Empirismo

O empirismo é uma escola de filosofia que afirma que a realidade e o conhecimento são derivados de experiências sensoriais.

O empirismo é uma corrente filosófica que floresceu, principalmente na região da Inglaterra, durante o Iluminismo dos séculos XVII e XVII.

Entre os principais expoentes estão os filósofos ingleses Thomas Hobbes, John Locke, George Berkeley e David Hume.

O empirismo é uma escola de filosofia que afirma que a realidade e o conhecimento são derivados de experiência sensoriais.

Como filosofia, é aliado pela metodologia das ciências naturais, e o único tipo de conhecimento que importa para o empirista é aquele que pode ser formalmente medido ou verificado.

O empirismo trabalha com determinados “princípios-chave” para explicar de onde vem o conhecimento humano: a experiência sensorial e a indução.

empirismo
Imagem: Reprodução

Experiência sensorial

Os empiristas acreditam que nossas ideias vem unicamente da experiência sensorial. Essas ideias podem ser simples ou complexas, e incluem os nossos cinco sentidos: tato, paladar, olfato, audição e visão; nossos sentidos responsáveis pelo sentir.

As chamadas “ideias simples” são aquelas que usam apenas um dos cinco sentidos para estabelecer a percepção, como por exemplo, saber que o sal é salgado.

Já as ideias complexas usam mais de um dos cinco sentidos para obter uma percepção mais detalhada, como saber que o sal, além de salgado, é branco e granulado.

Indução

Já o princípio da indução é o mais crucial para o empirismo, se assemelhando ao princípio da razão para os racionalistas.

Podemos dizer que a indução é a crença de que poucas coisas podem ser conclusivas, especialmente sem experiência.

Assim, se uma árvore cai na floresta e ninguém está perto para ouvi-la, sua queda produzirá som? Este é um exemplo da perspectiva empirista da indução. Esse é um exemplo clássico para se explicar a indução.

Desse modo, como não há ninguém na floresta para escutar o som da árvore caindo, então não se pode determinar se é verdade que a queda fez algum barulho, pois, ninguém a ouviu.

Ao contrários dos racionalistas que admitem o princípio da intuição, os empiristas descartam a intuição como fonte de conhecimento.

O empirismo e a teoria da tábula rasa

O empirismo é considerado uma parte fundamental do método científico porque considera que todas as hipóteses e teorias devem ser testadas em oposição às observações do mundo atual.

John Locke, considerado o pai desta filosofia, defendeu em seu livro Ensaio sobre o Entendimento Humano, que a mente do indivíduo pode se assemelhar a uma tabula rasa, onde ideias vão sendo gravadas por meio da experiência – e, que a partir dessas, o indivíduo passaria a formar sua opinião.

Referências

Empirismo e subjetividade – Gilles Deleuze
O empirismo inglês – Ricardo V. Rodríguez

Luana Bernardes
Por Luana Bernardes

Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela mesma Universidade.

Exercícios resolvidos

1.

John Locke acreditava que o homem era uma criatura naturalmente “racional e social”, com inclinação para o bem e um forte senso de amor ao próximo e empatia pela dor alheia. Nesse sentido, o que motivaria o homem natural de Locke a se sujeitar ao contrato social?

a) O homem natural para Locke, apesar de racional, não era invariavelmente “bom”. O amor próprio e o egoísmo ainda faziam parte de sua índole. Isso prejudicaria o estabelecimento de uma sociedade harmoniosa sem que houvesse uma entidade de mediação de conflitos.

b) O texto engana-se. O homem natural de Locke jamais se sujeitaria ao contrato social, já que as liberdades individuais do homem natural não seriam abandonadas.

c) O contrato social implicava o abandono da selvageria e da barbárie em que o homem vivia.

d) A perpetuação da paz natural que o ser humano e suas relações sociais proporcionavam no estado de natureza.

Resposta: A
O homem natural de Locke, apesar de ser naturalmente racional, não era invariavelmente “bom”. Isso quer dizer que o egoísmo, a vingança e o ímpeto pela destruição ainda fariam parte da constituição humana. Assim, o estado de guerra ainda era uma ameaça ao homem natural de Locke. A única saída era a concepção de um contrato social em que todos aceitariam submeter-se à regência de um Estado maior.

2. [ENEM]

TEXTO I

“Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente a fim de estabelecer um saber firme e inabalável.” (DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1973) (adaptado).

TEXTO II

“É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida.” (SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001). (adaptado).

A exposição e a análise do projeto cartesiano indicam que, para viabilizar a reconstrução radical do conhecimento, deve-se:

a) retomar o método da tradição para edificar a ciência com legitimidade.

b) questionar de forma ampla e profunda as antigas ideias e concepções.

c) investigar os conteúdos da consciência dos homens menos esclarecidos.

d) buscar uma via para eliminar da memória saberes antigos e ultrapassados.

e) encontrar ideias e pensamentos evidentes que dispensam ser questionados.

Resposta: B
Com Descartes, inaugurou-se uma nova forma de se fazer filosofia. A crítica radical da tradição, a partir do processo da “dúvida metódica”, impulsionou a busca por uma pureza da faculdade racional. A razão cartesiana tornou-se o “cavalo de batalha” da filosofia moderna, inspirando toda uma tradição de filósofos que vieram depois dele.

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