Epílogo

Epílogo pode ser usado em peças de teatro, livros e outras obras, sendo que a palavra ainda passou a receber outros significados com o passar do tempo.

Oriundo do latim, epilogus, epílogo remete à recapitulação, ou ainda à uma conclusão resumida do que foi escrito em uma determinada composição literária, ou ainda que foi dito em um determinado discurso. Podemos ainda usar o termo para nos referirmos ao desfecho de algumas obras, desligando-se, este pedaço, das partes anteriores, fazendo referência, entretanto, aos acontecimentos associados à ação principal. Trata-se do oposto ao prólogo, nos textos, que nada mais é do que a seção precedente à narrativa, onde são apresentados os eventos que deverão se desenrolar ao longo da história.

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Trata-se de um segmento, portanto, que dá desfecho aos eventos que se sucederam ao longo da obra, ou ainda, quando aplicado à dissertações e monografias, encerra o trabalho dando desfecho por meio de deduções e respostas que foram levantadas pelo autor. Pode, ainda, em determinadas obras, ser usado para remeter a alguns acontecimentos que possam complementar o significado da trama. Normalmente essa mensagem é direcionada ao leitor.

Em peças de teatro da Era Antiga, além daquelas produzidas durante o século XVI, epílogo era a palavra usada para referir-se a enunciação sucinta feita por um intérprete sempre ao final da cena mais importante da peça. Seu papel era definido, e significava algo como um adeus à plateia, pedindo àqueles que assistiam que fossem benevolentes às possíveis imperfeições da dramaturgia. Trata-se, portanto, no que se refere à criação teatral, de uma cena apresentada ao final, no ato conclusivo que finaliza o espetáculo.

Isso é comumente observado em algumas produções cinematográficas ou televisivas, onde em alguns casos é apresentado, ao final, um conjunto de imagens, ou ainda alguns trechos do filme que elucidam de forma bastante sucinta, o futuro dos personagens. Um exemplo é o filme Quatro Casamentos e um Funeral. Foi por conta dessa aplicação do epílogo que o termo passou a indicar ainda o final, ou o arremate, independentemente de se tratar de uma obra, ou ainda de um movimento político, de uma existência, entre outras referências.

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Referências

Novíssima Gramática da Língua Portuguesa – Domingos Paschoal Cegalla

Por Natália Petrin
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