Bashar Al-Assad

Bashar Al-Assad é o presidente da Síria, país que, atualmente, vive forte crise política, cultural e financeira.

Bashar Al-Assad é o chefe de estado sírio que, desde 2000, está no poder do país. A Síria enfrenta uma forte crise política e econômica que estourou em 2011. Manifestações tomaram conta do país, e acabaram sofrendo fortes repressões por parte de tropas enviadas por Al-Assad. Os conflitos acabaram evoluindo para uma terrível Guerra Civil de proporções internacionais.

Com mais de 100 mil mortos e um número de refugiados que ultrapassa a casa do milhão. O conflito, assim, acabou tendo intervenção de outras nações para conter o embate. A guerra atinge ponto crítico em meados de 2013, quando inúmeros revoltos utilizaram armas químicas no combate. Na capital Damasco, o uso do armamento chamou a atenção dos EUA. A nação ocidental decide por intervir militarmente na repressão de Al-Assad.

Bashar Al-Assad presidente sírio.
Bashar Al-Assad em discurso na Síria. (Imagem: Reprodução)

A juventude de Bashar Al-Assad

A juventude de Bashar nunca teve uma preparação para a vida política. Seu pai, Hafez Assad, criou o filho mais velho, Basil, para ser seu sucessor no poder sírio. Bashar, o segundo filho, pode, assim, seguir o caminho que desejasse, esquematizando as próprias conveniências. Ainda jovem, o atual presidente não imaginava sequer constituir carreira na política. Cursou oftalmologia na Universidade de Damasco. Graduou-se. Posteriormente foi a Londres aprofundar seus estudos.

Contudo, um acidente acabou por encerrar a vida do irmão mais velho, Basil. Ordenado a voltar de Londres, em 1994, Bashar torna-se o primeiro na linha de sucessão ao poder na Síria. Nos últimos anos de governo de seu pai, Bashar já era bastante influente. Lutando pela modernização e o avanço da internet síria, organizou uma unidade com o intuito de por fim à corrupção.

A morte do pai, em 2000, elege Bashar Al-Assad como o líder sírio. O Parlamento, em seguida, realiza uma emenda constitucional que permitiria o novo líder assumir aos 34 anos. É importante frisar que a idade mínima para assumir o cargo máximo no país era de 40 anos de idade.

Relações exteriores e a crise que aprofunda

Pertencente a uma minoria alauíta (ramificação xiita), Al-Assad representa uma fatia singela de, no máximo, 10% dos sírios. Um país predominantemente sunita que não vê no governo a representatividade desejada. Como principais aliados do governo, Bashar Al-Assad tem na Rússia e na China seus principais suportes no espectro internacional. Já na região do Oriente Médio, vê no Irã o maior parceiro. Seguindo o posicionamento de seu pai em relação a Israel, Bashar deu suporte ao Hamas.

Enquanto a relação com os russos sempre foi estreita, com os norte-americanos sempre fora tensa. Devido ao seu posicionamento contrário à invasão dos EUA ao Iraque, em 2003, acabou por quebrar qualquer tipo de relacionamento. A tensão aumentou ainda em 2005, quando o ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, foi encontrado morto. As suspeitas sobre Al-Assad e forças sírias que cobriam o local foram evidentes.

A formação do Exército Livre Sírio; o combate direto às tropas de Al-Assad fez com que a ONU reconhecesse a guerra civil na região desde 2011. Com uma abrangência imensa de adversários, a instabilidade do governo impera. Desde Curdos até radicais da Al-Qaeda abrangem as lutas contrárias ao regime que dura desde 2000.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Por Mateus Bunde
Teste seu conhecimento

01. [ENEM] No mundo árabe, países governados há décadas por regimes políticos centralizadores contabilizam metade da população com menos de 30 anos; desses, 56% têm acesso à internet. Sentindo-se sem perspectivas de futuro e diante da estagnação da economia, esses jovens incubam vírus sedentos por modernidade e democracia. Em meados de dezembro, um tunisiano de 26 anos, vendedor de frutas, põe fogo no próprio corpo em protesto por trabalho, justiça e liberdade. Uma série de manifestações eclode na Tunísia e, como uma epidemia, o vírus libertário começa a se espalhar pelos países vizinhos, derrubando em seguida o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Sites e redes sociais – como o Facebook e o Twitter – ajudaram a mobilizar manifestantes do norte da África a ilhas do Golfo Pérsico.

SEQUEIRA, C. D.; VILLAMÉA, L. A epidemia da Liberdade. Istoé Internacional. 2 mar. 2011 (adaptado).

Considerando os movimentos políticos mencionados no texto, o acesso à internet permitiu aos jovens árabes

a) reforçar a atuação dos regimes políticos existentes.

b) tomar conhecimento dos fatos sem se envolver.

c) manter o distanciamento necessário à sua segurança.

d) disseminar vírus capazes de destruir programas dos computadores.

e) difundir ideias revolucionárias que mobilizaram a população.

01. [E]

Compartilhe nas redes sociais
Discussão

TOPO