Grande Sertão: Veredas

"Grande Sertão: Veredas" é a maior e mais complexa obra de Guimarães Rosa. Ao mesclar uma linguagem inovadora e única, além do aspecto regionalista, a obra aborda questões humanas e universais.

Um dos romances mais relevantes para o cânone literário brasileiro, Grande Sertão: Veredas mescla o experimentalismo com o regionalismo do movimento modernista. Neste texto, você conhecerá mais sobre esta importante obra e seu autor, João Guimarães Rosa.

Resumo de “Grande Sertão: Veredas”

O fazendeiro Riobaldo conta sua vida de jagunço a um interlocutor desconhecido com a ajuda de compadre Quelemén de Góis. Ao relembrar o passado, o personagem narra sobre o falecimento da mãe que o obriga a viver com padrinho, Selorico Mendes, na fazenda São Gregório. Nesse meio tempo, conta também que conheceu um menino chamado Reinaldo durante a travessia do rio São Francisco e que este se dizia diferente. Depois, na fazenda de seu padrinho, ele conhece Joca Ramiro, chefe de jagunços. Selorico Mendes faz o afilhado estudar e ele começa a ensinar Zé Bebelo, um fazendeiro que quer acabar com o sistema de jagunços e convida Riobaldo a auxiliá-lo nessa empreitada.

Em seguida, o protagonista decide abandonar o bando de Zé Bebelo e reencontra Reinaldo, o menino de sua infância que agora pertencia aos jagunços de Joca Ramiro. Assim, decide entrar para a jagunçagem. Com o tempo, a amizade entre Reinaldo e Riobaldo se fortalece e Reinaldo revela seu verdadeiro nome: Diadorim. Riobaldo reconhece a existência de um sentimento de amor por Diadorim, o que jamais poderia ser revelado aos outros jagunços. Em seguida, ocorre a guerra entre Zé Bebelo e os jagunços em que Bebelo é capturado pelos chefes do bando, mas é solto e sentenciado ao exílio em Goiás sendo proibido de voltar até a morte de Joca Ramiro.

Enquanto isso, apesar do envolvimento com a prostituta Nhorinhá, Riobaldo apaixona-se por Otacília, uma moça delicada, a quem Diadorim não gostava. Após isso, é anunciado que Hermógenes e Ricardão, companheiros de Joca Ramiro, traíram-no e o mataram. Logo depois, começa uma segunda guerra em busca de vingança a mando de Medeiro Vaz. Entretanto, havia boatos de que Hermógenes tinha pacto com o diabo e, por isso, seria muito forte.

Desfecho

Surpreendentemente, Zé Bebelo une-se aos jagunços na busca por vingança a Joca Ramiro entrando em conflito com os capangas de Hermógenes. Depois de uma trégua que durou três dias, Riobaldo decide também fazer um pacto com o Diabo para poder vencer Hermógenes. Sendo assim, vai a uma encruzilhada, conhecida como Veredas Mortas, e clama ao Diabo pelo nome. Contudo, não obtém a resposta esperada. Na sequência, Riobaldo transforma suas atitudes e passa a chefiar os jagunços e seu nome é mudado para Urutu-Branco. Depois de desposar Otacília, decide ir atrás de Hermógenes.

Durante a viagem e a procura por seu inimigo, Riobaldo encontra Ricardão e o mata. Posteriormente, encontra o grupo de Hermógenes e guerreia com seus homens contra o bando. A batalha é sangrenta e Diadorim, com o objetivo de vingar o pai, luta e mata Hermógenes. Contudo, termina ferido e morre. Após a morte de Diadorim, Riobaldo descobre que seu grande e muito amado amigo era na verdade Maria Deodorina da Fé Bettancourt, filha de Joca Ramiro. Por fim, Riobaldo decide abandonar a jagunçagem, casa-se com Otacília e herda as fazendas de Selorico Mendes.

Elementos da narrativa

Narrador

O narrador de Grande Sertão: Veredas é o protagonista Riobaldo, um fazendeiro que revive sua época de jagunço ao contar suas histórias a um interlocutor desconhecido. O texto é escrito em primeira pessoa focado nas aventuras vividas por ele e seus capangas no sertão, a guerra entre os jagunços e as reflexões a respeito da realidade. Além disso, o texto aposta em digressões feitas por Riobaldo, o que resulta na não linearidade da narrativa.

Tempo

Devido à estrutura do romance, o reconhecimento do tempo é dificultoso, pois não é dividido, possuindo apenas um capítulo único. Além disso, o fato de ser narrado em primeira pessoa e de se tratar das lembranças de um velho jagunço faz com que a organização do tempo esteja em função das intenções deste narrador/personagem.

Em linhas gerais, pode-se demarcar alguns aspectos do tempo na narrativa conforme os episódios. Primeiramente, a introdução com a apresentação de parte história de infância de Riobaldo, caracterização do sertão, das pessoas e do sistema de “jagunçagem”. Depois, em medias res – ou no meio da narrativa -, conta-se sobre a guerra em que Riobaldo e Diadorim buscam vingança pela morte de Joca Ramiro a mando de Medeiro Vaz. Na sequência, a narrativa volta no tempo em que Riobaldo conta como conheceu o menino Reinaldo numa travessia a barco do Rio São Francisco.

Em seguida, a narrativa segue seu curso ao abordar o conflito entre Riobaldo e Zé Bebelo, seu rival, em que o protagonista sai vencedor e é renomeado Urutu-Branco. No epílogo, o narrador retoma a história de sua vida, conta sobre seu casamento com um amor de sua mocidade, Otacília, e a herança que recebeu de seu padrinho. Em linhas gerais, portanto, o tempo é psicológico e irregular.

Espaço

O sertão é o espaço predominante na obra de Guimarães Rosa que, além de ser um espaço físico, também é uma metáfora do ser. Além disso, outras regiões que compõem a travessia feita pelas personagens dizem respeito à travessia da vida. Alguns espaços citados são: o Chapadão do Urucuia em que, na travessia do rio São Francisco, o protagonista conheceu Diadorim; a Fazenda dos Tucanos em que Zé Bebelo é preso pelos homens de Hermógenes; o Liso Sussuarão em que a travessia dos homens de Madeiro Vaz é frustrada; o Paredão, onde ocorre à batalha final e Diadorim morre, e as Veredas Mortas, local onde possivelmente Riobaldo fez um pacto com o diabo.

Personagens

Os principais personagens de Grande Sertão: Veredas são:

  • Riobaldo: narrador do romance, conta a sua história e aventuras vividas no tempo em que era jagunço e se torna um fazendeiro rico;
  • Diadorim: companheiro de Riobaldo e por quem o personagem nutre um sentimento afetivo;
  • Otacília: um dos amores da mocidade de Riobaldo e com que ele se casa na história;
  • Zé Bebelo: fazendeiro com ambições políticas que deseja abolir o sistema de jagunçagem e quer acabar com os homens de Joca Ramiro;
  • Joca Ramiro: pai de Diadorim e chefe dos jagunços;
  • Medeiro Vaz: também é chefe de jagunços e busca vingança contra Hermógenes pela morte de Joca Ramiro;
  • Hermógenes: assassino de Joca Ramiro, pertence ao bando de jagunços inimigos.

Contexto histórico

O romance rosiano foi publicado em 1956 e escrito após duas viagens do autor: uma em 1945 no interior de Minas Gerais a fim de revisitar os lugares de sua infância; outra feita em 1952, em que acompanhou os sertanejos na condução de uma boiada pelo sertão mineiro, momento em que fez registros das falas e dos costumes de que se valeu em seu livro. O escritor dedicou o livro à sua esposa Aracy de Carvalho Guimarães Rosa.

A publicação de uma obra da envergadura de Grande Sertão: Veredas não poderia passar despercebida e, de fato, não passou. O romance provocou grande repercussão no cenário literário da época, pois apesar de carregar elementos modernistas vigentes na época, o texto versava com maestria sobre a profundidade do ser utilizando uma linguagem surpreendente e complexa.

Análise de “Grande Sertão: Veredas”

Ao trabalhar com a metáfora da travessia, Guimarães Rosa utilizou o sertão mineiro como representação do íntimo do ser humano: o Sertão é dentro da gente. Trata-se do lugar onde há Deus e o Diabo, bem e o mal. É também onde o ser se descobre em meio à travessia das veredas da existência: o real não está no início nem no fim, ele se mostra pra gente é no meio da travessia. Não se trata apenas de uma história que é contada, trata-se das inquietações humanas que são universais. A representação do Sertão também está no âmbito da linguagem em que se mistura arcaísmos, maneirismos, neologismos e uma boa quantidade de lirismo.

O período em que a obra está inserida ficou marcado politicamente, no panorama mundial, pelo fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e posterior tensão geopolítica que envolvia Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria (1947-1991). No Brasil, o presidente Juscelino Kubitschek propunha o Plano de Metas que previa um grande desenvolvimento nacional, “50 anos de progresso em 5 anos de realizações”.

Além disso, no domínio artístico/literário, o romance pertence a terceira geração modernista (1945-1980), conhecida também por Geração de 45. Autores como João Cabral de Melo Neto, Clarice Lispector, Ariano Suassuna, Lygia Fagundes Telles junto de Guimarães Rosa compõem o rol de escritores desta fase do Modernismo no Brasil. O movimento literário ficou conhecido pelas inovações na linguagem, retorno ao passado, realismo fantástico e regionalismo universal, alguns destes aspectos são observáveis na prosa rosiana.

Hora de revisar o conteúdo!

Após ler sobre as principais características da obra, é possível perceber sua complexidade e grandeza em termos narrativos. Nos vídeos abaixo, você poderá se informar um pouco mais sobre este grande romance da Literatura Brasileira. Lembre-se, porém que nada substitui o contato do leitor com a obra.

A primeira incursão por “Grande Sertão: Veredas”

Ler Grande Sertão: Veredas pode ser uma tarefa trabalhosa que pode assustar num primeiro momento. Neste vídeo, você poderá acompanhar as impressões de uma leitora sobre a obra.

A magnitude de “Grande Sertão: Veredas”

Grande Serão: Veredas não é somente grande em termos físicos, mas também exibe grandeza no uso da linguagem e no cuidado na elaboração de sua diegese. Não é por menos que se tornou uma das joias literárias brasileiras. No vídeo acima, o professor José Miguel Wisnik comenta sobre a obra e dá diversos detalhes sobre sua composição estilística e narrativa.

“Grande Sertão: Veredas” por Guimarães Rosa

Há apenas um vídeo de Guimarães Rosa comentando Grande Sertão: Veredas. No vídeo, o autor dá uma entrevista a um programa de TV alemã na época em que era diplomata.

Adaptações de “Grande Sertão: Veredas”

Adaptações de obras literárias são muito comuns, principalmente para o cinema e TV. O processo de adaptação sempre pode entregar surpresas, principalmente devido às mudanças que são necessárias muitas vezes.

Grande Sertão (1965)

Filme Grande Sertão: Veredas
Pôster do filme “Grande Sertão”. Fonte: Internet Movie Database.

Filme brasileiro lançado em 1965 e dirigido pelos irmãos Geraldo e Renato Pereira.

Grande Sertão: Veredas (1985)

Série Grande Sertão: Veredas
Tarcísio Meira e Sebastião Vasconcelos em “Grande Sertão: Veredas” (1985). Fonte: Internet Movie Database.

Minissérie brasileira produzida pela emissora de televisão Rede Globo e exibida em 1985.

Grande Sertão: Veredas – Graphic Novel (2014)

Eloar Guazzelli Filho adapta o clássico de Guimarães Rosa em formato de romance gráfico. As ilustrações são autoria de Rodrigo Rosa e a publicação foi realizada em 2014.

Sobre o autor: Guimarães Rosa

Autor de Grande Sertão: Veredas
Guimarães Rosa. Fonte: Secretaria de Educação e Cultura de Goiás.

João Guimarães Rosa nasceu no dia 27 de junho de 1908, em Cordisburgo, Minas Gerais e faleceu, aos 59 anos, em 19 de novembro de 1967, vítima de um ataque cardíaco. Primogênito de Florduardo Pinto Rosa e de Francisca Guimarães Rosa, o autor viveu a infância na casa dos avós em Belo Horizonte. Graduou-se em Medicina pela Universidade de Minas Gerais em 1930 e foi médico-capitão da Força Pública do Estado de Minas Gerais.

Em 1934, tornou-se diplomata concursado e atuou como cônsul na cidade de Hamburgo; foi também secretário da embaixada em Bogotá, chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura, além de primeiro-secretário e conselheiro da embaixada de Paris. Atuou na Delegação do Brasil à Conferência da Paz também em Paris, entre outros cargos. Foi promovido a ministro de primeira classe. Em 1962, chefiou o Serviço de Demarcação de Fronteira. Durante a Segunda Grande Guerra, o escritor auxiliou alguns judeus para que conseguissem fugir da Alemanha Nazista para o Brasil, enquanto atuava como diplomata.

Rosa iniciou a vida literária em 1929 com a publicação do conto O mistério de Highmore Hall, pela revista O Cruzeiro. Já em 1936, recebe seu primeiro prêmio pela Academia Brasileira de Letras em razão de sua coletânea de versos. Em 1946, lançou Sagarana que lhe garantiria um lugar de respeito no painel da Literatura Brasileira. No ano de 1952, o autor fez uma excursão ao Mato Grosso e outras duas ao interior mineiro onde reuniu grande quantidade de material que se tornaria essencial para a elaboração de seus projetos literários. Grande Sertão: Veredas é a sua maior e mais conhecida obra.

Concluindo…

Grande Sertão: Veredas possui um cunho experimentalista, uma linguagem inovadora e única, fruto do profundo conhecimento linguístico do autor, versado em diversas línguas. Além do aspecto regionalista, a obra ultrapassa o plano metafísico e aborda questões fundamentais a todo ser humano, como a existência de Deus e do Diabo, do bem e do mal, inquietações do ser e estar no mundo, sempre se valendo de mitos e símbolos universais. Assim, localiza-se no microcosmo do sertão mineiro, mas aborda temáticas universais e inerentes à constituição humana.

Como vimos, o autor Guimarães Rosa foi um exímio representante da Terceira geração (1945-1980) do Modernismo no Brasil em matéria de prosa. Não deixe de conferir também o poeta contemporâneo João Cabral de Melo Neto, também diplomata e conhecido como o “engenheiro das palavras”.

Referências

Curso de literatura brasileira – Sergius Gonzaga;
Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa;
História concisa da literatura brasileira – Alfredo Bosi;
Literatura – Fábio D’Ávila. E Danton Pedro dos Santos;
O homem dos avessos – Antonio Candido.

Leonardo Ferrari
Por Leonardo Ferrari

Graduando em Letras pela Universidade Estadual de Maringá onde desenvolve pesquisa na área de Literatura Pós-Colonial e participa do projeto de extensão Letras na Web. É professor assistente em colégio de ensino médio. Nas horas livres dedica-se à família, aos amigos, à sétima arte e à leitura.

Exercícios resolvidos

1. [ENEM]

“Quem é pobre, pouco se apega, é um giro-o-giro no vago dos gerais, que nem os pássaros de rios e lagoas. O senhor vê: o Zé-Zim, o melhor meeiro meu aqui, risonho e habilidoso. Pergunto: — Zé-Zim, por que é que você não cria galinhas-d‘angola, como todo o mundo faz? — Quero criar nada não… — me deu resposta: — Eu gosto muito de mudar… […] Belo um dia, ele tora. Ninguém discrepa. Eu, tantas, mesmo digo. Eu dou proteção. […] Essa não faltou também à minha mãe, quando eu era menino, no sertãozinho de minha terra. […] Gente melhor do lugar eram todos dessa família Guedes, Jidião Guedes; quando saíram de lá, nos trouxeram junto, minha mãe e eu. Ficamos existindo em território baixio da Sirga, da outra banda, ali onde o de-Janeiro vai no São Francisco, o senhor sabe.”
ROSA, J. G. Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: José Olympio (fragmento).

Na passagem citada, Riobaldo expõe uma situação decorrente de uma desigualdade social típica das áreas rurais brasileiras marcadas pela concentração de terras e pela relação de dependência entre agregados e fazendeiros. No texto, destaca-se essa relação porque o personagem-narrador

a) relata a seu interlocutor a história de Zé-Zim, demonstrando sua pouca disposição em ajudar seus agregados, uma vez que superou essa condição graças à sua força de trabalho.
b) descreve o processo de transformação de um meeiro — espécie de agregado — em proprietário de terra.
c) denuncia a falta de compromisso e a desocupação dos moradores, que pouco se envolvem no trabalho da terra.
d) mostra como a condição material da vida do sertanejo é dificultada pela sua dupla condição de homem livre e, ao mesmo tempo, dependente.
e) mantém o distanciamento narrativo condizente com sua posição social, de proprietário de terras.

Resposta: d.

Justificativa: O trecho retrata a dependência do homem sertanejo ao seu senhor e patrão.

2. [UNIFESP]

Leia o texto a seguir e responda à questão.
Explico ao senhor: o diabo vige dentro do homem, os crespos do homem — ou é o homem arruinado, ou o homem dos avessos. Solto, por si, cidadão, é que não tem diabo nenhum. Nenhum! — é o que digo. O senhor aprova? Me declare tudo, franco — é alta mercê que me faz: e pedir posso, encarecido. Este caso — por estúrdio que me vejam — é de minha certa importância. Tomara não fosse… Mas, não diga que o senhor, assisado e instruído, que acredita na pessoa dele?! Não? Lhe agradeço! Sua alta opinião compõe minha valia. Já sabia, esperava por ela — já o campo! Ah, a gente, na velhice, carece de ter uma aragem de descanso. Lhe agradeço. Tem diabo nenhum. Nem espírito. Nunca vi. Alguém devia de ver, então era eu mesmo, este vosso servidor. Fosse lhe contar… Bem, o diabo regula seu estado preto, nas criaturas, nas mulheres, nos homens. Até: nas crianças — eu digo. Pois não é o ditado: “menino — trem do diabo”? E nos usos, nas plantas, nas águas, na terra, no vento… Estrumes… O diabo na rua, no meio do redemunho…
(Guimarães Rosa. Grande Sertão: Veredas.)

A fala expressa no texto é de Riobaldo. De acordo com o narrador, o diabo:

a) vive preferencialmente nas crianças, livre e fazendo as suas traquinagens.
b) é capaz de entrar no corpo humano e tomar posse dele, vivendo aí e perturbando a vida do homem.
c) só existe na mente das pessoas que nele acreditam, perturbando-as mesmo sem existir concretamente.
d) não existe como entidade autônoma, antes reflete os piores estados emocionais do ser humano.
e) é uma condição humana e não está relacionado com as coisas da natureza.

Resposta: d.

Justificativa: Como visto anteriormente, a obra de Guimarães trata sobre as questões do interior dos homens, logo a figura do diabo estaria atrelada às maldades dentro de cada um.

Compartilhe nas redes sociais

TOPO