ALADI

A ALADI abrange um grupo de países latino-americanos que formam um bloco econômico com o objetivo de estabelecimento do livre comércio entre as nações.

A ALADI (Associação Latino-Americana de Integração) é definida como um bloco econômico. Sua criação se deu através do Tratado de Montevidéu, instituído no ano de 1980. O intuito foi a substituição ao ALALC (Associação Latino-Americana de Livre Comércio). São onze os países que compõem atualmente a ALADI ao todo. Entre eles, estão: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. O Panamá e a Nicarágua são dois pré-associados, ainda em processo de adesão ao bloco.

Ao todo, a ALADI se estende por um vasto território de aproximadamente 20 milhões de km². Ao todo, 500 milhões de habitantes, oriundos de um PIB que alcança quase 2 trilhões de dólares. Entre os principais objetivos do acordo, o motivo principal diz respeito, em suma, à integração. Uma aliança concreta entre os países do ponto de vista político e sócio-econômico.

No entanto, ainda é possível destacar que o objetivo principal é estabelecer acordos comerciais. Além disso, criar gradativas relações mercadológicas de comum benefício ao plano latino americano. O acordo para uma menor taxação de impostos alfandegários e a cooperação econômica estão entre os planos da ALADI.

ALADI logotipo
A ALADI é um grupo econômico formado por países latino-americanos. (Imagem: Reprodução)

Origem do ALADI

As conversas a respeito da instituição da ALADI vigoram desde os anos 1960. À época, vários países latino americanos reuniram-se para implementação de uma zona de livre mercado. Assim, a criação da ALALC foi vista como solução. Inspirada na Comunidade Econômica Europeia (ou BENELUX), o bloco buscava uma integração linear entre as instituições do continente.

O objetivo, assim, era a proteção do comércio latino-americano da influência norte-americana e europeia. Passadas duas décadas, os objetivos do bloco são atualizados. A ALADI, então, é criada por meio do Tratado de Montevidéu. Apesar de países importantes do continente viverem regimes ditatoriais (como Brasil, Argentina e Chile), o acordo se sobrepôs e consolidou-se.

Características e dificuldades de integração entre os membros

Algumas características já ressaltadas podem ser destacadas para definir a ALADI. Entre elas, estão:

  • Compreende ao todo 20 milhões km²;
  • Mais de 500 milhões de habitantes abrangentes;
  • 91% da população latino americana estão inseridos no bloco;
  • A renda per capita de um habitante integrante da ALADI circunda os US$ 10 mil;
  • Movimentação comercial anual de US$ 170 bilhões;

Há sempre contratempos quando se abrange uma integração entre países de culturas políticas tão diferentes. Dentre os principais problemas estão os óbvios: verba e ausência de perseverança política de alguns membros. Por causa destes problemas, a ALADI, atualmente, encontra-se em total dependência de EUA e China, principalmente.

A ascensão do mercado asiático e as disputas frias com os EUA acabaram por amenizar as parcerias entre os membros. Além disso, a falta de verba necessária para o transporte de mercadorias baratear se tornou realidade. Por isso, exportar para países desenvolvidos se mostra mais atrativo do que para os parceiros comerciais.

Objetivos do grupo

A criação da ALADI corresponde a alguns objetivos pontuais de expansão e câmbio de mercado entre os países latinos. Assim, entre os objetivos supracitados estariam:

  • A preferência da tarifa por região: diminuição gradativa das tarifas de alfândega aos países membros;
  • Alcance e expansão continental: tratados que beneficiem importação e exportação de mercadorias, além de cooperação entre as nações;
  • Acordos de natureza similar: o alcance parcial também é um objetivo. Dar prioridade a tratados entre uma parcela dos países do acordo;

A ALADI apresenta maior número de países que MERCOSUL, o bloco encontra-se abaixo da principal união econômica. Além disso, ainda encontra-se atrás do NAFTA, no quesito representatividade e presença política no meio econômico mundial.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Mateus Bunde
Prof. Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

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