Crise de 2008

A crise de 2008 é considerada a grande crise do sistema capitalista desde a quebra da bolsa de 1929.

A crise de 2008 foi o grande problema ocorrido no sistema capitalista após virada do milênio. Ao fato, deve-se inúmeras razões, diferente da outra grande crise do sistema, ocorrida em 1929, com a quebra da bolsa nova-iorquina.

Foi após o ano de 2008 que notou-se um cenário econômico mundial devastado e totalmente sombrio para o futuro. Desde a crise de 1929, não via-se um colapso de proporções tão grandes no capitalismo.

Outra grande diferença entre ambas as crises foi que a mais recente afetou a especulação econômica. Sob níveis globais, o colapso afetou o sistema que visava a obtenção de lucro, numa inter-relação direta entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

crise de 2008
(Imagem: Reprodução)

Como inicia a crise de 2008?

O recorte histórico da crise de 2008 pode descrever o estouro da bola imobiliária nos Estados Unidos. O estopim, como em 1929, se deu através da especulação, que acabou prejudicando acionistas no meio e acarretando empréstimos e mais empréstimos.

Uma bolha, a fim de esclarecimento, define-se quanto o valor de produto (no caso da crise de 2008, os imóveis) eleva-se além do “valor real” deste produto. Com esse aumento, a queda dos preços é ainda mais sentida após a supervalorização.

O que ocorre é que a superdesvalorização repentina estoura o preço, deixando muitos no vermelho, alastrando o problema acarretado.

A crise de 2008 a partir da crise imobiliária norte-americana

A grande questão que cerne a crise de 2008 diz respeito às hipotecas. Elas, como títulos, são denominados como ativos financeiros.

Estas, além de títulos, também são dívidas (na época, muito valorizadas). Para tal, empresas especializadas negociam as mesmas com bancos, instituições e movimentam, assim, o mercado financeiro.

O que ocorre, entretanto, é que se há risco de não pagamento desta dívida/título, o valor da mesma despenca. Investidores e especuladores acabam ficando no prejuízo.

A esse calote e consequente valor despencando, os economistas dão o nome de subprime. No caso dos EUA, inclusive, foi necessária uma intervenção estatal, a fim de aumentar o lucro, diminuir o crédito e conter a inflação que disprava.

O mercado imobiliário esfriou, imóveis, por consequência, passaram a valer menos. Isso contribuiu, inclusive, para que pessoas não pagassem mais as respectivas hipotecas, enquanto dívidas.

O calote difundiu a crise, visto que os títulos passaram a se tornar subprime. Assim, a crise de 2008 também foi chamada de crise do subprime.

Após grandes empréstimos junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e alguns países aproveitando a crise em virtude do desenvolvimento (no caso, a China), a crise tem se mostrado sob efeitos menores.

Dias atuais e o período pós-crise

Atualmente, os resultados percebidos são de uma recuperação gradativa potência de investimentos mais seguros no mercado. Ainda há, no entanto, perceptível dificuldade no crescimento econômico de algumas nações.

Os Estados Unidos, com uma economia forte, mostra contorno aos problemas vividos dez anos atrás. Por outro lado, o Brasil se apresenta como postulante a sofrer ainda com o problema.

Se o sistema de especulação financeira não for controlado e regulado pelo poder estatal, novas crises não estão livres de ocorrer. Percebe-se, por exemplo, o caso dos imóveis no Brasil, que valorizam-se acima do que se entende por “preço justo” de mercado.

A crise de 2008 pode reacender um novo capítulo, agora no Brasil e espalhando-se pelos vizinhos latinoamericanos.

Referências

A Jogada do Século. Michael Lewis. EDITORA Best Seller.

A Beira do Abismo Financeiro. Henry Paulson. EDITORA Elsevier.

O Mapa e o Território. Alan Greenspan

 

Mateus Bunde
Prof. Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

Compartilhe nas redes sociais

TOPO