Xintoísmo

O xintoísmo significa o caminho dos deuses e é uma antiga religião do Japão e a mais popular, baseada em princípios como gratidão e adoração aos ancestrais.

O xintoísmo começou há pelo menos mais de 1000 a.C. mas ainda é praticado hoje por pelo menos cinco milhões de pessoas, principalmente no Japão.

Os seguidores do xintoísmo acreditam que os poderes espirituais existem no mundo natural. Isto é, eles acreditam que espíritos chamados “kami” vivem em lugares naturais, como animais, plantas, pedras, montanhas, rios, pessoas e até mesmo nos mortos (por isso o culto aos ancestrais).

Os santuários do Xintoísmo

Os locais de culto xintoísta são chamados de santuários e geralmente são encontrados em meio a belos cenários naturais.

Um santuário xintoísta contém um Salão Interno, que só é visitado pelos sacerdotes xintoístas, pois acredita-se que nesse local os kamis estão presentes.

Xintoísmo
Imagem: Reprodução

Os sacerdotes xintoístas podem ser tanto homens quanto mulheres. A pureza é algo muito importante para os seguidores xintoístas e, portanto, eles enxaguam a boca e lavam as mãos e penduram tábuas de madeira com orações sobre eles antes de entrarem no salão de orações.

Uma vez lá dentro, o kami é convocado com um sino e se oferece arroz ou dinheiro. Então, o seguidor se dobra duas vezes e bate palmas duas vezes para dar as boas-vindas ao kami e se curva novamente.

Os santuários xintoístas são marcados por um arco especial chamado torii. Acredita-se que esse arco separe o mundo sagrado do santuário do mundo exterior.

O culto xintoísta

No Japão, estima-se que existam cerca de 80.000 santuários xintoístas e cada santuário tem um festival anual em que as pessoas prestam homenagem ao kami e celebram com comida e bebida.

Esses festivais são uma grande parte da crença xintoísta e são frequentemente acompanhados por multidões de pessoas dançando.

Durante a primavera, as orações feitas nos festivais são por grandes colheitas (祈 年 祭 ou Kinen sai). Já mo outono, as orações são mais direcionadas à gratidão pelas colheitas naquele ano (祭 嘗 祭 Niiname sai).

Existem incontáveis ​​festivais xintoístas por todo o Japão hoje, assim como templos.

O culto xintoísta também ocorre em lares e no trabalho por meio de oferendas simples de arroz, chá e orações e não possui um guia específico equivalente à Bíblia.

Frequentemente orações são dirigidas aos antepassados ​​da família que segue essa religião também.

No xintoísmo, o kami mais importante é Amaterasu, a deusa do sol. Pois, acredita-se que ela seja a ancestral dos imperadores do Japão.

O santuário de Amaterasu é em Ise e é o santuário mais importante do Japão. Outro importante kami é Inari, o produtor de arroz, já que o arroz é um alimento tão importante no Japão.

Referências

Shintoísmo e Culto aos Kami: Aproximações e Distanciamentos – Richard André
Taiken.com: Shintoism, how it influenced the lives of the japanese

Luana Bernardes
Por Luana Bernardes

Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela mesma Universidade.

Como referenciar este conteúdo

Bernardes, Luana. Xintoísmo. Todo Estudo. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/historia/xintoismo. Acesso em: 25 de November de 2020.

Exercícios resolvidos

1. [FUVEST]

A chamada Ásia Ocidental constitui importante área de encontro de três continentes: a Ásia, a África e a Europa. É marcada, principalmente, pela instabilidade dos limites políticos, diversidade étnica da população e multiplicação das crenças religiosas. Três grandes religiões têm sua “Cidade Santa” na Ásia Ocidental. São elas:

a) Fetichismo, islamismo e judaísmo.

b) Budismo, hinduísmo e maometismo.

c) Judaísmo, cristianismo e islamismo.

d) Cristianismo, bramanismo e islamismo.

e) Budismo, judaísmo e islamismo.

Resposta: C
a) Falso – O fetichismo não é caracterizado como religião.

b) Falso – O Budismo e hinduísmo são religiões de origem indiana, não considerando a cidade de Jerusalém como “Cidade Santa”.

c) Verdadeiro – A cidade de Jerusalém é considerada por essas três religiões a “Cidade Santa”. Para os Judeus, o Muro das Lamentações, parte do Segundo Templo, é o local mais sagrado de todos. Acima dele está o Domo da Rocha, o terceiro local mais importante no islamismo, de onde Maomé subiu aos céus. A poucos quarteirões dali, a Igreja do Santo Sepulcro assinala o local tradicional da crucificação, do enterro e da ressurreição de Jesus.

d) Falso – o bramanismo é uma religião de origem indiana, não tendo Jerusalém como “Cidade Santa”.

e) Falso – O Budismo não considera a cidade de Jerusalém como “Cidade Santa”.

2. [ENEM ]

O ataque japonês a Pearl Harbor e a consequente guerra entre americanos e japoneses no Pacífico foram resultado de um processo de desgaste das relações entre ambos. Depois de 1934, os japoneses passaram a falar mais desinibidamente da “Esfera de prosperidade da Grande Ásia Oriental”, considerada como a “Doutrina Monroe Japonesa”.

A expansão japonesa havia começado em 1895, quando venceu a China, impôs-lhe o Tratado de Shimonoseki passando a exercer tutela sobre a Coreia. Definida sua área de projeção, o Japão passou a ter atritos constantes com a China e a Rússia. A área de atrito passou a incluir os Estados Unidos quando os japoneses ocuparam a Manchúria, em 1931, e a seguir, a China, em 1937.

REIS FILHO, D. A. (Org.). O século XX, o tempo das crises. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.

Sobre a expansão japonesa, infere-se que:

a) o Japão tinha uma política expansionista na Ásia de natureza bélica diferente da doutrina Monroe.

b) o Japão buscou promover a prosperidade da Coreia, tutelando-a à semelhança do que os EUA faziam.

c) o povo japonês propôs cooperação aos Estados Unidos ao copiar a Doutrina Monroe e intentar o desenvolvimento da Ásia.

d) a China aliou-se à Rússia contra o Japão, sendo que a doutrina Monroe previa a parceria entre os dois.

e) a Manchúria era território norte-americano e foi ocupado pelo Japão, o que originou a guerra entre os dois países.

Resposta: A
A partir do século XIX, o Japão assumiu posturas imperialistas e passou a atuar cada vez mais para garantir os seus interesses na Ásia, sobretudo na China. Ao longo daquele século, os japoneses defendiam que sua influência deveria ocorrer em todo o sudoeste asiático. Assim, o Japão passou a voltar-se contra as potências ocidentais que pudessem interpor-se a seus interesses. Esse belicismo levou o Japão a atacar os Estados Unidos em 1941.

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