Expansão Marítima

A expansão marítima, também conhecida como grandes navegações, foi responsável por muitos avanços tecnológicos no que se refere à navegações.

Logo no começo da idade moderna, no século XV, a economia da Europa estava cada vez mais comprometida, havendo grande queda no que se refere ao consumo dos bens que eram produzidos na zona agrícola e rural dos países. Grandes complicações tomavam conta do mercado interno europeu que passou a ter que exportar produtos de outros países, negociando principalmente com os mercadores árabes em decorrência da rota para os produtos que precisavam. A rota passava pelo Mar Mediterrâneo, e os países que intermediavam a exportação acabavam deixando os produtos ainda mais caros para a Europa, o que fez com que a crise se intensificasse ainda mais. A solução, então, foi procurar novas rotas para encontrar as Índias, evitando, dessa forma, gastos com impostos, passando a comprar os produtos de forma direta. A expansão marítima, entretanto, era bastante cara, o que fez com que os comerciantes precisassem, mesmo sendo ricos, da figura do monarca para seguir com os planos.

Imagem: Reprodução

Com a centralização do poder político, as Grandes Navegações foram possíveis, já que era necessário que o Rei fornecesse ajuda para que fosse possível. Então, durante esse período, foram desenvolvidos equipamentos mais resistentes, com a verba do rei, além de bússolas para guiar as embarcações, assim como as caravelas, que tornaram possíveis as viagens, além de mais seguras. Portugal foi o primeiro país da Europa a realizar a expansão marítima tendo o poder centralizado nas mãos de Dom João I, então rei de Portugal.

Foi durante essa busca que Portugal acabou descobrindo novos territórios e, com isso, novas formas de alcançar seus objetivos. Junto com Portugal, a Espanha também passou por grandes investimentos para tornar possível a expansão marítima, e com isso encontraram também novas terras que poderiam ser exploradas. Grandes descobertas foram realizadas nesse período, como o descobrimento da América e do Brasil ao final do século XV, sendo que o continente americano foi de grande importância para a estabilização da Europa e sua economia durante o período de crise. O descobrimento das Américas, entretanto, se deu, segundo estudiosos, pelo acaso, pois os navegadores acabaram se perdendo e chegando ao novo continente. Existem, entretanto, relatos que comprovam que outros navegadores chegaram aos territórios da América antes de Pedro Álvares Cabral, mas estes, entretanto, não tomaram posse das Terras.

Referências

História Geral – Cláudio Vicentino

Por Natália Petrin
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01. [ENEM] A expansão marítima e comercial empreendida pelos portugueses nos séculos XV e XVI está ligada:

a) aos interesses mercantis voltados para as “especiarias” do Oriente, responsáveis inclusive, pela não exploração do ouro e do marfim africanos encontrados ainda no século XV;

b) à tradição marítima lusitana, direcionada para o “mar Oceano” (Atlântico) em busca de ilhas fabulosas e grandes tesouros;

c) à existência de planos meticulosos traçados pelos sábios da Escola de Sagres, que previam poder alcançar o Oriente navegando para o Ocidente;

d) a diversas casualidades que, aliadas aos conhecimentos geográficos muçulmanos, permitiram avançar sempre para o Sul e assim, atingir as Índias;

e) ao caráter sistemático que assumiu a empresa mercantil, explorando o litoral africano, mas sempre em busca da “passagem” que levaria às Índias.

 

02. [ENEM] Foi fator relevante para o pioneirismo português na expansão marítima e comercial europeia dos séculos XV e XVI:

a) a precoce centralização política, somada à existência de um grupo mercantil interessado na expansão e à presença de técnicos e sábios, inclusive estrangeiros;

b) a posição geográfica de Portugal – na entrada do Mediterrâneo, voltado para o Atlântico e próximo do Norte da África –, sem a qual, todas as demais vantagens seriam nulas;

c) o poder da nobreza portuguesa, inibindo a influência retrógrada da Igreja Católica, que combatia os avanços científicos e tecnológicos como intervenções pecaminosas nos domínios de Deus;

d) a descentralização político-administrativa do Estado português, possibilitando a contribuição de cada setor público e social na organização estratégica da expansão marítima;

e) o interesse do clero português na expansão do cristianismo, que fez da Igreja Católica o principal financiador das conquistas, embora exigisse, em contrapartida, a presença constante da cruz.

01. [E]

02. [A]

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