Sociedade Industrial

A sociedade industrial é a resultante de um processo de lutas de classe que buscavam melhorias nas condições de trabalho no sistema capitalista.

Quando se fala em sociedade industrial, muitas vezes as ideologias mais voltadas às esquerdas emergem no debate. No entanto, o conceito de sociedade industrial cerne muito a luta e as consequentes conquistas da classe trabalhadora.

Sendo assim, a Sociedade Industrial seria a constituição de sociedade moderna trabalhadora. Oriunda de uma luta de classes e reivindicações constantes, a sociedade formaria uma nova classe operária (um pouco) menos explorada.

Ao longo da primeira metade do século XIX, a industrialização do meio urbano acabou por povoar em demasia as cidades europeias. O crescimento demográfico era imenso, a busca por empregos era ainda maior e aceitar trabalhos sobre-humanos virou uma constante.

A partir disso percebe-se um fortalecimento da aristocracia que detinha uma oligarquia na época. Ampliava-se, assim, um contraste absurdo entre os ricos e os mais pobres; uma desigualdade social gritante.

sociedade industrial
(Imagem: Reprodução)

Paris e Londres na constituição da Sociedade Industrial

As duas cidades que viveram uma verdadeira eclosão demográfica foram Paris e Londres. A capital francesa e capital inglesa concentravam-se como megalópoles industrializadas e com classe operária enxuta.

A cidade de Paris, para se ter ideia, foi a registrou maior aumento da sua população. Mesmo que não tivesse um processo industrial tão intenso e marcante como na Inglaterra, muitas pessoas se aglomeravam nas cidades.

Sob más condições de vida e trabalho, exaustos operários passavam por intenso trabalho aliado a uma vida de miséria. Acumulados em bairros parisienses, sem qualquer condição de habitação, o que originou muitas doenças à época, como a peste negra.

Enquanto isso, em Londres, o berço da Revolução Industrial, o acúmulo de pessoas sob moradias de péssima qualidade era notório. Até mesmo a aristocracia preocupava-se com os ocorridos.

Epidemias de cóleras e febre tifoide são apenas algumas das doenças que assolaram a Inglaterra na época. O medo constante de uma revolta da população era uma constante entre os burgueses.

Por esse motivo as preocupações rondavam os mais ricos, sobretudo com o surgimento de pensadores como Marx e Engels, que estimulavam essa revolta silenciosa.

Os sindicatos como meio de organização

Após o término do século XVIII, durante o início da Revolução Industrial, o século XIX surge como um estopim para a sociedade industrial. Os trabalhadores, então, iniciam uma organização em sindicatos.

Mesmo que esses não fossem permitidos pela legislação vigente à época, os operários iniciam reivindicações singelas. Já na segunda metade do século XIX inúmeros direitos já haviam sido conquistados graças aos movimentos sociais e sindicais.

Liderados pelas classes trabalhadoras, o movimento sindical seguia tendências e diferentes vertentes. Entre seus objetivos estavam os mais variados. Desde os que lutavam pelas reivindicações trabalhistas até aqueles que usavam os sindicatos como promoção política.

Alguns ainda acreditavam numa revolta social de grande magnitude. Inserida em um contexto social de opressão, essa opção não era descartada.

Por fim, já no final do século XIX, as organizações sindicais passaram a formalizar a sociedade industrial. Como instrumento de reivindicações, os sindicatos se transformariam em um elemento-chave na transformação da sociedade operária.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Por Mateus Bunde
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01. [Unesp] “A superioridade da indústria inglesa, em 1840, não era desafiada por qualquer futuro imaginável. E esta superioridade só teria a ganhar se as matérias-primas e os gêneros alimentícios fossem baratos. Isto não era ilusão: a nação estava tão satisfeita com o que considerava um resultado de sua política que as críticas foram quase silenciadas até a depressão da década de 80.” (Joseph A. Schumpeter, “HISTÓRIA DA ANÁLISE ECONÔMICA”)

Desta exposição conclui-se por que razão a Inglaterra adotou decididamente, a partir de 1840, o:

a) isolacionismo em sua política externa.

b) intervencionismo estatal na economia.

c) capitalismo monopolista contrário à concorrência.

d) agressivo militarismo nas conquistas de colônias ultramarinas.

e) livre-comércio no relacionamento entre as nações.

 

02. [Uel] Um fator que contribuiu decisivamente para o processo de industrialização na Inglaterra do século XVIII foi:

a) a acumulação de capital resultante da exploração colonial praticada pela Inglaterra através do comércio.

b) a concorrência tecnológica entre ingleses e americanos, que estimulou o desenvolvimento econômico.

c) a expulsão das tropas napoleônicas do território inglês, que uniu os interesses nacionais em torno de um esforço de desenvolvimento.

d) o movimento ludista na Inglaterra com a destruição das máquinas consideradas obsoletas, ao incentivar a invenção de novas máquinas.

e) a abertura de mercados na Alemanha e na França para a Inglaterra, por meio de um acordo comercial conhecido por Pacto de Berlim.

01. [E]

02. [A]

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