Nascido em 15 de abril de 1452, na Vila de Vinci, na Toscana, Itália, Leonardo era filho de Caterina Lippi, camponesa, e de Piero da Vinci, tabelião, que, entretanto, não eram casados. Educado por pessoas próximas, como sua madrasta e sua avó, Leonardo é conhecido como Leonardo da Vinci por ser o nome do vilarejo onde nasceu.

Leonardo da Vinci era autodidata, e passou a sua juventude em Florença, morando em seguida em Milão, Roma e França. Desde muito novo, Da Vinci tinha o hábito de registrar tudo em cadernos, desde seus rascunhos até pensamentos, reflexões e emoções, usando códigos em algumas anotações. Bastante criativo, Da Vinci mesclava em suas obras a arte e a ciência, sendo uma pessoa perfeccionista, porém procrastinadora. Vegetariano, por razões humanitárias, Leonardo da Vinci morreu em Cloux, na França, aos 67 anos, em 2 de maio de 1519, sendo enterrado na igreja de Saint-Florentin, em Aboise.
A vida e a arte de Leonardo da Vinci
Da Vinci aperfeiçoou o sombreamento em suas pinturas, e na escultura fazia uso da perspectiva objetivando modelar os objetos tanto em superfícies bidimensionais quanto tridimensionais. Foi um dos primeiros italianos a usar a técnica do óleo em tela e produziu entre 30 e 40 obras, deixando obras como A adoração dos magos, São Jerônimo no deserto e a Batalha de Anghiari sem conclusão, além de diversos desenhos, páginas de notas e esboços.
Leonardo da Vinci era bastante curioso, e gostava de investigar o funcionamento das coisas, como moinhos e voo dos pássaros, por exemplo, tendo, inclusive, no ano de 1498, feito a primeira tentativa de uma máquina voadora. Fascinado pela natureza, o artista estudava e admirava tudo para ganhar conhecimento, além de apreciar as harmonias dos padrões. Afirmava, segundo estudiosos, que um bom artista deveria, também, ser um bom cientista, objetivando melhor compreender e descrever a natureza, aplicando seus conhecimentos científicos às suas obras.
Além de realizar suas anotações em cadernos, como mencionamos anteriormente, o artista também fazia desenhos, e muitos desses foram aplicados inclusive ao estudo da física, como uma das anotações que trazia espelhos côncavos que concentravam raios de luz a partir de diversos ângulos, auxiliando no estudo da óptica. Além disso, desenvolveu teoremas iniciais de força, ação e reação e inércia.
Contribuições para a medicina
Outra área de interesse era a anatomia humana, tendo passado noites inteiras em hospitais com o objetivo de entender o funcionamento do corpo humano. Leonardo da Vinci fez diversos desenhos de forma a ilustrar seus estudos. Uma de suas grandes obras, inclusive, é O Homem Vitruviano, de 1492, em que apresenta o desenho de um desenho de um corpo humano, apresentando proporções perfeitas, braços e pernas abertos dentro de um círculo e de um quadrado, tendo como inspiração uma passagem do arquiteto romano Vitruvius.
Dentre suas obras de importância, podemos mencionar Anunciação, Virgem dos Rochedos, Mona Lisa e A Última Ceia. Da Vinci é considerado um polímata, ou seja, um indivíduo sábio com conhecimento aprofundado em várias áreas. Além de pintor, o artista era ainda escultor, matemático, urbanista, físico, engenheiro, químico, geólogo, cartógrafo, entre outras coisas. O domínio das artes, entretanto, sempre foi uma das paixões de Leonardo da Vinci.
Referências
Leonardo da Vinci – Walter Isaacson