Países Aliados

A aliança dos Países Aliados que contava com França, Reino Unido, Estados Unidos e União Soviética, saiu vencedora da Segunda Guerra Mundial.

O bloco dos Países Aliados era formado por Reino Unido, França, Estados Unidos e URSS durante a Segunda Guerra Mundial(1939 – 1945).A Grande Guerra, vale ressaltar, foi o maior conflito armado da história da humanidade até os dias de hoje.

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Durante esse período, países ao redor do mundo lutaram como parceiros de uma das duas principais alianças que dividiam entre Potências do Eixo e Países Aliados.

Os principais países que formavam a aliança dos Países Aliados eram basicamente os mesmos formaram a Tríplice Entente durante a Primeira Guerra Mundial. Sendo, portanto, composto principalmente por Reino Unido, França (oficialmente até 1940), Estados Unidos e União Soviético (a partir de 1941).

países aliados
Imagem: Reprodução

Os Países Aliados foram os vencedores desse conflito que vitimou mais de 60 milhões de pessoas.

Ao todo, fizeram parte dos Aliados 51 países, entre os quais o Brasil. Muitos, porém, proporcionaram apenas apoio material, sem entrar propriamente em combate. De forma que tal de toda a América Latina, apenas Brasil e México enviaram tropas ao campo de batalha.

Dessa forma, os Países Aliados também contavam com Austrália, Nova Zelândia, Nepal, África do Sul, Canadá, Noruega, Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos, Grécia, Ioguslávia, Panamá, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Haiti, Honduras, Nicarágua, Guatemala, Cuba, Coréia, Checoslováquia, México, Etiópia, Iraque, Bolívia, Irã, Colômbia, Libéria, Romênia, Bulgária, San Marino, Albânia, Hungria, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Turquia, Líbano, Arábia Saudita, Argentina, Chile e Dinamarca.

Os Países Aliados e a derrota das Potências do Eixo

Em 1943, A Itália fascista de Benito Mussolini foi invadida pelos Aliados. Mussolini, refugiado no norte do país sob a proteção dos alemães, foi capturado e assassinado em abril de 1945.

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Hitler suicidou-se três dias mais tarde, quando os soviéticos se encontravam a três quarteirões de seu abrigo subterrâneo, em Berlim.

A Alemanha capitulou um pouco depois, em 8 de maio. Antes, em junho de 1944, ocorrera o célebre Dia D, quando tropas anglo-americano-canadenses desembarcaram na Normandia – região da França, então ocupada pelos alemães.

Já o Japão se rendeu em 15 de agosto de 1945, quando o imperador Hirohito anunciou pessoalmente, pelo rádio, a capitulação do país.

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Essa decisão foi consequência dos devastadores efeitos produzidos pelo bombardeio atômico das cidades de Hiroshima e Nagasaki, ocorridos respectivamente em 6 e 9 daquele mês, por tropas americanas. Chegava ao fim a Segunda Guerra Mundial.

Consequências da Segunda Guerra Mundial

O mundo que emergiu do terrível conflito era bastante diferente daquele que existia em 1939. As potências do Eixo estavam esmagadas, mas também a Grã-Bretanha e a França saíram debilitadas da guerra.

Para definir a nova relação de forças internacionais, cunharam-se duas expressões: superpotências e bipolarização – mostrando que o planeta se encontrava dividido em duas zonas de influência econômica, política e ideológica, controladas respectivamente pelos EUA e URSS.

Do confronto entre ambos (Guerra Fria) resultaram a Guerra da Coréia (1950–53), a Guerra do Vietnã (1961–75) e a Guerra do Afeganistão (1979–89).

E foi somente em 1985, com o início da Perestroika (reestruturação econômica) e da Glasnost (transparência política), implantadas por Gorbachev na URSS, que esse cenário instável começou a se desfazer.

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O socialismo marxista ganhou considerável impulso com o crescimento do poder soviético, após a Segunda Guerra Mundial que se estendeu pela Europa Central e Oriental, Extremo Oriente (China, Coréia do Norte, Vietnã, Laos, Camboja), do Oriente Médio (Iêmen do Sul), da África (Angola, Moçambique, Etiópia) e até mesmo da América Latina com a ascensão do socialismo em Cuba.

Enquanto isso, os avanços tecnológicos provocados pela guerra resultaram em numerosas aplicações pacíficas, que vão desde a penicilina até o radar ou a propulsão a jato para os aviões.

Referências

A Segunda Guerra Mundial – João F. Bertonha
A Segunda Guerra Mundial – Martin Gilbert
A Segunda Guerra Mundial: Causas, Estrutura, Consequências – Osvaldo Coggiola

Luana Bernardes
Por Luana Bernardes

Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela mesma Universidade.

Como referenciar este conteúdo

Bernardes, Luana. Países Aliados. Todo Estudo. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/historia/paises-aliados. Acesso em: 18 de May de 2022.

Exercícios resolvidos

1. [UNB]

Julgue os itens a seguir como corretos ou falsos.

A Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) é antecipada por uma série de conflitos e pactos e, entre esses, destaca(m)-se:

a) a invasão da Etiópia pelas tropas da Alemanha em 1935/1936.

b) o flagrante apoio de Hitler e Mussolini à Falange fascista do General Franco, na Guerra Civil Espanhola.

c) a invasão da China pelas tropas japonesas, que dominam regiões de grande importância econômica.

d) a assinatura do Pacto Anto-Komintern, entre Estados Unidos, Inglaterra e França, que assinalava a unidade de esforços visando a conter o avanço de Stalin.

e) a anexação da Áustria e dos Sudetos pela Alemanha em 1938, e da Albânia pela Itália, em 1939.

f) a conferência de Munique, em 1938, na qual a Inglaterra e a França impedem o avanço alemão, o que serve de pretexto para o início da Segunda Guerra.

g) o pacto Germano-Soviético, em agosto de 1939, que garante a neutralidade da Rússia e prepara o caminho para a invasão da Polônia.

Resposta: Corretos são os itens b, c, e, g. Falsos são os itens a, d, f.

Sobre os itens falsos: Em “a”, o país que invadiu a Etiópia foi a Itália, e não a Alemanha; em “d”, não foram Estados Unidos, Inglaterra e França que assinaram o Pacto Anti-Komintern, e sim Alemanha, Itália e Japão; em “f”, Inglaterra e França não impediram o avanço da Alemanha, mas sim aceitaram a anexação dos Sudetos na Tchecoslováquia, além do mais o pretexto para o início da guerra foi a invasão da Polônia.

2. [ENEM]

(ENEM 2008) Em discurso proferido em 17 de março de 1939, o primeiro-ministro inglês à época, Neville Chamberlain, sustentou sua posição política: Não necessito defender minhas visitas à Alemanha no outono passado, que alternativa existia? Nada do que pudéssemos ter feito, nada do que a França pudesse ter feito, ou mesmo a Rússia, teria salvado a Tchecoslováquia da destruição. Mas eu também tinha outro propósito ao ir até Munique. Era o de prosseguir com a política por vezes chamada de “apaziguamento europeu”, e Hitler repetiu o que já havia dito, ou seja, que os Sudetos, região de população alemã na Tchecoslováquia, eram a sua última ambição territorial na Europa, e que não queria incluir na Alemanha outros povos que não os alemães.

Sabendo-se que o compromisso assumido por Hitler em 1938, mencionado no texto acima, foi rompido pelo líder alemão em 1939, infere-se que:

a) Hitler ambicionava o controle de mais territórios na Europa, além da região dos Sudetos.

b) a aliança entre a Inglaterra, a França e a Rússia poderia ter salvado a Tchecoslováquia.

c) o rompimento desse compromisso inspirou a política de “apaziguamento europeu”.

d) a política de Chamberlain de apaziguar o líder alemão era contrária à posição assumida pelas potências aliadas.

e) a forma que Chamberlain escolheu para lidar com o problema dos Sudetos deu origem à destruição da Tchecoslováquia.

Resposta: A
A região dos Sudetos foi apenas um dos territórios ambicionados por Hitler, sendo que as invasões de outros territórios após o Tratado de Munique deram origem à Segunda Guerra Mundial

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