Museu Nacional

O Museu Nacional acabou atingido por um incêndio de proporções imensas em 2018, destruindo boa parte de seu grande acervo.

O Museu Nacional está vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Como uma das instituições mais antigas do Brasil, a coleção contida no museu figurou como uma das maiores do mundo.

Seja na história natural, seja na sessão de antropologia. Nas Américas, o museu sempre foi um grande destaque. Localizado no interior do parque da Quinta da Boa Vista, na capital estadual do Rio de Janeiro.

O Museu Nacional era abrigado pelo antigo Palácio de São Cristóvão. Este, por sua vez, serviu por muitos anos como residência da antiga família real, entre os anos de 1808 até 1821.

Além disso, o Palácio também abrigou a antiga família imperial entre 1822 até 1889. Por fim, o prédio ainda foi utilizado a fim de promulgar a primeira Assembleia Constituinte Republicana, entre 1889 a 1891.

Após a queda do Império, e o início da República, o prédio foi repassado, em 1892, com objetivo de construção de um Museu. Desde 1938 o museu (bem como o edifício) é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico, pelo IPHAN.

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(Imagem: Reprodução)

Linha do Tempo do Museu Nacional

Sendo a residência da antiga realeza, da antiga família imperial e um museu com vasto acervo de artigos. A história do Museu Nacional remete à história do Brasil, desde sua formação, até um contar resumido da sua história.

Época de Dom João VI

Durante o ano de 1818, Dom João VI fundou o Museu Real, a fim de estimular a pesquisa científica no Brasil. Ao longo dos primeiros anos, o Museu abrigava materiais de botânica, minerais, animais empalhados e uma grande variedade para a época.

Após os casamento de Dom Pedro I com a Imperatriz Leopoldina, o Museu começa a receber ainda mais investimentos. Naturalistas e entusiastas artísticos e científicos da época decidem vir para o Brasil trabalhar no Museu.

À época, Carl Friedrich Philipp von Martius e Georg Heinrich von Langsdorff contribuíram para a ascensão do museu.

Museu Nacional durante Segundo Reinado

Ao longo do século XIX, o imperador Dom Pedro II atende às vontades dos europeus. Os entusiastas queriam conhecer a história (ou até pré-história) do Brasil.

Pensando nisso, o investimento na antropologia, arqueologia e paleontologia foi feito. Como o próprio D. Pedro II era um entusiasta e amante da ciência, ele mesmo contribuiu do próprio acervo com peças para o Museu.

Recebendo materiais do antigo Egito, peças de botânica e fósseis, o Museu Nacional, então, se moderniza. Nesta época, ele se torna o centro mais importante no estudo da História Natural e Ciências Humanas da América do Sul.

República a necessidade de apagar vestígios imperiais

Com o fim do Império, a República precisava apagar os símbolos que representassem o Brasil Império. Ainda muito popular após 1889, Dom Pedro II precisava ser página virada.

Os Republicanos, então, transferiram o Museu Nacional para o Palácio São Cristóvão. A ideia era dar nova identidade à antiga casa.

A partir de 1946, a UFRJ gerenciaria o Museu.

O descaso e o incêndio

Os seguidos cortes orçamentários desde 2014 degradavam progressivamente a estrutura do museu. A verba mínima necessária para manutenção do Museu Nacional girava em torno dos R$ 520 mil anuais.

Apresentava, ao longo dos anos, sinais visíveis de má conservação, exposição de fios elétricos, paredes degradas e ausência de política anti-incêndio. A possibilidade de um incêndio, inclusive, era anunciada desde 2004.

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(Imagem: Reprodução)

Após o dia de visitação de 2 de setembro de 2018, um incêndio de imensas proporções atingiu todos os andares do prédio. Os bombeiros foram acionados às 19h30, não demorando a chegar na Quinta da Boa Vista.

Cerca de duas horas depois, às 21h30, as chamas já se mostravam incontroláveis. Labaredas e estrondos faziam a vista e a sonora da triste situação.

Por volta das 22h do mesmo dia, as coleções já haviam sido destruídas pelas chamas. O gigante acervo com esqueletos de preguiça gigante, o crânio de Luzia e os documentos dos séculos passados foram destruídos e/ou danificados.

Referências

Museu Nacional.Ufrj.br

Museu Nacional, o mais antigo do país, foi residência de rei e imperadores – G1

Risco de incêndio no Museu Nacional foi denunciado há 14 anos – Agência EBC

Mateus Bunde
Prof. Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

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