Frida Kahlo

Frida Kahlo foi uma das pintoras mais importantes do século XX, reconhecida por seus auto-retratos coloridos.

Frida Kahlo de Rivera, nome original Magdalena Carmen Frieda Kahlo e Calderón, nasceu em 6 de julho de 1907, Coyoacán, México e morreu de embolia pulmonar em 13 de julho de 1954, na mesma localidade.

Embora tenha negado a conexão, ela é frequentemente identificada como surrealista. Além de seu trabalho, Kahlo ficou conhecida por sua relação tumultuosa com o muralista Diego Rivera (com quem foi casada em 1929, se divorciou em 1939, e casou novamente em 1940).

Biografia de Frida Kahlo

A infância de Frida Kahlo e o acidente de ônibus

Frida nasceu de um pai alemão de ascendência húngara e de mãe mexicana de ascendência espanhola e nativa americana.

Mais tarde, durante sua carreira artística, Kahlo explorou sua identidade freqüentemente descrevendo sua ancestralidade como opostos binários: o lado colonial europeu e o lado indígena mexicano.

Imagem: Reprodução

Quando criança, ela sofreu um surto de pólio que a deixou cronicamente doente por toda sua vida.

Embora Kahlo tenha feito algumas aulas de desenho, ela estava mais interessada em ciência e, em 1922, ingressou na Escola Nacional Preparatória da Cidade do México, interessada em estudar medicina.

Lá conheceu Diego Rivera, que estava trabalhando em um mural para o auditório da escola.

Em 1925, Kahlo se envolveu em um acidente de ônibus, que a feriu tão seriamente que precisou passar por mais de 30 operações médicas.

Durante sua lenta recuperação, Kahlo aprendeu a pintar e se manteve estudando a arte dos grandes mestres.

Em uma de suas primeiras pinturas, Auto-retrato usando um vestido de veludo (1926), Kahlo pintou um retrato real da cintura dela contra um fundo escuro com ondas estilizadas.

Depois desse período delicado, Kahlo se juntou ao Partido Comunista Mexicano (PCM), onde ela conheceu Rivera mais uma vez que encorajou-a a continuar a pintar.

O casamento de Frida Kahlo e Diego Rivera e as viagens para os Estados Unidos

Logo depois de se casar com Rivera em 1929, Kahlo mudou seu estilo pessoal e de pintura.

Ela começou a usar o tradicional vestido tehuana que se tornou sua marca registrada e consistia em uma coroa de flores, uma blusa solta, jóias de ouro e uma longa saia de babados.

Sua pintura Frida e Diego Rivera (1931) mostra não apenas seu novo traje, mas também seu novo interesse pela arte popular mexicana.

Kahlo pintou esse trabalho enquanto viajava pelos Estados Unidos (1930-33) com Rivera, que recebera encomendas de murais de várias cidades.

Durante este período, ela suportou algumas gravidezes difíceis que terminaram prematuramente. Depois de sofrer um aborto em Detroit e mais tarde a morte de sua mãe, Kahlo pintou alguns de seus trabalhos mais angustiantes.

De 1937 a 1939, o líder soviético Leon Trotsky viveu com o casal e teve um caso com Frida. Ela se encontrava com muita dor por causa de suas deficiências e emocionalmente perturbada pelo casamento.

Kahlo e Rivera se divorciaram em 1939, porém, Rivera a convenceu a se casar novamente no ano seguinte.

Sucesso artístico de Frida

A primeira exposição individual de Frida Kahlo foi em Nova York, em 1938, depois que Rivera e Kahlo voltaram para o México.

Frida Kahlo produziu muitas pinturas nas décadas de 1930 e 1940, mas foi apenas em 1953 que ela finalmente teve uma exposição de suas obras no México.

Sua longa luta com suas deficiências, no entanto, a deixara inválida e ela entrou na exposição em uma maca. Pouco tempo depois, sua perna direita foi amputada no joelho quando se tornou gangrenosa.

Morte e Legado de Frida Kahlo

Frida Kahlo morreu na Cidade do México em 1954 aos 47 anos.

Oficialmente, ela morreu de embolia pulmonar, mas alguns acreditam que ela teve uma overdose analgésicos.

O trabalho de Frida Kahlo começou a ganhar maior destaque na década de 1970. Grande parte de seu trabalho esta exposta Museu Frida Kahlo, inaugurado em 1958 em sua antiga residência.

Localizado em Coyoacán, Cidade do México, o Museu Frida Kahlo abriga artefatos do artista junto com importantes obras incluindo Viva la Vida (1954), Frida e Retrato de meu pai Wilhelm Kahlo (1952).

Por retratar em suas obras seu universo pessoal, marcado pela sua relação conflituosa com Rivera, submissão, morte e dor, ela é muitas vezes considerada uma precursora da arte feminista.

A vida de Frida Kahlo foi o tema de um filme de 2002 intitulado Frida, estrelado por Salma Hayek como a artista.

Dirigido por Julie Taymor, o filme foi indicado para seis Oscars e ganhou como Melhor Maquiagem e Melhor Trilha Sonora.

Obras de Frida Kahlo

Muitas das obras de Frida Kahlo eram auto-retratos. Algumas de suas pinturas mais notáveis ​​incluem:

“Frida e Diego Rivera” (1931)

Kahlo mostrou esta pintura na Sexta Exposição Anual da Sociedade de Mulheres Artistas de São Francisco, a cidade onde ela estava morando com Rivera na época.

Imagem: Reprodução

Na obra, pintada dois anos depois de o casal se casar, Kahlo segura levemente a mão de Rivera enquanto ele agarra uma paleta e pincéis com a outra – uma pose rigidamente formal insinuando o futuro relacionamento tumultuado do casal. O trabalho agora está exposto no Museu de Arte Moderna de São Francisco.

“Henry Ford Hospital” (1932)

Em 1932, Kahlo incorporou elementos gráficos e surrealistas em seu trabalho. Nesta pintura, uma Kahlo nua aparece em uma cama de hospital com vários itens – um feto, um caracol, uma flor, uma pélvis e outros – flutuando ao redor dela e conectada a ela por fios vermelhos, semelhantes a veias.

Imagem: Reprodução

Assim como em seus auto-retratos anteriores, o trabalho era profundamente pessoal, contando a história de seu segundo aborto espontâneo.

“O suicídio de Dorothy Hale” (1939)

Kahlo foi convidada a pintar o retrato da atriz Dorothy Hale, que havia cometido suicídio no começo daquele ano pulando de um prédio alto.

Imagem: Reprodução

A pintura foi planejada como um presente para a mãe atriz. Em vez de um retrato tradicional, Kahlo pintou a história do trágico pulo de Hale.

“As Duas Fridas”(1939)

Uma das obras mais famosas de Kahlo, as pinturas mostram duas versões do artista sentadas lado a lado, com os dois corações expostos.

Imagem: Reprodução

Uma Frida está vestida quase toda de branco e tem um coração danificado e manchas de sangue em sua roupa. A outra usa roupas de cores fortes e tem um coração intacto.

“A coluna quebrada” (1944)

Kahlo compartilhou seus desafios físicos através de sua arte novamente com esta pintura, que mostra uma Frida quase nua dividida no meio, revelando sua coluna quebrada.

Imagem: Reprodução

Ela também usa um aparelho cirúrgico e sua pele é cravejada com tachas ou pregos. Nessa época, Kahlo fez várias cirurgias e usou espartilhos especiais para tentar consertá-la.

Frases famosas de Frida Kahlo

  • “Eu te amo mais do que a minha própria pele.”
  • “Eu te escreverei por horas e horas, aprenderei histórias para te contar, inventarei novas palavras para te dizer em todas elas: te desejo mais do que tudo,”
  • “A dor é parte da vida e pode se tornar a própria vida.”
  • “Amuralhar o próprio sofrimento é arriscar que ele te devore desde o interior.”
  • “Minha pintura traz consigo a mensagem da dor.”
  • “E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.”
  • “Pés, pra que te quero, se tenho asas para voar?”.
  • “Eu não estou doente… Eu estou despedaçada… Mas me sinto feliz por estar viva enquanto eu puder pintar.”
  • “Nada é absoluto. Tudo muda, tudo se move, tudo gira, tudo voa e desaparece.”
  • “Eu sou minha única musa, o assunto que conheço melhor.”

Referências

Frida Kahlo – Katlyn Beaver
Biografia e obras de Frida Kahlo – Frida Kahlo Foundation
Art Critics on Frida Kahlo: A comparison of feminist and non-feminist voices – Elizabeth Garner

Luana Bernardes
Por Luana Bernardes

Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela mesma Universidade.

Exercícios resolvidos

1. [UCP]

Movimento literário brasileiro que recebeu influências de vanguardas europeias, tais como o Futurismo e o Surrealismo:

a) Modernismo

b) Parnasianismo

c) Romantismo

d) Realismo

e) Simbolismo

Reprodução: A
O Modernismo brasileiro foi extremamente influenciado pelas vanguardas europeias que eclodiram na Europa, no início do século XX. No Brasil, todas as manifestações artísticas inovadoras foram classificadas como modernistas e, assim como aconteceu na Europa, aqui também não havia um projeto artístico bem definido, mas sim o desejo comum, tal qual o desejo dos artistas europeus, de renovar as artes em geral.

2. [UEL]

Analise a imagem a seguir:

Fonte: SERPA, I. Arte brasileira. Colorama Artes Gráficas, s/d p. 90

Com base na imagem e nos conhecimentos sobre a arte brasileira contemporânea (1950- 1980), é correto afirmar:

a) A arte brasileira sofreu novas e diversas direções quando artistas como Renina Katz e Lygia Clark ligaram-se a diferentes movimentos estéticos como o abstracionismo e o concretismo.

b) O uso de materiais tradicionais permaneceu na concepção da arte ao priorizar temas como animais estranhos e cavaleiros medievais, ricos em detalhes realistas e pormenores incrustados.

c) Ligada à estética do realismo mágico e propondo uma reconstrução ilógica da realidade, Tomie Ohtake compõe quadros com formas e cores suaves.

d) Preocupados com os princípios matemáticos rígidos, os abstracionistas como Manabu Mabe registraram temas vinculados à realidade social com desenhos e composições gritantes em grandes telas.

e) O concretismo privilegiou elementos plásticos relacionados à expressão figurativa em murais, tematizando tradições populares brasileiras em manifestos com experiências intuitivas da arte.

Resposta: A
As artistas Renina Katz e Lygia Clark se ligaram ao abstracionismo e concretismo mudando as direções das arte brasileira.

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