Satélites

Os satélites são corpos que orbitam planetas ou estrelas. Eles podem ser naturais, como a Lua. Contudo, podem ser artificiais e lançados ao Espaço pelo ser humano.

Os satélites são corpos que orbitam a Terra ou outro corpo celeste do sistema solar. Esses objetos podem ser naturais ou artificiais. Existem diversos modelos desse tipo de instrumento. Alguns deles são usados para comunicação e outros são usados para a pesquisa científica. Assim, veja o que são, como entram em órbita e muito mais.

O que é um satélite

Um satélite é qualquer objeto que gira em torno de um corpo celeste. Isso acontece devido à força da gravidade. Alguns desses corpos não são colocados em órbita pelo ser humano. Nesse caso, eles são classificados como naturais. Por exemplo, a Terra possui um satélite natural, que é a Lua.

Além disso, existem os objetos colocados em órbita devido à ação do ser humano, classificados como artificiais. Nesse caso, eles são construídos e colocados no Espaço com uma finalidade específica. Por exemplo, eles podem ser para monitoramento, comunicação, pesquisa científica etc.

A Terra possui apenas um satélite natural: a Lua. Contudo, no que diz respeito aos objetos lançados pelo ser humano, atualmente, existem mais de 6000 em volta da Terra. A grande maioria deles já é considerado lixo espacial.

O que são satélites artificiais

Um satélite artificial é qualquer corpo construído pelo ser humano sendo colocado em órbita ao redor de um corpo celeste. Por exemplo, a órbita terrestre. Esse tipo de objeto possui as mais variadas funções. Porém, boa parte deles são destinados à telecomunicação. Além disso, outros usos dos satélites podem ser para a navegação, o uso meteorológico, a pesquisa científica, entre outros usos.

Como os satélites entram em órbita

Para colocar um objeto em órbita é necessária muita energia e velocidade. Isso é necessário para vencer a atração gravitacional da Terra. Por outro lado, os corpos celestes naturais entram em órbita devido à mesma atração gravitacional do planeta ou estrela.

Existem diversos tipos de órbitas possíveis para um satélite. Dessa forma, elas são escolhidas conforme a finalidade do aparelho. Assim, eles podem ficar entre 36 mil e mil quilômetros de altitude em relação à superfície terrestre.

Satélites naturais

Esse tipo de corpo celeste entra em órbita naturalmente. Sem a interferência do ser humano. Ou seja, eles estão girando ao redor de um planeta desde o surgimento do sistema de planetas. Por exemplo, os objetos do sistema Terra-Lua possuem praticamente a mesma idade.

Satélites artificiais

Entretanto, no caso de objetos colocados em órbita pelo ser humano, eles chegam ao Espaço por meio de foguetes e veículos de lançamento. Por isso, devem partir de centros de lançamentos. Os quais estão localizados ao redor da Terra. Devido ao alto custo, o mesmo foguete pode carregar até quatro satélites.

Compreender como esses objetos chegam à órbita da Terra é importante. Além disso, todo esse movimento requer muitos conceitos da física básica. Por exemplo, as leis de Kepler e a gravitação de Newton. Por isso, é fundamental se aprofundar nesse tópico.

Vídeos sobre satélites

Conhecer mais sobre os corpos que orbitam nosso planeta é essencial. Por exemplo, com isso é possível deixar de crer em avistamentos de objetos brilhantes nos céus. Assim, veja os vídeos selecionados e entenda mais sobre esse assunto.

O experimento do copo satélite

Os satélites orbitais giram em torno da Terra a uma velocidade muito alta. Por isso, para que não fiquem à deriva no Espaço, eles precisam de uma força que os mantenha em uma trajetória circular. Essa é a força centrípeta. Nesse vídeo do canal Manual do Mundo, Iberê Thenório faz um experimento que ilustra a atuação dessa força no movimento dos objetos em órbita.

A Física dos satélites geoestacionários

Por mais contraintuitivo que pareça, é necessária muita física para que um satélite fique parado em relação a um ponto específico da Terra. Esse é o movimento geoestacionário. O professor Douglas Gomes explica a Física por trás desse tipo de movimento.

O cemitério de satélites

Assim como todos os outros aparelhos eletrônicos, os satélites têm uma vida útil determinada. Quando esses instrumentos chegam ao fim do seu uso, eles não podem ficar em órbita. Por isso, seus operadores os trazem de volta para a Terra. Contudo, eles são lançados em uma área chamada cemitério de satélites. Veja o vídeo do Manual do Mundo para entender onde fica esse lugar.

Conhecer quais são os satélites e como eles funcionam pode ajudar a conhecer mais sobre a Ciência. Afinal, com eles é possível a comunicação à longa distância e, até mesmo, a realização de pesquisas sobre o universo. Um exemplo de satélite artificial usado para pesquisas astronômicas é o telescópio Hubble.

Referências

Satélites – Agência espacial brasileira. Disponível em: https://www.gov.br/aeb/pt-br/programa-espacial-brasileiro/satelites
Perguntas frequêntes: Satélites – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Disponível em: http://www.inpe.br/faq/index.php?pai=4
Física I: Mecânica (2016) – YOUNG, H. D. et al.n

Hugo Shigueo Tanaka
Por Hugo Shigueo Tanaka

Divulgador Científico e co-fundador do canal do YouTube Ciência em Si. Historiador da Ciência. Professor de Física e Matemática. Licenciado em Física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Mestre em Ensino de Ciências e Matemática (PCM-UEM). Doutorando em Ensino de Ciências e Matemática (PCM-UEM).

Como referenciar este conteúdo

Tanaka, Hugo Shigueo. Satélites. Todo Estudo. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/fisica/satelites. Acesso em: 23 de September de 2021.

Exercícios resolvidos

1. [UFRN]

A partir do final da década de 1950, a Terra deixou de ter apenas seu único satélite natural – a Lua –, e passou a ter também satélites artificiais, entre eles os satélites usados para comunicações e observações de regiões específicas da Terra. Tais satélites precisam permanecer sempre parados em relação a um ponto fixo sobre a Terra, por isso são chamados de “satélites geoestacionários”, isto é, giram com a mesma velocidade angular da Terra.

Considerando tanto a Lua quanto os satélites geoestacionários, pode-se afirmar que

a) as órbitas dos satélites geoestacionários obedecem às Leis de Kepler, mas não obedecem à Lei de Newton da Gravitação Universal.
b) a órbita da Lua obedece às Leis de Kepler, mas não obedece à Lei de Newton da Gravitação Universal.
c) suas órbitas obedecem às Leis de Kepler e à Lei de Newton da Gravitação Universal.
d) suas órbitas obedecem às Leis de Kepler, mas não obedecem à Lei de Newton da Gravitação Universal.

Alternativa correta: C

O movimento de satélites é similar ao movimento planetário. Por isso, ele deve obedecer às leis de Kepler e à gravitação universal de Newton.

2. [UPF]

Atualmente, um grande número de satélites artificiais gira ao redor da Terra. Alguns são usados para pesquisa científica ou observações dos astros, outros são meteorológicos ou são utilizados nas comunicações, dentre outras finalidades. Esses satélites que giram ao redor da Terra apresentam velocidades orbitais que dependem da(s) seguinte(s) grandeza(s):

a) Massa do Sol e raio da órbita.
b) Massa do satélite e massa da Terra.
c) Massa da Terra e raio da órbita.
d) Massa do satélite e raio da órbita.
e) Apenas o raio da órbita.

Alternativa correta: C

A velocidade orbital de um satélite dependerá de grandezas físicas como a órbita média da Terra, a massa do planeta.

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