Princesa Isabel

Princesa Isabel, ou Isabel do Brasil, foi a primeira e única mulher a administrar o Brasil.

Princesa Isabel do Brasil, de nome longo, Isabel Leopoldina de Bragança e Bourbon. Popularizou-se por ser a chamada “redentora dos escravos”, uma vez que foi a partir de sua iniciativa que a abolição à escravatura foi dada.

No entanto, muito mais do que isso, a Princesa Isabel carrega outro simbolismo consigo. Ela foi a primeira e única mulher do período a administrar o Brasil.

Isabel do Brasil tinha, para si, a luta pela libertação dos escravos em território brasileiro. Foi, inclusive, incentivada por seu pai, Imperador D. Pedro II, um entusiasta pela libertação escravagista.

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Princesa Isabel no piano. (Imagem: Reprodução)

Os percursos da Princesa Isabel para abolir a escravatura

Em 1850, houve a aprovação da lei de Matoso Câmara. Ela, além de por fim ao tráfico de escravos, também propunha a liberdade dos nascituros.

A lei Matoso Câmara, entretanto, é proposta após cinco meses de elaboração. O Barão do Rio Branco, então presidente do Conselho, apresenta a proposta à Princesa Isabel, regente do trono enquanto D. Pedro II viajava.

A Princesa Isabel sanciona a lei, que mais tarde seria chamada de Lei do Ventre Livre. A proposta libertou todos os filhos de escravos que nascessem após a data da lei sancionada, no dia 29/09/1871.

Após alguns protestos isolados depois de aprovada a lei, ela passa a ser aceita. Com o passar do tempo, a sociedade permanece mais tranquila, pois, ao que tudo se indicava, a abolição permaneceria inerte, pois contava com apoio do imperador e da cúpula burguesa.

No ano de 1888, porém, mais uma viagem de D. Pedro II e, no poder, o barão de Cotegipe – nada favorável à abolição da escravatura. Inclusive, durante a viagem do imperador, o barão teria dito que, caso a Princesa Isabel realizasse a extinção do escravismo, lhe restaria “a barra”.

Em linguagem da época, “a barra” significaria partir em um navio para longe do Brasil.

Mesmo sob pressão dos Conselheiros, Princesa Isabel acaba assinando o decreto que acabava com a escravidão no Brasil. A Lei Áurea, de número 3.353, sugere as seguintes proposições:

Art. 1º. – É declarada extinta, desde a data desta lei, a escravidão no Brasil.

Art. 2º. – Revogam-se as disposições em contrário.

A vida da Princesa Isabel

Princesa Isabel casou-se com o Conde d’Eu, título ao francês Gastão de Orleans. Diferentemente da popular Isabel do Brasil, Gastão não era apreciado pelo povo nativo.

Isso se deve ao fato de que o mesmo era acusado de mostrar ar de desprezo ao Brasil, com a justificativa de “pouca inteligência” e “baixo valor militar”. O povo, da mesma forma, julgava-o avarento e ambicioso, apesar de acharem-no intrigante.

Esse desgosto popular por parte do Conde d’Eu foi o necessário para que os republicanos conseguissem o que desejavam: o fim do Império. Segundo os opositores da monarquia, o povo não desejava um rei francês.

Além do mais, o patriarcado era ainda mais forte do que no presente. Isso fez com que alguns dos que fossem contrários à república passassem a ver com bons olhos a ideia.

Diante de uma mulher, o paternalismo não sobreviveria, e, segundo os próprios à época, uma mulher seria incapaz de resolver problemas mais intensos.

A Princesa Isabel acabou deixando o Brasil com o fim do Império, exilando-se na Europa e falecendo no continente em 1921.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Por Mateus Bunde
Teste seu conhecimento

01. [PUC] Sobre as características da sociedade escravista colonial da América portuguesa estão corretas as afirmações abaixo, À EXCEÇÃO de uma. Indique-a.

a) O início do processo de colonização na América portuguesa foi marcado pela utilização dos índios – denominados “negros da terra” – como mão-de-obra.

b) Na América portuguesa, ocorreu o predomínio da utilização da mão-de-obra escrava africana seja em áreas ligadas à agro-exportação, como o nordeste açucareiro a partir do final do século XVI, seja na região mineradora a partir do século XVIII.

c) A partir do século XVI, com a introdução da mão-de-obra escrava africana, a escravidão indígena acabou por completo em todas as regiões da América portuguesa.

d) Em algumas regiões da América portuguesa, os senhores permitiram que alguns de seus escravos pudessem realizar uma lavoura de subsistência dentro dos latifúndios agroexportadores, o que os historiadores denominam de “brecha camponesa”.

e) Nas cidades coloniais da América portuguesa, escravos e escravas trabalharam vendendo mercadorias como doces, legumes e frutas, sendo conhecidos como “escravos de ganho”.

 

02. [UEG] Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel publicou a lei Áurea, extinguindo oficialmente o trabalho escravo no Brasil. No que se refere a Goiás,

a) o fim da escravidão não abalou as estruturas do setor produtivo, uma vez que a economia agropecuária não era dependente do trabalho escravo.

b) a família dos Bulhões angariou um importante capital político ao se posicionar ao lado dos proprietários de terras contra o fim da escravidão.

c) a campanha abolicionista foi liderada pela Igreja Católica, que se valeu dos ideais cristãos para criticar a escravidão.

d) o maior proprietário de escravos era o setor público, que os utilizava nos serviços públicos, como o calçamento das ruas.

01. [C]

02. [A]

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