Platão

Platão foi um filósofo grego, discípulo de Sócrates, e considerado um dos principais pensadores.

Platão (428 a.C. – 347 a.C.) foi um dos mais importantes pensadores da filosofia grega. Como discípulo de Sócrates, buscava a transmissão da profunda fé em razão da verdade.

Adotava como lema, o mesmo de Sócrates: “o sábio é o virtuoso”. Entre suas obras de destaque está “A República”, onde explicita em dez volumes sua forma de enxergar o poder.

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(Imagem: Reprodução)

A história de Platão

Platão tem como sua cidade natal Atenas. Oriundo de uma família com posses, estudou múltiplas disciplinas, abrangendo seu conhecimento para além da filosofia.

Grande atleta, Platão chegou a participar dos Jogos Olímpicos como lutador. Almejava a carreira como político, mas, desde muito cedo, foi discípulo de Sócrates.

Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.

Com seu mestre, aprendeu como discutir problemas de âmbito social e até mesmo questões provocativas que permeiam até os dias de hoje. Desde as questões culturais às virtudes do homem.

Com a morte de Sócrates, Platão acabou desistindo da política, dedicando exclusivamente à filosofia. A fim de eternizar o querido mestre, Platão redigiu inúmeros livros em que contava diálogos, cuja principal figura dos mesmos era Sócrates.

Ao se opor ao modelo de democracia ateniense, ele resolveu por abandonar sua terra natal e viajar. As viagens abriram sua visão, e estendeu seu campo de visão estudioso.

De matemática ao aprofundamento nos campos da ciência. Após a peregrinação, Platão retorna à sua terra natal, onde funda uma escola filosófica “A Academia”.

A sociedade ideal

Em “A República”, Platão imaginou a sua visão de sociedade ideal, cuja divisão se daria em três classes diferentes. Nisso, a capacidade intelectual de cada integrante seria determinante para sua classificação:

  • A primeira: presa às necessidades humanas, seria encarregada da produção, abastecimento e distribuição dos recursos necessários para a sociedade;
  • A segunda: dedicaria o tempo à defesa da sociedade e proporcionaria a segurança à população;
  • A terceira: a mais superior. Seria a parcela capaz de, intelectualmente, utilizar a razão intelectual para decidir os principais caminhos a serem seguidos pela comunidade;

Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida.

O mito da caverna

Na obra “A República”, Platão relata a vivência de alguns homens que, desde a infância, habitam aprisionados em uma caverna. Nela, uma pequena abertura permite que a luz do lado de fora penetre no interior.

Ao fundo, uma grande parede de pedra, que chama a atenção dos homens durante todo o tempo. No lado de fora da prisão, um fogo está aceso, pessoas passam e conversam, enquanto trabalham.

Desde as imagens em sombra, às próprias vozes, os integrantes da caverna associam a esta única realidade que lhes é projetada. Ao conseguir escapar do aprisionamento, um dos encarcerados nota que viveu, durante todo o período de prisão, um mundo irreal.

A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro.

Com essa história, Platão busca usufruir destas imagens a fim de perceber que o mundo é ilusório perante nossos sentidos limitados; é um mundo de sombras.

A realidade, em suma, estaria localizada em um plano mais elevado, onde há o ideal de verdade. A este, Platão nominou como o mundo das ideias.

Para encontrar a razão, o filósofo defendia que apenas a filosofia poderia alcançar, por meio da reflexão até chegar a uma verdade absoluta, todavia simbólica.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Mateus Bunde
Por Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

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