São Tomé de Aquino

São Tomé de Aquino foi um importante filósofo que relacionou a fé e a razão, quebrando paradigmas.

Nascido no ano de 1225, Tomás de Aquino (São Tomé de Aquino) era filho do Conde Landulf de Aquino, e viveu no castelo de Roccasecca, recebendo educação no Mosteiro da Ordem de São Bento de Cassino, ingressando, posteriormente, na Universidade de Nápoles, na Cátedra “Artes Liberais”.

São Tomé de Aquino
Imagem: Reprodução

No ano de 1244, abandonou o curso passando a seguir sua vocação religiosa, ingressando na Ordem dos Dominicanos, no convento Saint Jacques, em Paris. Durante alguns anos permaneceu na cidade, vivendo uma fase de intenso desenvolvimento espiritual, profissional e intelectual.

As primeiras obras de São Tome de Aquino

As primeiras obras de São Tomé de Aquino, entretanto, foram desenvolvidas em Colônia, na Alemanha, quando foi discípulo de Alberto, o Grande, que era bispo, filósofo e teólogo.

Alguns anos mais tarde, Tomé de Aquino retorna a Paris onde se graduou em Teologia e começou a lecionar, passando como professor por Nápoles, Roma, e outras localidades da Itália, passando a ser conhecido como Doutor Angélico, apresentando um trabalho bastante relacionado à caridade, à fé e à esperança.

Considerado o Príncipe da Escolástica, São Tomé de Aquino foi um padre italiano da Idade Média, importante filósofo do período, que foi intitulado no ano de 1567 como o Doutor da Igreja Católica.

Ao desenvolver sua filosofia, São Tomás de Aquino se inspirou nas ideias de Aristóteles, principalmente no realismo aristotélico. Aquino, justamente por isso, foi um dos mais importantes pensadores do período, escrevendo como defensor da filosofia escolástica, que foi um método cristão, porém filosófico, cujo objetivo era unir a razão e a fé. Foi autor de diversas obras desenvolvendo um novo pensamento filosófico cristão ao unir a razão e a vontade humana.

Ainda que tenha defendido que o conhecimento da verdade é disponibilizado ao homem de forma divina, ele defendeu, ainda, que existem diversas coisas que o ser humano pode tomar conhecimento sem que seja necessária a intervenção de Deus, como o que aprendemos pelos sentidos.

O filósofo comparou os humanos à agua, explicando que não têm poder para se aquecer sozinho, mas que quando são expostos ao fogo, aquecem-se. A analogia enfrenta a polêmica de que o ser humano pode sim ter muitos conhecimentos, mas não podem revelar a verdade a si mesmos sem que sejam expostos àquelas coisas feitas para serem conhecidas pelos sentidos, reconhecendo-as.

Dentre suas principais obras, podemos citar Comentários às Sentenças, Exposição sobre o Credo, Suma Teológica, Sermões, Comentários ao Evangelho de São João, Compêndio de Teologia, entre outras.

Referências

História da Filosofia Cristã: Desde as origens até Nicolau de Gusa – Etienne Gilson, Philotheus Boehner

Por Natália Petrin
Exercícios resolvidos

1. [ENEM]

Ora, em todas as coisas ordenadas a algum fim, é preciso haver algum dirigente, pelo qual se atinja diretamente o devido fim. Com efeito, um navio, que se move para diversos lados pelo impulso dos ventos contrários, não chegaria ao fim de destino, se por indústria do piloto não fosse dirigido ao porto; ora, tem o homem um fim, para o qual se ordenam toda a sua vida e ação. Acontece, porém, agirem os homens de modos diversos em vista do fim, o que a própria diversidade dos esforços e ações humanas comprova. Portanto, precisa o homem de um dirigente para o fim.
AQUINO. T. Do reino ou do governo dos homens: ao rei do Chipre. Escritos políticos de São Tomás de Aquino. Petrópolis: Vozes, 1995 (adaptado).

No trecho citado, Tomás de Aquino justifica a monarquia como o regime de governo capaz de
a) refrear os movimentos religiosos contestatórios.
b) promover a atuação da sociedade civil na vida política.
c) unir a sociedade tendo em vista a realização do bem comum.
d) reformar a religião por meio do retorno à tradição helenística.
e) dissociar a relação política entre os poderes temporal e espiritual.

C

2. [ESPM]

Seu principal objetivo era demonstrar, por um raciocínio lógico formal, a autenticidade dos dogmas cristãos. A filosofia devia desempenhar um papel auxiliar na realização deste objetivo. Por isso a tese de que a filosofia está a serviço da teologia.
(Antonio Carlos Wolkmer – Introdução à História do Pensamento Político)

O texto deve ser relacionado com:
a) a filosofia epicurista.
b) a filosofia escolástica.
c) a filosofia iluminista.
d) o socialismo.
e) o positivismo.

B

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