Feminismo

Feminismo é um movimento que luta por direitos iguais para homens e mulheres.

O feminismo é definido como um movimento social e cultural. Segundo pesquisas na área acadêmica, estima-se que tenha surgido após a Revolução Francesa. O movimento entre as mulheres se fortaleceu mesmo foi na Inglaterra, e mais tarde foi assumido pelos Estados Unidos. No século XX, já na América do Norte, a organização começa a findar objetivos claros na luta.

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Segundo os preceitos feministas, a luta está em estabelecer igualdades para homens e mulheres. O intuito é de que ambos, independentemente do gênero, possuam os mesmo direitos, oportunidades e tratamentos. É fundamental, assim, salientar que a principal luta do feminismo é contra o machismo. Este, por sua vez, não é o oposto ao feminismo. Isso porque o machismo trata-se de uma constituição social imposta por uma sociedade patriarcal.

Enquanto essa construção social justifica atos agressivos e de opressão contra as mulheres, o feminismo já foca em outro âmbito. O movimento liderado pelas mulheres abrange reivindicações contra atitudes sustentadas e motivadas pelo machismo na sociedade. Dessa forma, o feminismo tem como objetivo construir uma sociedade igualitária para homens e mulheres, pondo fim no machismo enraizado.

O punho cerrado envolto da identificação biológica de gênero caracteriza o símbolo do movimento feminista. (Imagem: Reprodução)

Fases do Feminismo

O feminismo, bem como teorizam pesquisadoras do meio, e intelectuais da área, divide-se em três fases distintas. Ao longo da história, os grandes momentos de destaque do feminismo caracterizaram o contexto vigente. Da luta de direito pelo voto ao empoderamento constante contra o patriarcado. O combate ao coronelismo sempre esteve presente na pauta. Contudo, as fases podem ser melhores divididas em:

O sufrágio feminino: o primeiro grande movimento

O sufrágio feminino compreende o período inicial de grande movimentação feminina durante o século XIX. Esse agrupamento, e suas respectivas reivindicações, abrangiam a exigência por direitos jurídicos igualitários. Tanto na Inglaterra, como nos EUA, algumas premissas foram destaques na pauta, como:

  • Contratos de propriedade para ambos;
  • Fim aos casamentos arranjados;
  • Direito à propriedade para mulher;

Ao final, porém, durante o século XIX, o objetivo focou na conquista do direito ao voto. Este, até então, restrito somente aos homens.

Liberação da mulher: o segundo grande momento

Durante os anos de 1960 e 1980 alguns objetivos foram mudando. Saindo do campo político, viu-se a necessidade da luta por direitos igualitários dentro do meio cultural. Apesar disso, a política ainda permanecia intimamente ligada às questões de protesto. Graças à ascensão dos meios de comunicação, feministas começaram encorajar as mulheres a uma reflexão de empoderamento. A principal questão circundava os questionamentos às estruturas promovidas pelo patriarcado; estrutura de poder sexista.

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A mulher inserida no contexto sócio-político e cultural: a terceira fase

O atual momento desafiou assim todos os paradigmas que acreditava-se que o movimento poderia alcançar. As discussões passam a ser o micro que reflete no macro, desenvolvendo o que poderá ser melhor para as mulheres. Das questões defendidas, o feminismo da atual fase compreende:

  • Questões sócio-culturais e políticas de inserção da mulher;
  • Discussões relativas às mulheres negras de classe baixa e oriundas da periferia;
  • Inserção da mulher negra no meio;
  • Debate entre as diferentes vertentes do feminismo;
  • Questionamentos acerca do momento atual vivido entre os sexos e os privilégios masculinos;

Feminismo no Brasil

No feminismo dentro do Brasil, as discussões permeiam muito mais relativas a um país de terceiro mundo e miscigenado. Dessa forma, destaca-se a ação do feminismo de caráter popular. Através de Organizações Não Governamentais (ONGs), trabalhos são realizados das mais diversas formas. Com oficinas de instrução ao papel da mulher a rodas de debates expondo diferentes vertentes. Contudo, também a inserção da mulher negra de periferia no mercado de trabalho, por meio de pequenos cursos de empreendedorismo.

O apoio às mulheres, realizadas por estes grupos, é considerado louvável por inúmeras organizações internacionais. Alçando áreas pobres que não tinham acesso ao movimento, faz com que a grade se estenda. Dessa maneira, o Brasil passa a discutir um feminismo voltado ao debate e luta pelo fim da violência. A cultura do estupro é uma pauta forte atuamente, bem como o combate às condições adversas no mercado de trabalho.

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Referências

Heleith Saffioti – A mulher na sociedade de classes

Bell Hooks – Feminist theory: from margin to center

Mateus Bunde
Por Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

Como referenciar este conteúdo

Bunde, Mateus. Feminismo. Todo Estudo. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/historia/feminismo. Acesso em: 22 de July de 2024.

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01. [Enem] Ninguém nasce mulher; torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino. BEAUVOIR, S.

(O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980).

Na década de 1960, a proposição de Simone de Beauvoir contribuiu para estruturar um movimento social que teve como marca o(a)

a) ação do Poder Judiciário para criminalizar a violência sexual.

b) pressão do Poder Legislativo para impedir a dupla jornada de trabalho.

c) organização de protestos públicos para garantir a igualdade de gênero.

d) oposição de grupos religiosos para impedir os casamentos homoafetivos.

e) estabelecimento de políticas governamentais para promover ações afirmativas.

 

02. [Uel] “Em geral, o feminismo veio demonstrar que a opressão tem muitas faces, uma das quais é a opressão das mulheres por via da discriminação sexual. Ao privilegiar a opressão de classe, o marxismo secundarizou e, no fundo, ocultou a opressão sexual e, nessa medida, o seu projeto emancipatório ficou irremediavelmente truncado. […] Se para as feministas marxistas, a primazia explicativa das classes é admissível desde que seja articulada com o poder e a política sexual, para a maioria das correntes feministas não é possível estabelecer, em geral, a primazia das classes sobre o sexo ou sobre outro fator de poder e de desigualdade e algumas feministas radicais atribuem mesmo a primazia explicativa ao poder sexual.” 

(SOUZA S., Boaventura. Pela mão de Alice, o social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 1996. p. 41.)

De acordo com o texto, é correto afirmar:

a) A teoria marxista das classes, como explicação das relações de gênero, é o fundamento dos movimentos feministas.   

b) Ao priorizar a opressão de classe, o marxismo eclipsou a opressão feminina, destituindo-a de sua relevância social.   

c) As feministas marxistas defendem a primazia do poder sexual sobre a de classes.   

d) O feminismo radical, ao explicitar a discriminação sexual como forma de opressão, fortaleceu o entendimento marxista da sociedade.   

e) O projeto emancipatório das feministas teve significativo impulso após a adoção do marxismo enquanto modelo explicativo da opressão feminina.   

01. [C]

02. [B]

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