Sofismo

Sofismo é o termofilosófico cujo objetivo era estimular a lógica, propor a argumentação e estender o raciocínio.

O Sofismo, originalmente, reúne uma quantidade estipulada de técnicas a serem ensinadas a professores na Grécia Antiga. Geralmente estes conceitos abrangiam a melhoria na capacidade de raciocínio e retórica.

Atualmente, o uso contemporâneo da palavra exemplifica a “acusação de um argumento inválido que apela às emoções”. Sem qualquer relação com o posicionamento dos sofistas do passado, esse significado acabou por se popularizar.

A não ser a semelhança por meio do ensinamento e aperfeiçoamento da argumentação, de nada ambos os significados se interligam. A grande realidade é que o sofismo pouco é conhecido atualmente.

Uma vez que grande parte dos seus escritos é relatada por Sócrates e Platão, por exemplo, seus opositores. Assim, as convicções do sofismo pouco são verdadeiramente detalhadas.

Contudo, para se ater aos conceitos estipulados e adotados atualmente pela filosofia moderna, o sofismo seria, em suma, uma falácia. Seria uma forma de emitir uma argumentação falsa de modo a persuadir o leitor.

Segundo os estudos mais recentes da filosofia, seu conceito acabou se expondo como tal. De modo a criar um conceito aos sofistas, a argumentação persuasiva, com resquícios de dúvida quanto à realidade, foram aplicados.

sofismo
(Imagem: Reprodução)

Sofismo em sinônimo de persuasão

O grande ponto do sofismo está na persuasão com informações falsas que, em realidade, parecem reais. Ou seja, o ponto alto dos sofistas era/é gerar uma sensação de veracidade numa fala irreal.

De modo a criar essa ilusão constituída, eles são/eram utilizados muitas vezes em argumentos filosóficos por sua estrutura parecer real.

Sofismo como falácia

Mesmo que o raciocínio criado pareça válido, o mesmo não apresenta uma conclusão. As relações incorretas que cernem as ideias e os raciocínios ilógicos – propositalmente falsos – são uma característica forte entre sofistas.

Sendo um argumento inválido, a jogada do sofista é legitimar a mentira como verdade. Dessa forma, a entonação da fala e a linguagem rebuscada seriam caminhos para chegar a ideia findada: persuadir.

Contudo, as ideias equivocadas do sofismo podem ser muito mais alocadas como “mentiras formais”. São erros dentro da comunicação argumentativa, sendo facilmente identificadas sob análise de premissas do silogismo.

Por meio disso, é possível concluir, ao menos de forma breve, que o sofismo pode não ter a intenção de enganar, apesar de o sê-lo.

Apesar de não ter a intenção de enganar, ele tem a ideia em ludibriar o ouvinte. Seguindo normas da ética, o conceito poderia, de certo modo, ser considerado desonesto.

No entanto, quando o sofista não possui a intenção real de ludibriar, mas sim crê que aquilo que reproduz é uma verdade, dizemos que se trata de um paralogismo

Os principais sofistas da Grécia Antiga

Os principais utilizadores do sofismo eram os que mais dominavam as técnicas de argumentação. Segundo relatos, eles vendiam seus conhecimentos a estudantes por meio do pagamento de uma taxa.

Entre os principais utilizadores do sofismo, podem ser destacados Pitágoras e Hípias. O modelo de propagação do conhecimento destes foi muito criticado por filósofos contemporâneos.

Aristóteles, por exemplo, lançou a obra “Organon: as refutações sofísticas”. Ali, o filósofo criticava o modelo do sofismo como forma de propagação do conhecimento. A partir disso, outros filósofos igualmente criticaram o modelo.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Mateus Bunde
Prof. Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

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