Artigos

Artigos são estruturas da língua portuguesa que são usadas para definir ou indefinir determinado substantivo.

Os Artigos fazem parte das dez classes gramaticais que compõem uma das partes relacionadas à gramática denominada morfologia.

“Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para dar aos seres um sentido determinado ou indeterminado. Indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos substantivos.” (CEGALLA, 2008, p. 157)

Certa vez, passando por uma praça, encontrei um menino chorando. A praça estava deserta e o menino, sozinho, as mãos e os cabelos sujos de terra.
(Percebe-se que os artigos mudam significativamente o lugar de cada substantivo dentro de um dado discurso).

1. Tipos de artigo

1.1 Artigos definidos

São aqueles que possuem a função de determinar a existência de determinado objeto, tornando-o conhecido tanto pelo falante como pelo ouvinte. Eles trazem consigo, por conta da concordância, o gênero do próprio substantivo e ficam antepostos a ele.

São eles: A, AS, O, OS. Exemplos:

  • Viajei com o médico. (um médio referido, conhecido, determinado, tanto pelo ouvinte como pelo falante).
    Eu matei o animal.
  • A menina não para de crescer!
  • Espero que os nossos erros sejam perdoados.
  • As velhas de Itajaí adoram contar histórias sobre Jesus.

1.2 Artigos indefinidos

São aqueles que possuem a função de indeterminar a existência de determinado objeto, tornando-o desconhecido pelo falante e pelo ouvinte. Eles trazem consigo, por conta da concordância, o gênero do próprio substantivo e ficam antepostos a ele.

São eles: UM, UNS, UMA, UMAS. Exemplos:

  • Viajei com um médico. (um médico não referido, desconhecido, indeterminado, tanto pelo falante como pelo ouvinte).
  • Eu matei um animal.
  • Não havia uma só alma viva naquele lugar!
  • João, uma moça veio atrás de você mais cedo.
  • Dona Florzinha havia decorado o lugar com uns penduricalhos.
  • Não é todo dia que surge um craque de basquete.

2. Papel das preposições

Os artigos podem unir-se às preposições a, de, em e por, formando combinações e contrações antes de substantivos.

  • Masculinos: ao, aos, do, dos, no, nos, pelo, pelos, num, nuns.
  • Exemplos: ir ao colégio; precisar do carro; correr pelos campos; fazer a tarefa na mesa; etc.

  • Femininos: à, às, da, das, na, nas, pela, pelas, numa, numas.
  • Exemplos: ir à escola; sair da sala; lutar pela paz; entrar numa fria; viajar à Bahia; etc.

Os artigos são importantes para localizar a determinação dos objetos e de diferentes sujeitos dentro de um discurso, seja ele escrito ou falado. O uso apropriado dos artigos permite não apenas evitar problemas com o gênero e o número de determinados substantivos, mas principalmente explorar detalhes de significação bastante expressivos. Por exemplo, informações novas, em textos, são introduzidas por um artigo indefinido, mas depois são retomadas pelos definidos, já que essas informações passam a ser conhecidas por quem está lendo. Além disso, a sutileza de muitas modificações de significados transmitidas pelos artigos faz com que sejam frequentemente usados tanto por alunos, em textos comuns, como por escritores, em suas grandes obras.

Referências

CEGALLA, Domingos P. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48o ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.

Priscila Nayade
Prof. Priscila Nayade

Graduada em Letras Português - Licenciatura (UnB)

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1. [USP/2005] Na frase “Meu livro e o de João…” o “o” é:

a) Artigo definido
b) Pronome pessoal do caso oblíquo
c) Pronome demonstrativo
d) Pronome relativo
e) Pronome possessivo

2. [ITA/2005] Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:

a) Estes são os candidatos que lhe falei.
b) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
c) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
d) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
e) Muito é a procura; pouca é a oferta.

1. [B]
Por mais que o “o” designe a ideia de artigo definido, nesse caso, o “o” simboliza um caso de pronome, já que substitui a repetição desnecessária de “livro”. Originalmente ficaria: “Meu livro e o livro de João”.

2. [B]
A única alternativa que designa um médico específico, aderindo uma qualidade a ele é a letra B, em que se tem todo um contexto de especialização quando se diz “ele é o médico”, ressaltando outros ideais como ser um médico muito bom, excepcional.

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