Rota da Seda

A rota da Seda era uma via de acesso que possibilitava o intercâmbio comercial, religioso e cultural entre Ocidente e Oriente.

A Rota da Seda foi uma rota comercial batizada pelo alemão Ferdinand Von Richthofen, no século XIX. O trajeto estabelecido é conhecido por historiadores e arqueólogos como uma das rotas comerciais e religiosas mais importantes. Antes mesmo de ter uma denominação, as demarcações já eram desbravadas pelos mais diferentes aventureiros. Desde comerciantes a integrantes clérigos e até mesmo soldados. Ali era o atalho para cortar longos trajetos. Compreendia, sobretudo, a porção síria banhada pelo Mediterrâneo, estendendo-se até os territórios de Xiang.

Estes caminhos apresentam uma importância histórica que vai além das relações religiosas e comerciais. Ainda no período Pré-Histórico, estas rotas serviam como forma de espalhamento das comunidades oriundas da África. Dali, grupos se dispersavam por variadas regiões da Ásia e da Oceania. O objetivo era a busca por locais de melhor habitação para consequente desenvolvimento.

Anos mais tarde, além de espalhamento, a rota da seda viria a ser uma zona de acesso e expansão. Assim, no âmbito comercial esta via seria ainda fundamental para a imersão de povos indo-europeus no Médio Oriente. Esta penetração dos povos originou o que hoje conhece-se pelas sociedades semitas dos judeus e árabes.

rota da seda
(Imagem: Reprodução)

A importância da Rota da Seda

A Rota da Seda, como já mencionado, apresenta uma importância que vai além de ser uma mera rota comercial. Lá, de sua valorização histórica, há também seu poderio religioso. Mas além disso, sua logística, bem como a facilidade de locomoção. Entre as grandes importâncias desta via de conexão oriental estão:

  • Ligação comercial facilitada;
  • Fácil acesso da Europa Ocidental com o Extremo Oriente;
  • Intercâmbio cultural estabelecido entre ocidente e oriente através de penetrações sociais;
  • Transferências tecnológicas estabelecidas entre Oriente e Ocidente, auxiliando no desenvolvimento;
  • Astrolábio, compasso, ábaco e a pólvora foram levadas da Ásia para a Europa por meio da Rota da Seda;

As caravanas pela Rota

Muitas caravanas eram, então, guiadas para fazer as transferências entre os continentes. No entanto, nem todas percorriam completamente a rota. O tempo passou, as rotas começaram a ser utilizadas mais constantemente e fixaram-se, assim, cidades. Muitas delas, dessa forma, passaram a abrigar os comerciantes e muitos de seus transportes. Tornavam-se, assim, as pontes de economia de percurso para repasse do que fosse possível repassar.

Desta maneira, nota-se um comércio que passa a transformar todas as atividades sócio-econômicas de uma região. Estabelecendo não só um laço político, como também sócio-cultural de parceria firmada. Os séculos III e IV, no entanto, tornaram-se o momento de decadência das movimentações comerciais. Motivadas pela invasão dos hunos na região, as relações apaziguaram.

Por muito tempo a via de acesso ao Oriente era fundamental para o estabelecimento de relações comerciais e intercâmbio continental. Entretanto, com o passar dos anos, o fechamento deste trajeto incentivou consideravelmente o surgimento das grandes expedições marítimas. As Grandes Navegações, assim, passavam a ganhar força. O europeu, dessa forma, passa a construir rotas de comércio pelos mares; cortando caminhos, ganhando terreno. A Rota da Seda é singelamente abandonada na troca pelos grandes oceanos.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Por Mateus Bunde
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