William Shakespeare

William Shakespeare foi o principal dramaturgo da história. O autor manteve um legado marcante onde o individualismo de seus personagens criavam uma ambientalização própria e uma história pessoal.

Greenblatt, Stephen (2005). Como Shakespeare se tornou Shakespeare? William Shakespeare (1564 – 1616) foi um escritor, poeta, dramaturgo e ator inglês. Considerado por muitos como o maior escritor da história da língua inglesa, Shakespeare é um dos dramaturgos mais influentes do mundo.

Para se ter ciência da dimensão do poeta britânico, ele é o segundo escritor mais citado dentro da língua inglesa. Perdendo apenas para a Bíblia, o autor realmente alcançou um patamar que dificilmente será usurpado por outro escritor.

O autor inglês é leitura obrigatória para conhecer características que encaminham influências em trabalhos literários até os dias de hoje. Com uma escrita marcada pela boa delimitação das personagens e frases com efeito dúbio, Shakespeare cavou seu espaço na literatura.

William Shakespeare em sua foto icônica. (Imagem: Reprodução)

Quem foi William Shakespeare?

Com poucos detalhamentos a respeito da infância, pula-se para os 18 anos do autor na linha do tempo de sua história pessoal. William casou-se jovem com Anne Hathaway, uma aldeã oito anos mais velha. Com ela, teve três filhos, sendo um par de gêmeos, Susanna, Hamnet e Judith Quiney, respectivamente.

Aos 22 anos ele abandona a casa no interior. Ruma, então, para Londres e começa a trabalhar como guardador de cavalos em frente a um teatro. Não demorou muito para ingressar na equipe ao prestar serviços nos bastidores das peças. Além disso, também já era copista de peças e representava pequenos papéis.

No ano de 1590 ele começa a escrever a sua primeira obra autoral, “Comédia dos Erros”. O tempo para completar a obra somou-se quatro anos. Durante este período ele também escreveu cerca de 150 sonetos. Neste meio tempo, tornara-se o copista oficial do Teatro Globo, além de adaptar peças de escritores anônimos e/ou desconhecidos.

Os temas tinham um fio em comum, apesar de penderem para uma rústica e pesada ótica. Abordando o sentimentalismo pessoal, o amor como destruição e questões que abrangiam relações carnais (sempre implícitas) e sociais.

Ao ano de 1594, o Teatro de Lord Chamberlain convidou o autor a fazer parte da companhia. Esta, sob posse de um magnífico teatro na capital londrina, William rumou para crescer. Contudo, cerca de 15 anos depois, o autor retorna à sua cidade natal, onde finaliza sua última peça, “A Tempestade”. Finalizada apenas em 1613, William Shakespeare acaba por falecer três anos depois. Na mesma cidade em que nasceu, Startford-upon-Avon, na Inglaterra, no dia 23 de Abril, o autor fecha suas cortinas.

As obras de William Shakespeare

Apesar de suas obras se estenderem além do âmbito da dramaturgia, Shakespeare é destacado por este gênero. Suas produções são divididas em três fases distintas, dentre elas:

  1. 1590 a 1602: tragédias, comédias e historicidades;
  2. 1602 a 1610: tragédias e comédias;
  3. 1610 em diante: peças com característica de conciliação relacional;

Contudo, um dos maiores escritores de todos os tempos não ficou tão somente na dramaturgia. Entre as suas principais obras e respectiva classificação estão:

  • Comédias: A Comédia dos Erros, A Tempestade, Cimbelino, Conto do Inverno, Medida por Medida, Megera Domada, Muito Barulho Por Coisa Nenhuma, Noite de Reis, O Mercador de Veneza, Os Dois Fidalgos de Verona, Sonhos De Uma Noite de Verão;
  • Dramas: Henrique IV, Henrique V, Henrique VIII e Ricardo III;
  • Poesias: O rapto de Lucrécia, Sonetos e Vênus e Adônis;
  • Tragédias: Antônio e Cleópatra, Coriolano, Hamlet, Julio César, Macbeth, O Rei Lear, Otelo, Romeu e Julieta, Tito Andrônico

Legado e características da obra de William Shakespeare

Shakespeare não só marcou época no período em que viveu e produziu. Como um artista atemporal, o escritor influenciou quase tudo o que se vê na literatura moderna. A forma de desenvolvimento das personagens é, sobretudo, sua principal característica.

Personagens estas marcadas pelo individualismo. A linha sucessória do que se nota nas obras é a marca de uma personalidade única nas criações do dramaturgo. Com supressões e o individual como marcação do pessoal, as personagens apresentavam traços perenes e marcantes.

Um autor que faz do indivíduo (seu personagem) um teatro. Com a traição em MacBeth, a inocência de Ofélia e a indecisão de Hamlet. Personagens que se caracterizavam por ter em si a apropriação de uma história que circundava a trama principal. Essa era a essência de William Shakespeare.

Referências

GREENBLATT, Stephen, 2005, Como Shakespeare se tornou Shakespeare?

Mateus Bunde
Por Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

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