Lady Diana

Lady Diana, Princesa de Gales, era a terceira na linha sucessória pela coroa britânica.

Lady Diana alcançou fama mundial após seu casamento com o Príncipe Charles. O matrimônio com o primeiro sucessor da coroa britânica, no entanto, não teve relação com a popularidade da princesa.

Diana Frances Specer, ou apenas Lady Diana (ou até mesmo Lady Di), teve sua fama e popularidade ligada à sua imagem filantrópica. Mesmo sendo membro da realeza britânica, sua rica história tem muito mais realce em ações sociais que diplomáticas.

Envolvida com o combate a AIDS em uma época de tabu da doença, era uma presença assídua em ações sociais que visavam uma melhoria de vida às classes mais pobres.

lady diana
(Imagem: Reprodução)

Não bastassem suas ações sociais, a mídia britânica a perseguia constantemente, destacando muito mais sua beleza do que suas ações. Por muitos anos, até sua morte, Lady Diana era vista como o ideal de beleza e um ícone da moda.

Depois de décadas da sua morte, sua trágica despedida, em 1997, ainda gera comoção em grande parte do mundo. Mesmo após 20 anos do ocorrida, ela é ainda muito citada em veículos de mídia bretã.

Estima-se que seu nome seja citado ao menos oito mil vezes ao ano até os dias de hoje. Em muitas destas menções, destacam-se os conturbados problemas com a família real, sobretudo com o filho da Rainha Elizabeth, o ex-marido Charles.

Casamento Real de Lady Diana e Príncipe Charles

Foi no dia 29 de julho de 1981 que eles selaram o matrimônio na Catedral de Saint Paul’s, na capital Londres. Com transmissão para o mundo todo, calcula-se que um bilhão de pessoas tenha assistido a cerimônia.

O evento contou com a presença de mais de 3000 convidados. Após o encerramento cerimonial, Lady Diana recebeu oficialmente o título de Sua Alteza Real, Princesa de Gales.

Ações filantrópicas

Enquanto fazia parte da família real britânica, Lady Di fez várias missões diplomáticas por inúmeros países. No ano de 1982, inclusive, ela representou a própria Rainha Elizabeth II  no funeral da Princesa de Mônaco, Grace Kelly.

Sua popularidade aumentava, a medida que a do seu marido diminuía. Afinal, seu rosto estampava a capa dos tabloides ingleses, enquanto o seu marido era ofuscado.

Sua popularidade só aumentava, e sobretudo devido a participação em variados projetos sociais e de caridade. Entre as causas a qual apoiava, destacava-se, principalmente, a campanha contra minas de exploração terrestre.

Suas ações filantrópicas lhe renderam, inclusive, um Prêmio Nobel da Paz. Destaca-se também sua assídua campanha pelo combate a AIDS. Angariou doações, realizou políticas para quebra da doença como um tabu e ainda leiloou os melhores vestidos para ajudar com valores

O divórcio e a morte

A mídia repercutiu todo o episódio de divórcio do casal, denominando o processo como “A Guerra dos Galeses”. O casamento teve um fim acordado em 9 de dezembro de 1992, e viria a ser formalizado quatro anos depois, em 28 de agosto de 1996.

Lady Diana manteria seu título de Princesa de Gales, por ser a mãe do segundo e terceiro na linha sucessória do trono. No entanto, perde o título de Sua Alteza Real.

A perda dos títulos não a impediu de seguir com as ações e sua alta popularidade. Popularidade esta que sempre atraiu a atenção dos paparazzis em busca de flashes.

Em 31 de agosto do ano de 1997, ela jantava com o namorado em Paris. O casal, ao sair do restaurante, começou a ser perseguido por sete paparazzis.

Incomodados pela perseguição, eles decidiram evacuar o local de carro. A perseguição não teve fim, apenas ao chegar em um túnel da cidade. O motorista do casal perdeu o controle do carro e bateu frontalmente em um pilar de sustentação.

Lady Diana estava sentada no banco de trás, sem o cinto de segurança, e o forte impacto acabou provocando hemorragia interna e vários ossos quebrados. A princesa chegou a ser resgatada com vida, mas morreu no hospital, na madrugada do dia seguinte.

O funeral de Lady Di ocorreu uma semana depois, e foi assistido por cerca de duas bilhões de pessoas, com transmissão ao vivo.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Mateus Bunde
Por Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

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01. [FCC] Sobre a Formação do Estado Nacional Britânico, A Magna Carta (1215), aceita por João Sem-Terra, da Inglaterra, reveste-se de grande importância porque, entre outros aspectos:

a) assegurava aos homens livres proteção contra  as arbitrariedades do poder político.

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02. [FEI] Os problemas de heranças feudais, que haviam confundido destinos e províncias, tornaram inevitável a Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra. A eclosão desse conflito:

a) deu-se no primeiro quartel do século XI, a partir de problemas de sucessão no trono francês sobre o qual a Inglaterra tinha fortes interesses.

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c) ocorreu na primeira metade do século XIV, a partir da disputa entre os dois países sobre inúmeros territórios flamengos e italianos.

d) foi provocada pelas disputas políticas entra a Rosa Vermelha (de Lancaster) e a Rosa Branca (de York).

e) aconteceu graças a interesses manufatureiros da França sobre Flandres, região feudatária da Inglaterra.

01. [A]

02. [B]

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