Tipos de sujeito

O sujeito da ação apresenta diversas classificações que facilitam a interpretação da oração.

O sujeito é o termo da oração que diz respeito à pessoa ou ao objeto a que a ação ou o predicado faz referência.

“Sujeito é o ser do qual se diz alguma coisa.” (CEGALLA, 2008, p. 324)

O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou por uma palavra ou expressão substantivada.

O sino era grande.
Ela tem uma educação fina.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade.
Isto não me agrada.
Morrer pela pátria é glorioso.

O que se nomeia núcleo do sujeito é a palavra base, que pode ser considerada a sua própria essência. Normalmente, são substantivos ou pronomes. As palavras secundárias podem ser artigos, adjetivos, locuções adjetivas etc.

Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão.

1. Tipos de seujeito

a) Simples: quando possui apenas um núcleo.

  • Eduardo anda muito pela manhã.

b) Composto: quando possui mais de um núcleo.

  • Daniel e Felipe escrevem poesias.

c) Explícito: quando aparece expresso na oração.

  • Os meninos vieram com os pais.

d) Oculto ou Elíptico: quando aparece de maneira implícita, não expressa na oração.

  • Deu um livro ao neto.

e) Agente: quando se faz a ação expressa pela voz ativa.

  • O gato quebrou a cristaleira.

f) Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo passivo.

  • A cristaleira foi quebrada pelo gato.

g) Indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal.

  • Alguém veio à minha procura.
  • Todos são meus conhecidos.
  • Nem sempre a gente é compreendido.

h) Verbo na 3a pessoa do plural sem referencia a qualquer termo que, anterior ou seguinte, lhe sirva de sujeito.

  • Nunca me disseram isso.
  • Onde puseram meu livro?

i) Verbo no infinitivo ou na 3º pessoa do singular com valor de 3º pessoa do plural, nas mesmas circunstâncias do emprego anterior.

  • É bom resolver o problema.
  • Diz que o fato não aconteceu assim.

j) Verbo na 3º pessoa do singular acompanhado do pronome se , originariamente reflexivo, não seguido ou não referido a substantivo que sirva de sujeito do conteúdo do predicativo. Trata-se de um sujeito indiferenciado, referido à massa humana em geral; dessa forma, chamamos de índice de indeterminação do sujeito.

  • Vive-se bem aqui.
  • Lê-se pouco entre nós.

k) Inexistente: quando são enunciações puras e absolutas de um fato por meio de um predicado. Também podem ser chamadas de impessoais.

  • Chove pouco no nordeste.
  • Nunca nevou no Rio de Janeiro.
  • Faz muito calor aqui.

São considerados verbos impessoais:

a) Os que denotam fenômenos atmosféricos ou cósmicos (chover, trovejar, relampejar, nevar, anoitecer, fazer + frio, calor…; entre outros;

b) Haver e ser em orações equivalentes às constituídas com existir;

  • Há bons livros.
  • Eram vinte pessoas no máximo.

c) Haver, fazer e ser nas indicações de tempo;

  • Há cem anos nasceu meu avô.
  • Faz cinco anos que não aparece aqui.
  • Era a hora da ceia.

d) Bastar, chegar + de (nas ideias de ser suficiente);

  • Basta de histórias.
  • Chega de promessas.

e) Ir acompanhado das preposições em ou para exprimindo o tempo em que algo acontece ou aconteceu;

  • Vai em dois anos ou pouco mais.

f) Vir, andar acompanhados das preposições em ou ara exprimindo o tempo em que algo acontece;

  • Andava por uma semana que não comparecia às aulas.
  • Nesse mesmo dia, veio pela tarde.

g) Passar acompanhado da preposição de exprimindo tempo;

  • Já passava de duas horas.

h)Tratar-se acompanhado da preposição de em construções como:

  • Trata-se de assuntos sérios.

2. Posição do sujeito na oração

Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a posposição do sujeito ao verbo é corriqueiro em nossa língua.

  • É facílimo este problema !
  • Vão-se os anéis, ficam os dedos.
  • Para o cargo de primeiro governador do Brasil, foi escolhido o fidalgo Tomé de Sousa.
  • Foi ouvida por Deus a súplica do condenado.

Referências

CEGALLA, Domingos P. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48o ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.

Priscila Nayade
Por Priscila Nayade

Graduada em Letras Português - Licenciatura (UnB)

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1. [OSEC/2007] Das orações: “Pede-se silêncio”, “A caverna anoitecia aos poucos”, “Fazia um calor tremendo naquela tarde” – o sujeito classifica-se respectivamente como:

a) indeterminado, inexistente, simples
b) oculto, simples, inexistente
c) inexistente, inexistente, inexistente
d) oculto, inexistente, simples
e) simples, simples, inexistente

2. [UECE/2006] Exerce função de sujeito o termo destacado em:

a) “O corpo me doía todo, a cabeça também…”
b) “…mas tranquei a boca .”
c) “…o sujeito já tirava a outra mão do punho da rede e segurava o joelho.”
d) “…e o homem puxou a mão ferida .”
e) “Havia ali um enorme corte .”

1. [E]

A primeira oração o sujeito é simples, já que a partícula se não estabelece indeterminação; na segunda, o sujeito também é simples já que a ação de anoitecer não está vinculada literalmente a um efeito meteorológico; e na terceira, por ser um fenômeno da natureza, o sujeito é inexistente.

2. [A]

A única alternativa em que o termo destacado é sujeito real da ação proposta é a letra A, já que nas outras o termo destacado é objeto direto e na letra E, quando o haver está no sentido de existir, o sujeito da oração fica como inexistente.

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