O Brexit foi um plebiscito realizado pelo Reino Unido que excluía a nação dos países integrantes da União Europeia. A palavra tem como origem a combinação de outras duas sentenças do inglês. Enquanto definição, ‘Br’ derivava de Britain (Grã-Bretanha) em combinação com Exit (Saída). Designa, assim, resumidamente, a mensagem de desejo de retirada da Grã-Bretanha da comunidade europeia, UE (União Europeia).
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Há relatos de que a terminologia remete a uma discussão já passada. Sobretudo, estaria a despeito de uma saída da Grécia da zona do euro, em 2012. À época da discussão, circundava-se que os gregos bradavam sua saída a partir da palavra Grexit. No âmbito britânico, a palavra acabou se popularizando mais do que na Grécia. Em contrapartida, o termo Bremain (trocadilho com remain; permanecer) acabou não se difundindo.

Qual era a situação do Reino Unido na União Europeia?
À época do ingresso do Reino Unido no acordo, a comunidade sofria com um declínio forte na economia. Indústria afetada, inflação alta e problemas do envolto trabalhista eram constantes. Harold Wilson, então, vendeu a ideia de prosperidade britânica, junto à UE, como positiva para a população. De certa forma, foi benéfico para o Reino Unido o ingresso de momento.
Contudo, com o passar dos anos a relação começou a estremecer. Por anos o trato entre a comunidade europeia e o Reino Unido mantiveram-se estremecidos. As discussões circundavam a respeito da centralização econômica pelo controle nacional. Um dos argumentos para a saída da comunidade, inclusive, foi a questão econômica. Quem defende a retirada afirma que, atualmente, a economia do Reino Unido é muito mais dinâmica que nos anos 1970. Ainda, as manobras desejadas a serem feitas muitas vezes esbarravam nas burocracias do bloco.
Consequências do Brexit num contexto geral
Integrar um mercado único – sem tarifas de comércio ou impostos – é de grande vantagem para a economia. A União Europeia possibilitou isso. A grande virtude do continente, inclusive, é conseguir essa movimentação de bens sem a necessidade burocrática de transação tarifária.
Dessa forma, as consequências poderiam abranger:
- Muitos países são dependentes do Reino Unido nas transações econômicas, como a França;
- Possibilidade de uma “revolta fria” de alguns países, que puniriam a Grã-Bretanha para que outros países não sigam a ideia;
- Os Bremain’s afirmam que as consequências poderiam refletir no PIB do país. A redução seria significativa, podendo chegar a uma diminuição de 6% até 2030;
- George Osborne, então Ministro da Economia, afirmou que a saída poderia significar um rombo nos cofres públicos. Segundo ele, o valor poderia alcançar os quase R$ 150 bilhões;
- Divergências constantes sobre os efeitos econômicos que a retirada ocasionaria;
A União Europeia seria prejudicada?
É de consenso que o grande afetado com a saída do bloco seja o Reino Unido. Há uma contrapartida, porém, na análise. Segundo algumas consultorias econômicas britânicas, a União Europeia poderia vir a se tornar um parceiro comercial com menos atrativos. Sem a força econômica britânica – principalmente na relação com os EUA –, a UE perderia poder a nível global.
No entanto, há a possibilidade também de fatores variáveis que compensariam uma melhor relação dos países. Uma vez que o Reino Unido era um das mais fortes nações nas discussões. Isso acarreta, inclusive, uma permanência da Grã-Bretanha no mercado comercial, mas retirado, contudo, da integração.
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Referências
Brexit: how britain left europe (Brexit: como o Reino Unido deixou a Europa), de Denis MacShane
Por Mateus Bunde
Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).
Bunde, Mateus. Brexit. Todo Estudo. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/historia/brexit. Acesso em: 25 de May de 2026.