Pacto Germano-Soviético

O Pacto Germano-Soviético, também conhecido por demais nominações, foi um tratado de não agressão entre a Alemanha Nazista e a URSS.

O Pacto Germano-Soviético é tido como um dos principais fatos que marcaram a Segunda Guerra Mundial. Já na década de 30, uma grande crise econômica e política imperava no mundo, sobretudo na Europa, que via governos ditatoriais emergirem.

A Alemanha via o nazismo ascender ao poder no ano de 1933, e já preparava para uma expansão territorial e econômica A indústria bélica era alimentada, e os planos de dominação continental cresciam.

A partir desse contexto da necessidade por expansão territorial, fez Hitler desenvolver um dos tratados mais ardilosos da história. O líder nazista e o líder comunista, da URSS, Josef Stalin, acertaram um pacto germano-soviético de não agressão.

O acordo ainda seria batizado de Pacto Ribbentrop-Molotov, e impediria qualquer avanço nazista sobre o leste europeu, e obliteraria qualquer possível influência comunista nos planos nazistas.

pacto germano-soviético
(Imagem: Reprodução)

Objetivos do Pacto Germano-Soviético

Após assinatura em 23 de agosto de 1939, selado pela chancela dos representantes J. Von Ribbentrop, da Alemanha Nazista, e V. Molotov, da URSS, cujo objetivo era oficializar a não agressão entre ambas as nações.

Em termos mínimos, a condição seria de que a URSS não poderia interferir em futuros ataques da Alemanha à França ou Inglaterra. Com isso, a Alemanha não avançaria em direção ao leste europeu, sob domínio Soviético.

Pontos do tratado que eram implícitos

De todo modo, implicitamente, tanto alemães quanto soviéticos tinham interesse em uma ofensiva forte contra Inglaterra e França. Stalin, por exemplo, via na ofensiva de Hitler um estopim para uma eventual ação comunista-soviética na Europa Ocidental, bem como a expansão do domínio da URSS sobre o Velho Continente.

Era previsto nos protocolos do pacto germano-soviético a invasão e consequente divisão da Polônia. Além disso, era prevista uma influência soviética na região báltica.

Sete dias depois da assinatura do contrato, Hitler atacou a Polônia, o que desencadeou a Segunda Guerra Mundial. Apesar de não serem aliados dos nazistas, os comunistas não agiram com represálias ao ataque à Polônia. Pelo contrário, invadiu a parte oriental da região, tal como era previsto no pacto.

Dessa maneira, o início da Segunda Guerra Mundial, a partir da invasão nazista, teve como principal estratégia o acordo germano-soviético. No entanto, anos mais tarde, mais especificamente em 1941, a Operação Barbarossa daria fim ao pacto germano-soviético.

A União Soviética deixaria de lado a “aliança silenciosa” com os nazistas e se juntaria aos aliados para acabar com o Terceiro Reich.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Mateus Bunde
Por Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

Exercícios resolvidos

1.

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