Dom Pedro I

Dom Pedro I foi uma importante figura política para a história do Brasil, determinando caminhos que seriam seguidos pelo Brasil, então colônia de Portugal.

Dom Pedro I, primeiro Imperador do Brasil, nasceu em Portugal, no Palácio de Queluz, em 12 de outubro de 1798, tendo como pais Dom João VI e Dona Carlota Joaquina de Bourbon. Seu nome completo era Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. Em 1808, aos 9 anos de idade, veio para o Brasil junto à família real que instalou-se no Rio de Janeiro em fuga das tropas napoleônicas. Estudava pintura, francês, inglês e música, e tinha conhecimento suficiente em latim para ler determinados clássicos da antiguidade. Não era, entretanto, adepto dos estudos, preferindo a equitação e atividades ao ar livre, no Palácio de São Cristóvão e na Fazenda Santa Cruz. Teve uma infância perturbada em decorrência do casamento conflituoso de seus pais que, inclusive, viviam em palácios diferentes. Sua educação, diante disso, não era grande preocupação da família.

Imagem: Reprodução

Quando Dona Maria I, sua avó, falece, em março de 1826, seu pai, Dom João VI, passa a ser o Rei de Portugal, e Dom Pedro I passa a ser Príncipe Real, sendo, portanto, herdeiro direto do trono, já que seu irmão mais velho havia morrido. No dia 5 de novembro de 1817, casa-se com a Arquiduquesa Carolina Josefa Leopoldina, que era filha do Imperador da Áustria e, após negociações, foi escolhida para ser sua esposa.

No ano de 1820, Portugal enfrentava uma grave crise social e política, passando a ser necessária a presença de Dom João de volta no país, ficando Dom Pedro I, então, como Príncipe Regente do Brasil. Houve, entretanto, um despacho de um decreto por parte da Corte de Lisboa, que exigia que Dom Pedro I retornasse a Portugal e o Brasil voltasse à condição de Colônia Portuguesa. A partir disso, um grande desagrado popular gerou um abaixo-assinado com mais de 8 mil assinaturas que solicitava a Dom Pedro que permanecesse em terras brasileiras. Foi aí, então, que no dia 9 de Janeiro de 1822, Dom Pedro I cedeu às pressões, declarando que iria ficar no Brasil. Esse ficou conhecido como o Dia do Fico, um marco de rompimento com Portugal, que desagradou a Corte Portuguesa, havendo a suspensão do pagamento de seus rendimentos.

Sua popularidade no Brasil era alta, mas em Portugal não estava bem como em terras brasileiras. Recebeu uma correspondência de Portugal, em determinado momento, em que era notificado que havia sido rebaixado, passando a ser apenas um delegado das cortes de Lisboa. Ali mesmo, no dia 7 de setembro de 1822, descontente, junto ao riacho do Ipiranga, Dom Pedro I resolveu romper de forma definitiva com a autoridade portuguesa e de seu pai, declarando a Independência do Brasil.

Quando retornou ao Rio de Janeiro, Dom Pedro foi então proclamado o Imperador Constitucional do Brasil onde atualmente é a Praça da República, e recebeu a coroa no dia 1° de dezembro do mesmo ano. Entre abril e novembro de 1823, Dom Pedro realizou reuniões onde produziu sua primeira Carta Magna, mas em 1826, com a morte de seu pai, contrariou as restrições determinadas pela Constituição outorgada por ele, e assumiu como herdeiro do trono Português. Constitucionalmente não poderia ficar com ambas coroas e, por isso, deixou no trono Maria da Glória, como Maria II, sua filha de apenas 7 anos com a coroa, e nomeou regente o seu irmão, Dom Miguel.

Sua esposa falece em dezembro de 1826, e dois anos depois casa-se com Amélia de Leuchtenberg. Passou a perder prestígio diante dos constantes atritos e demasiada atenção dada às questões portuguesas, assim como a grande interferência de sua amante nos negócios oficiais, Dom Pedro I passou a tornar-se impopular. Abdicou, então, do trono como Imperador do Brasil, após 9 anos em 7 de abril de 1831, deixando para seu filho Pedro, com cinco anos de idade na época.

Morreu no dia 27 de setembro de 1834 no palácio de Queluz, vítima de tuberculose, e foi sepultado no Panteão de São Vicente de Fora como um general, e não como determinava seu testamento. No ano de 1972, no 150° aniversário da Independência do Brasil, os restos mortais de Dom Pedro I foram trazidos de Portugal para o Monumento do Ipiranga, em São Paulo, onde permanecem até os dias atuais. Apesar das controvérsias quanto sua atuação como príncipe regente, e como Imperador do Brasil, Dom Pedro I exerceu grande papel de suma importância para a determinação da história do Brasil.

Referências

História do Brasil – Claudio Vicentino, Gianpaolo Dorigo.

Por Natália Petrin
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01. [Vunesp] No contexto da independência política do Brasil de Portugal, é correto afirmar que:

a) no Congresso de Viena, os adversários de Napoleão I tomaram várias decisões a favor do liberalismo.

b) a Revolução Constitucionalista do Porto (1820) defendia a ampliação do poder real.

c) o regresso de d. João IV a Lisboa significou a vitória da burguesia liberal portuguesa.

d) ao jurar a constituição de 1824, d. Pedro I aderiu às teses democráticas de Gonçalves Ledo.

e) a abertura dos Portos e os tratados de 1810 favoreceram os comerciantes portugueses.

 

02. [Cesgranrio] A transferência do governo português para o Brasil, em 1808, teve ligação estreita com o processo de emancipação política da colônia porque:

a) introduziu as ideias liberais na colônia, incentivando várias rebeliões.

b) reforçou os laços de dependência e monopólio do sistema colonial, aumentando a insatisfação dos colonos.

c) incentivou as atividades mercantis, contrariando os interesses da grande lavoura.

d) instalou no Brasil a estrutura do Estado português, reforçando a unidade e a autonomia da colônia.

e) favoreceu os comerciantes portugueses, prejudicando os brasileiros e os ingleses ligados ao comércio de importação.

01. [C]

02. [D]

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