Transporte Ferroviário no Brasil

O Transporte Ferroviário no Brasil atualmente compõe parcela inexpressiva dentro dos meios de mobilidade de carga do país.

O Transporte Ferroviário no Brasil já foi uma realidade, e, de certa forma, uma prosperidade. Contudo, a construção de estradas, o investimento no transporte rodoviário e o incentivo automotor frearam qualquer chance férrea.

Por cerca de 50 anos (entre 1870 e 1920) o transporte ferroviário no Brasil era o principal. Fosse para cargas ou para pessoas, as linhas férreas eram a primeira opção.

Atualmente, no entanto, o Brasil é considerado um país pobre no que tange ferrovias. As ferrovias brasileiras passaram a ser sucateadas ao longo do século XX, o que as deixou à beira da extinção.

O transporte ferroviário representou para o Brasil uma nova estratégia econômica. Um elemento que otimizaria os processos e facilitaria com que cargas percorressem toda a extensão do país.

transporte ferroviário no brasil
(Imagem: Reprodução)

Transporte Ferroviário no Brasil começa próspero

As ferrovias brasileiras eram construídas com capital inglês. A ideia era o investimento na própria indústria, sem qualquer tipo de planejamento.

Foi então que, entre 1870 e 1920, o Transporte Ferroviário no Brasil atingiu um crescimento médio de 6 mil quilômetros por década. O período foi chamado de “Era das Ferrovias”, contando com crescimento progressivo e altos investimentos.

O advento do carro após 1920, no entanto, acabou freando o crescimento – antes exponencial – das ferrovias. Uma fase de estagnação foi sentida no período, e esta perduraria até os dias de hoje.

A má distribuição das ferrovias atuais do país é só a ponta do iceberg. Para se ter ciência, a Região Sudeste concentra quase metade das ferrovias do país (47%). Enquanto isso, as regiões norte e centro-oeste, somadas, não alcançam os 10%.

A derrocada do Transporte Ferroviário no país

Em 1920, o transporte ferroviário no Brasil tem sua verdadeira derrocada. Intensificado nos anos 1940, o Brasil se viu perdendo a batalha para as rodovias. Afinal, o capital inglês, que sustentava as ferrovias, havia se retirado.

Os anos 1940 vieram, e com eles o investimento na indústria automotora começa sua expansão. Foi nos anos de 1950, com Juscelino Kubitschek na presidência, que carros, estradas e caminhões começam a ter incentivos.

O desejo pela construção de estradas ligando os estados, o investimento na indústria automobilística e o incentivo ao capital estrangeiro cresceram. O trabalho foi contínuo até mesmo dentro do regime militar.

O processo seguiu com Itamar Franco (com o incentivo na compra do Fusca), FHC e, sobretudo, Lula. Presidentes após a redemocratização não viam motivos para investimento no transporte ferroviário no Brasil.

transporte ferroviário
(Imagem: Reprodução)

Por que o transporte ferroviário é tão precário atualmente?

O incentivo na construção de estradas era uma ambição entre os presidentes. Fossem os presidentes do período militar ou até mesmo os chefes de estado após a redemocratização.

A falta de interesse em investimento, sem dúvidas, foi o motivo para um modelo tão precário atualmente. No entanto, não só o lobby por rodovias serviu como derrocada das linhas férreas.

O declínio do café, a partir dos anos 1930, brecou investimento (sobretudo inglês) nas ferrovias. O governo brasileiro posterior não assumiu o risco. Ao notar o sucateamento e a falta de investimento, nenhum chefe de estado arriscou.

No fim das contas, atualmente, o transporte de cargas é feito majoritariamente por caminhões. Um fato considerado triste por especialistas do campo da logística.

Uma vez que o Brasil é um país privilegiado com extensão territorial favorável para construção de ferrovias. Mas também por não incentivar o transporte hidroviário, que apresenta 29 mil quilômetros de extensão de rios e lagos navegáveis.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Por Mateus Bunde
Teste seu conhecimento

01. [PUC] A linha principal da Ferrovia do Aço destina-se a ligar:

a) Belo Horizonte ao Rio de Janeiro

b) São Paulo ao Rio de Janeiro

c) Belo Horizonte ao Espírito Santo

d) Belo Horizonte a São Paulo

e) Brasília a Belo Horizonte

 

02. [UFMG] Considerando-se as redes que compõem as diferentes modalidades de transporte no Brasil, é INCORRETO afirmar que:

a) as ferrovias são, em sua grande extensão, utilizadas sobretudo para o escoamento da produção mineral e subutilizadas no transporte interurbano e inter-regional de passageiros.

b) as hidrovias tornariam o preço do produto agrícola brasileiro mais competitivo no mercado internacional, mas têm sua implementação dificultada pelo custo e pelos impactos ambientais decorrentes de seus projetos.

c) as rodovias, principal modalidade de transporte do país, assumem, com alto custo, elevada tonelagem no deslocamento de mercadorias diversas e maior percentual de tráfego de passageiros.

d) o transporte aéreo registra um uso mais intenso nas regiões do país onde há grandes distâncias entre os principais centros urbanos e fraca densidade das redes rodoviária e ferroviária.

01. [D]

02. [D]

Compartilhe nas redes sociais

TOPO