Polo aquático

O polo aquático é um esporte coletivo praticado com bola em piscinas, podendo ser jogado com finalidade lúdica ou competitiva.

Inicialmente jogado como uma variação do polo equestre, o polo aquático é o único esporte coletivo disputado em ambiente aquático. Nesta matéria, portanto, você verá características desse esporte, bem como suas regras, nomenclaturas e curiosidades. Confira!

História do polo aquático

O polo aquático é um esporte cuja origem remete à Inglaterra do século XVIII, onde teria sido praticado como forma de entretenimento alternativo ao polo equestre. Nessas práticas iniciais, portanto, os jogadores montavam em barris e rebatiam bolas com uma marreta. Vale notar, no entanto, que há indícios de sua prática em tempos anteriores, na Inglaterra e na Escócia.

Como esporte, o polo aquático é jogado em piscinas e tem como objetivo a marcação de gols sobre o adversário. Para isso, as equipes devem se organizar para realizar gols à meta adversária em um tempo de até 30 segundos cada. Por sua vez, o jogo é organizado em quatro tempos de oito minutos cada. Assim, ao final do jogo, a equipe com maior pontuação é considerada vencedora.

O esporte no Brasil

O início da prática do polo aquático no Brasil é atribuído ao treinador Flávio Vieira que, nos anos 1900, passou a organizar competições em clubes do Rio de Janeiro. Além disso, ele também organizou torneios em praias, como a orla de Santa Luzia, onde ocorrera a primeira disputa. À época, os times eram formados por 11 jogadores que distinguiam suas equipes pelo uso de uniforme, não de gorros.

O esporte nas Olimpíadas

O polo aquático compõe os Jogos Olímpicos da Era moderna desde a segunda edição, Paris 1900. Entretanto, a modalidade feminina do esporte só passou a compor as Olimpíadas cem anos depois, na edição Sydney 2000. Nesse direcionamento, Grã-Bretanha e Hungria são as equipes com mais vitórias e notoriedade no esporte. Além disso, a edição dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi a primeira a contar com uma equipe feminina sul-americana.

Regras do polo aquático

Atualmente, as regras desse esporte são estabelecidas pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e pela Federação Internacional de Natação (FINA). De modo geral, elas versam sobre: campo de jogo e equipamentos, equipes, oficiais de arbitragem, duração, início e reinício de jogo, marcações, tiros, faltas, acidentes, lesões e doenças. Desse modo, vejamos as principais regras desse esporte:

  • O jogo deve ocorrer em uma piscina com distância de 20 a 25 metros entre os gols, para a modalidade feminina, e de 20 a 30 metros para a masculina, variando de 10 a 20 metros em largura;
  • A duração de um jogo é de 32 minutos, divididos em quatro tempos de 8 minutos cada;
  • Cada equipe é composta por 7 jogadores de linha e pode ter até 6 jogadores reserva;
  • Os jogadores de cada equipe são diferenciados pelas cores dos gorros;
  • A bola pode ser conduzida de qualquer modo, exceto com as duas mãos;
  • Não é permitido golpear a bola com punho (mão fechada);
  • Apenas o goleiro pode pisar no chão durante o jogo, segurar a bola com as duas mãos e golpeá-la com os punhos;
  • O tempo de 30 segundos destinado à finalização da jogada é reiniciado sempre que uma equipe recupera a posse de bola ou marca um gol;
  • Vence a equipe que tiver a maior pontuação ao final do jogo. Porém, em caso de empate, há prorrogação do tempo de jogo, variando conforme a partida disputada. Persistido o empate é feita a cobrança de pênaltis.

Faltas

Além dessas regras gerais, é importante destacar que as regras relativas às faltas do polo aquático são estabelecidas conforme três níveis: simples, grave e pênalti. Veja alguns exemplos de situações em que cada nível de falta é aplicado:

  • Sempre que uma falta simples for marcada é feita a concessão de um tiro livre para a equipe que sofrer a falta;
  • Uma falta simples marcada pelo árbitro deve ser cobrada atrás do ponto em que ocorreu ou no mesmo canto;
  • É marcada uma falta simples sempre que um jogador avançar ou impulsionar para que outro jogador avance a linha de gol sem autorização do árbitro;
  • Uma falta simples é marcada sempre que um jogador segurar ou se impulsionar na meta, nas linhas laterais ou nas linhas de fundo durante o jogo;
  • Também é marcada uma falta simples sempre que um jogador andar no fundo da piscina, atuar ativamente na jogada estando de pé no fundo da piscina ou se apoiar no fundo da piscina para pegar impulso para um jogada ou para atacar um adversário;
  • Sempre que uma falta grave for marcada é feita a concessão de um tiro livre para a equipe que sofrer a falta e ocorre a expulsão do jogador que cometeu a falta;
  • O jogador expulso por uma falta grave deve se dirigir à sua área de reentrada, sem sair da água;
  • É marcada uma falta grave sempre que um jogador interferir na cobrança de um tiro livre, tiro direto ou escanteio;
  • Uma falta grave é marcada sempre que um jogador tentar bloquear um passe ou um chute fora da área de cinco metros com as duas mãos;
  • Também é marcada uma falta grave sempre que um jogador jogar água no rosto do adversário intencionalmente;
  • Sempre que uma falta penal for marcada é feita a concessão de um tiro penal (pênalti) para a equipe que sofrer a falta;
  • É marcada uma falta penal sempre que um jogador da defesa, dentro da sua área dos 5 metros, chutar ou golpear um adversário ou cometer um ato de brutalidade;
  • Uma falta penal é marcada sempre que um jogador de defesa ou o goleiro abaixar o gol totalmente com a intenção de evitar o gol eminente;
  • Também é marcada uma falta penal se um técnico ou membro auxiliar da equipe sem a posse de bola solicitar um pedido de tempo.

Nomenclaturas

Para entender a dinâmica do jogo do polo aquático, além dessas regras, é fundamental a compreensão de algumas nomenclaturas. São elas:

  • Splashing: falta cometida quando um jogador joga água intencionalmente em seu adversário;
  • Passe seco: quando a bola é passada ao colega de equipe sem tocar na água;
  • Passe molhado: quando a bola é passada ao colega de equipe e toca na água antes de ser recebida por ele;
  • Backhand: quando um passe de bola não ocorre de maneira efetiva ou é considerado um passe ruim;
  • Pressão: tática de defesa usada para a marcação de um ou mais adversários;
  • Barreira: quando um defensor impede que a bola seja recebida quando passada entre jogadores da equipe adversária;
  • Brutalidade: violência cometida por um jogador durante o jogo dentro da piscina.

Esses são alguns dos elementos que compões as regras oficiais do polo aquático. Agora que você já os conhece e aprendeu um pouco a respeito desse esporte, veja algumas curiosidades a seu respeito.

Curiosidades

Confira, a seguir, algumas curiosidades que separamos sobre o polo aquático para que você o conheça melhor e saiba um pouco sobre seu envolvimento com o Brasil. Acompanhe!

  • A primeira Olimpíada com participação da seleção brasileira no polo aquático foi em 1920, na Bélgica. Porém, ela foi eliminada na primeira fase.
  • Em 1932, a seleção brasileira participou das Olimpíadas de Los Angeles, mas foi desclassificada na partida disputada com a Argentina por acusação de agressão contra os adversários. O ocorrido teria sido responsável pela determinação de novas regras para o esporte.
  • Dois nomes de grande importância para o desenvolvimento do esporte no Brasil foram: Paolo Costoli: técnico do Fluminense no Rio de Janeiro, responsável por criar métodos novos e modificar o jogo dos brasileiros, e Aladar Szabo, ex-atleta húngaro que contribuiu para aprimorar o jogo dos brasileiros ao compartilhar suas experiências no esporte.
  • Um grande nome na história das competições olímpicas do esporte é o do ex-atleta húngaro Dezsö Gyarmatis, que foi tricampeão olímpico de polo aquático e também treinador da equipe de seu país.
  • No Brasil, os principais atletas do esporte são Izabella Chiappini, na modalidade feminina, e Gustavo Guimarães, na modalidade masculina.

Como é possível notar por meio dessas curiosidades, embora o polo aquático seja pouco popular em nossa cultura, o Brasil já estabelece um vínculo bastante estreito com o esporte, especialmente no que diz respeito à sua prática olímpica.

Veja como praticar o esporte!

A seguir você encontra vídeos complementares e didáticos para conhecer e entender o polo aquático. Confira-os para saber mais sobre esse esporte!

Conhecendo o esporte

Esse vídeo apresenta as características gerais do polo aquático e alguns aspectos que o destacam em relação à natação pura.

Regras do jogo

Esse vídeo ilustra algumas situações e regras do esporte e apresenta características dos materiais e espaços de jogo. Veja!

Brasil X Sérvia

Esse vídeo apresenta momentos da partida disputada pelo Brasil e pala Sérvia na Olimpíada Rio 2016. Confira essa vitória olímpica do Brasil e entenda os momentos do jogo de polo aquático.

Esta matéria apresentou características, regras e curiosidades a respeito do polo aquático, uma modalidade esportiva da natação disputada coletivamente desde a segunda edição dos Jogos Olímpicos. Continue estudando sobre os esportes. Confira nossa matéria sobre Karatê!

Referências

Natação: saltos Ornamentais, Polo Aquático & Nado Sincronizado (2012) – SESI-SP.

João Paulo Marques
Por João Paulo Marques

Bacharel em Educação Física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Pesquisador integrante do Grupo de Pesquisa Corpo, Cultura e Ludicidade (GPCCL/UEM/CNPq) e do Grupo de Estudos Foucaultianos (GEF/ UEM/CNPq). Pesquisas focalizando Cultura Física, Discurso, Corpo e Subjetividade.

Como referenciar este conteúdo

Marques, João Paulo. Polo aquático. Todo Estudo. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/educacao-fisica/polo-aquatico. Acesso em: 22 de September de 2020.

Exercícios resolvidos

1. [SME-SP/2016]

“Até a década de 1970, a legislação brasileira proibia que mulheres praticassem lutas de qualquer natureza, futebol, futebol de salão, futebol de praia, polo aquático, rugby e halterofilismo. Apenas em 1979 essa legislação deixou de existir.” (Altman, 2015).

Com base neste trecho, assinale a afirmativa incorreta.

a) A existência dessa legislação indica a falta de interesse das mulheres por estas práticas.
b) A inserção da mulher nestes esportes se deu de forma improvisada, em equipes masculinas.
c) O fim da legislação possibilitou a apropriação das atividades e o empoderamento das mulheres.
d) A suposta incapacidade física feminina sempre foi a base para aquelas restrições esportivas.
e) As limitações da legislação não impediram a prática das atividades por mulheres.

Resposta: alternativa a.

2. [IBADE/2020]

A natação foi inserida nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, em 1896, e as provas disputadas foram os 100, 500 e 1200 metros livre. Durante as décadas seguintes, principalmente após a fundação da Federação Internacional de Natação – FINA – em 1908, outras provas foram incluídas junto ao processo de composição desta modalidade, tais como 50, 200, 400, 800 e 1500 metros livre, havendo também o processo de divisão de categorias etárias (COSTA et al., 2015). A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, fundada em 21 de outubro de 1977, filiada à Federação Internacional de Natação e ao Comitê Olímpico Brasileiro, segue as regras da FINA para as competições de natação, conforme a CBDA (2017). Sobre as regras para competição de natação, a idade máxima dos oficiais (juízes, juiz de partida e árbitro geral) quando atuarem em campeonatos ou competições da FINA, exceto os oficiais de master e polo aquático, é:

a) sessenta anos no ano da competição.
b) sessenta anos no ano da competição, desde que tenha sido ex-atleta.
c) sessenta e cinco anos no ano da competição, desde que tenha sido ex-atleta.
d) sessenta e cinco anos no ano da competição.
e) setenta anos no ano da competição, desde que tenha sido ex-atleta.

Resposta: alternativa d.

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