uma alusão ao cavaleiro medieval europeu. Além disso, a pátria é exaltada, há um culto à natureza e ao amor idealizado. Os três principais nomes desse período foram José de Alencar (prosa), Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães (poesia). Entre as diversas obras escritas, pode-se citar:

  • Iracema, de José de Alencar: prosa poética em que o autor conta o nascimento do primeiro brasileiro, a miscigenação entre o índio e o branco português. A protagonista, Iracema, encontra Martim, o guerreiro branco, e há a construção de um mito heroico de exaltação nacional.
  • Primeiros Cantos, de Gonçalves Dias: sua obra foca na idealização do amor e da pátria. Dessa forma, o autor utiliza-se do culto ao “bom selvagem”, isto é, cria um índio pelos padrões europeus e nele encontra a figura ideal para realizar sua poética (BRAIT, 1982). É nessa publicação que se encontra o poema Canção do Exílio.

A segunda geração: ultrarromântica

Ao contrário da geração anterior, em que o nacionalismo surgia como grande tema, na segunda geração há um caráter confessional, influenciado pela literatura do inglês Lord Byron. As principais características são o egocentrismo, o pessimismo, o tédio constante, a exaltação da morte, o humor negro, a tendência para o mórbido e a depressão. Como pode-se notar, no geral não há mais a leveza dos poetas indianistas, mas sim uma temática mais sombria e individualista. Os principais autores foram Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu.

  • Lira dos Vinte Anos, de Álvares de Azevedo: os poemas possuem características marcantes do ultrarromantismo, como o devaneio, a ironia, o escapismo e o tédio da vida. Consiste na primeira afirmação do individualismo romântico no Brasil.
  • As Primaveras, de Casimiro de Abreu: há nesta obra as características fundamentais do autor, o saudosismo, a sonoridade e o amor juvenil e ingênuo. Sua literatura foi consumida principalmente pelo pequeno burguês, devido ao arranjo mais ameno, mais ainda sim carregado de sentimentalismo.

A terceira geração: condoreira

Se a primeira geração tinha um caráter nacionalista e a segunda um enfoque no individualismo, a terceira é conhecida pelo engajamento político e social, ademais o amor aqui é concretizado e não apenas idealizado. Há a preocupação com a figura do negro e a consequente necessidade de uma política abolicionista. Em termos estéticos, a hipérbole e a criação de imagens vívidas são as características primordiais. Castro Alves e Joaquim de Sousa Andrade são os nomes principais dessa vertente.

  • O Navio Negreiro, de Castro Alves: obra que define a temática social e estética da geração condoreira, pois os poemas criam imagens verossímeis que funcionam como uma denúncia ao tráfico negreiro no Atlântico. São mostrados os horrores da escravidão que impactam o leitor e passam a mensagem abolicionista do poeta.

Além das obras citadas em cada uma das gerações, é importante salientar que os romances Senhora, de José de Alencar, A moreninha, de Joaquim Manuel Macedo, A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio Almeida, e Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, são obras do Romantismo brasileiro. O fim do Romantismo no Brasil é marcado pela publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, em 1881.

Romantismo na Europa

Na Europa, o romantismo data de 1760, no chamado pré-Romantismo, e se estendeu até o fim do século XIX. Foi um movimento prolífico em temática e autores, abordando desde amores inatingíveis às questões sociais. Por volta de 1820, o termo Romantismo já era amplamente usado em vários países europeus.

Goethe, na Alemanha, Lord Byron, na Inglaterra, e Victor Hugo, na França, são considerados os representantes máximos do Romantismo no continente e possuem obras com temáticas distintas.

Johann Wolfgang von Goethe

Nasceu em 1749, em Frankfurt, Alemanha. Aos 25 anos, publicou seu primeiro romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, marco inicial do Romantismo, alçando seu nome internacionalmente. É a figura mais importante do Romantismo alemão. Além disso, fez parte do movimento Sturm und Drang.

Principais obras:

  • Os sofrimentos do jovem Werther (1774);
  • Fausto (1808).

George Gordon Byron

Conhecido apenas como Lord Byron, nasceu em 1788, em Londres, Inglaterra. O autor possuiu uma vida pessoal problemática, com diversos relacionamentos e tragédias. Foi o maior expoente do Romantismo ultrarromântico inglês.

Principais obras:

  • A Peregrinação de Childe Harold (1811);
  • Don Juan (1819).

Victor-Marie Hugo

Nasceu em Besançon, França. Engajado em sua vida política, escreveu romances, diversas peças teatrais e uma ampla produção poética. Um grande marco de sua vida pessoal foi o exílio, por ser um grande opositor de Napoleão III.

Principais obras:

  • Notre-Dame de Paris (1831);
  • Os Miseráveis (1862).

Houve outros grandes nomes na literatura romântica na Europa, como Henri-Marie Beyle e Alfred de Musset, na França; Giacomo Leopardi e Alessandro Manzoni, na Itália; e Percy Bysshe Shelley, Samuel Taylor Coleridge e William Wordsworth, na Inglaterra, por exemplo.

Romantismo em Portugal

O Romantismo português pode ser dividido em três momentos. O primeiro consiste em uma fase de transição do Arcadismo, isto é, os ideais relacionados à razão ainda estavam presentes, mas o sentimentalismo romântico já estava se concretizando nas obras. Camões, de Almeida Garret, de 1825, marca o início do Romantismo em Portugal, “frequentemente descrito como uma ruptura com o passado e um corte com a tradição” (GUERREIRO, 2015, p. 71).

Já na segunda fase, os paradigmas árcades são abandonados e há o aumento de uma literatura escapista, emotiva e confessional. Além disso, atrelado ao byronismo, o pessimismo, a morte e o desprezo pela realidade são as marcas principais do período. A terceira e última fase é marcada pela decadência do Romantismo e transição para o Realismo, com temática social entrando em vigor.

Almeida Garret

Natural de Porto, nasceu em 1799, e representa o período de transição entre o Neoclassicismo e o Romantismo em Portugal, assim, possui uma “personalidade literária” e “afirma-se num quadro cultural extremamente complexo” (REIS; PIRES, 2010, p. 55). No início, há marcas profundas do Arcadismo, mas suas últimas obras já possuem o subjetivismo característico do Romantismo.

Principais obras:

  • Camões (1825);
  • Viagens na Minha Terra (1846).

Camilo Castelo Branco

Nasceu em Lisboa, em 1825. É considerado um dos maiores romancistas portugueses e foi o representante do Romantismo ultrarromântico no país. O autor português teve uma vida tempestuosa e cheia de conflitos que o levaram ao suicídio em 1890.

Principais obras:

  • Amor de Perdição (1862);
  • Memórias do Cárcere (1864).

Julio Dinis

Nasceu em Porto, em 1839, e ao contrário de Garret, representa os anos finais do Romantismo português e a transição para o Realismo. Morreu com apenas 31 anos e é considerado precursor do que viria a ser a Geração Coimbrã.

Principais obras:

  • As Pupilas do Senhor Reitor (1867);
  • Serões da província (1870).

Portugal, da mesma forma como o Brasil, foi influenciado pelo Romantismo europeu, o que permite verificar as proximidades temáticas e as vertentes desse período literário.

Saiba mais sobre o Romantismo

O Romantismo é um período amplo na história da arte e possui diversas especificidades na literatura. Por isso, assista aos vídeos abaixo para sedimentar o conteúdo.

Introdução sobre o Romantismo

No vídeo é realizada uma introdução sobre o Romantismo e suas principais características.

Contexto histórico do Romantismo

Para compreender uma vertente literária, é importante compreender o contexto histórico na qual ela está inserida. Neste vídeo, é abordado os fatos históricos mais importantes do período.

Poesia no Romantismo brasileiro

Neste vídeo veja uma contextualização sobre a produção poética no Brasil durante o Romantismo.

Prosa no Romantismo brasileiro

Além da produção poética, diversos autores escreveram romances durante o Romantismo brasileiro. Neste vídeo são apresentadas as principais vertentes da prosa romântica.

Portanto, o Romantismo consiste em uma vertente literária riquíssima em autores e temática. Além disso, representou uma quebra em relação ao Neoclassicismo e perdurou até a sedimentação do Realismo na Europa e no Brasil.

Referências

História concisa da literatura brasileira – Alfredo Bosi;
História Crítica da Literatura Portuguesa – Carlos Reis e Maria da Natividade Pires;
Introdução ao Romantismo – Camila M. Pasqual;
Literatura – Fábio D’Ávila. E Danton Pedro dos Santos;
Literatura e outras linguagens – Beth Brait;
O nascimento do Romantismo em Portugal – Emanuel Guerreiro;
O Romantismo Inglês e o Romantismo Brasileiro na Literatura – Carolina Felizola e Juliana Moreira;
O Romantismo na Europa e no Brasil – CESAD/UFS;
O Romantismo no Brasil – Antonio Candido;
O Romantismo – Wilma Martins de Mendonça e Mauriene Silva de Freitas.

Leonardo Ferrari
Por Leonardo Ferrari

Graduando em Letras pela Universidade Estadual de Maringá onde desenvolve pesquisa na área de Literatura Pós-Colonial e participa do projeto de extensão Letras na Web. É professor assistente em colégio de ensino médio. Nas horas livres dedica-se à família, aos amigos, à sétima arte e à leitura.

Exercícios resolvidos

1. [FUVEST]

“O indianismo dos românticos […] denota tendência para particularizar os grandes temas, as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental, inserindo-as na realidade local, tratando-as como próprias de uma tradição brasileira.”
(Antonio Candido, Formação da Literatura Brasileira)

Considerando-se o texto acima, pode-se dizer que o indianismo, na literatura romântica brasileira:
a) procurou ser uma cópia dos modelos europeus.
b) adaptou a realidade brasileira aos modelos europeus.
c) ignorou a literatura ocidental para valorizar a tradição brasileira.
d) deformou a tradição brasileira para adaptá-la à literatura ocidental.
e) procurou adaptar os modelos europeus à realidade local.

Correta: e.
Justificativa: Os escritores indianistas utilizaram o índio como herói nacional. Essa construção é uma alusão ao cavaleiro medieval da Idade Média.

2. [FUVEST]

Poderíamos sintetizar uma das características do Romantismo pela seguinte aproximação de opostos:
a) Aparentemente idealista, foi, na realidade, o primeiro momento do Naturalismo Literário.
b) Cultivando o passado, procurou formas de compreender e explicar o presente.
c) Pregando a liberdade formal, manteve-se preso aos modelos legados pelos clássicos.
d) Embora marcado por tendências liberais, opôs-se ao nacionalismo político.
e) Voltado para temas nacionalistas, desinteressou-se do elemento exótico, incompatível com a exaltação da pátria.

Correta: b.
Justificativa: No contexto do Romantismo brasileiro, os autores utilizaram-se de elementos históricos para a construção e valorização do nacionalismo pretendido e a partir desses elementos desenvolveram sua própria realidade no presente, isto é, resgataram a imagem dos índios, mas ignoraram o processo de colonização que os massacrou.

3. [PUC]

Assinale a alternativa que identifica as qualidades do Romantismo presentes no poema “O poeta”, de Álvares de Azevedo:

“No meu leito adormecida,
Palpitante e abatida,
A amante do meu amor!
Os cabelos recendendo
Nas minhas faces correndo
Como o luar numa flor!”

a) É do Romantismo, pela imagem da mulher amada idealizada.
b) O poema pertence ao Romantismo porque tem rimas emparelhadas.
c) Porque tem metáforas.
d) Porque apresenta um poeta enamorado.
e) Porque trata a natureza de forma humanizada.

Correta: a.
Justificativa: A idealização da mulher é uma das características principais do Romantismo.

4. [UNIFESP]

Nos versos, evidenciam-se as seguintes características românticas:

Meus oito anos
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
(Casimiro de Abreu)

a) nacionalismo e religiosidade.
b) sentimentalismo e saudosismo.
c) subjetivismo e condoreirismo.
d) egocentrismo e medievalismo.
e) byronismo e idealização do amor.

Correta: b.
Justificativa: Casimiro de Abreu é conhecido pelo sentimentalismo e saudosismo de seus textos. Além disso, no Romantismo era comum um escapismo pela fuga na memória, distanciando-se da realidade vivida.

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