Sertão Nordestino

Nessa região a população e a vegetação tiveram que se adaptarem as condições climáticas semiáridas.

1. As sub-regiões nordestinas

A região Nordeste brasileira possui sub-regiões, as quais foram delimitadas levando-se em consideração as condições naturais e a organização espacial daquela região. O mapa abaixo mostra a divisão:

Ilustração: Reprodução
Ilustração: Reprodução

Como é possível se verificar por meio do mapa, a maior parte da região Nordeste é composta pelo Sertão.

2. Aspectos físicos do Sertão

O Sertão nordestino apresenta rios temporários, os quais possuem baixos índices pluviométricos. Estes rios são caracterizados pela irregularidade, pois são afetados pelos longos períodos de estiagem.

A vegetação predominante no Sertão é a caatinga. Esse tipo vegetativo é formado por um mosaico de florestas secas, contendo manchas de vegetação composta por arbustos. Além disso, algumas regiões possuem entradas de Mata Atlântica.

O clima do Sertão é o semiárido, o qual é caracterizado pelas temperaturas elevadas durante o ano todo, enquanto os índices de chuvas permanecem entre 500 e 900 milímetros ao ano. As chuvas são irregulares.

“Em alguns locais, metade da quantidade de chuvas de um ano pode cair em um único mês, ou ainda pode não haver chuva durante um ou mais anos.” (LUCCI, 2012, p. 141)

A vegetação do Sertão é adaptada às condições extremas daquela região. As plantas, por exemplo, são adaptadas às temperaturas elevadas e a evaporação rápida da água das chuvas. Veja uma imagem da caatinga:

Foto: Reprodução
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As secas no Sertão são influenciadas por múltiplos fatores, dentre o fenômeno do El Niño. Quando este fenômeno climático ocorre, originando-se no Oceano Pacífico, há a influência para que ocorra um período de estiagem no Sertão, comprometendo ainda mais as atividades humanas naquele ambiente.

3. Economia do Sertão Nordestino

Dentre as atividades econômicas de maior destaque no Sertão estão: a criação de cabras (caprinocultura), a criação de abelhas (apicultura), recentemente a intensificação do ecoturismo, o extrativismo mineral, dentre outras. Recentemente, com os avanços nas tecnologias de irrigação, o Sertão tem se destacado na produção de frutas.

As atividades econômicas são adaptadas às condições daquele ambiente, sendo que a bacia do rio São Francisco é a maior da região, e que permite que atividades diversas sejam praticadas em suas margens. Servindo também para produção de energia, a partir das hidrelétricas. Veja uma representação da bacia:

Ilustração: Reprodução
Ilustração: Reprodução

Um projeto que tem levado esperança às pessoas que vivem no Sertão Nordestino, embora haja controvérsias sobre as consequências deste, é a transposição do rio São Francisco.

“A integração ou transposição do rio São Francisco, visa levar água do ‘Velho Chico’ às áreas secas do Nordeste, por meio da construção de canais artificiais que integrarão o leito do rio a grandes açudes e à rede hídrica.” (SILVA, 2013, p. 246-247)

Assim, as áreas que sofrem com a estiagem, poderiam ter acesso aos recursos hídricos, conseguindo produzir alimentos e criar animais. Essa medida, quando concretizada, poderá amenizar a situação de precariedade no Sertão, possibilitando que um maior número de pessoas consiga obter seu sustento naquele ambiente, sem apelar para as migrações. Veja abaixo o mapa da transposição:

Ilustração: Reprodução
Ilustração: Reprodução

Há contradições e debates que envolvem este projeto. De um lado, ambientalistas defendem que a transposição ocasionaria um imenso impacto ambiental, com danos sociais para a região. De outro, defensores da transposição afirmam que a concretização do projeto levará desenvolvimento econômico e social aos moradores das regiões mais secas, e também mais pobres, do Nordeste brasileiro. A obra possui dimensões gigantescas, e os riscos são variados, assim como os possíveis benefícios.

Referências

LUCCI, Elian Alabi (Org.). Geografia: homem e espaço. 7º ano. 22ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
SILVA, Edilson Adão Cândido da (Org.). Geografia em rede. 1º ano. São Paulo: FTD, 2013.
TAMDJIAN, James Onnig (Org.). Geografia: estudos para compreensão do espaço. O espaço geográfico do Brasil. 7º ano. São Paulo: FDT, 2012.

Luana Caroline
Por Luana Caroline

Graduada em Geografia (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia (FAU) e Mestre em Geografia (UNIOESTE)

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1.[UEL/1999] “(…) ela foi responsável pelo povoamento do sertão nordestino, da Bahia ao Maranhão. Foi um excelente instrumento de expansão e colonização do interior do Brasil. Com ela surgiram muitas feiras que deram origem a importantes centros urbanos, como por exemplo, a Feira de Santana, na Bahia.”
Ao instrumento de expansão a que o texto se refere pode ser associada a:

a) pecuária.
b) mineração.
c) economia extrativa.
d) economia mineira.
e) produção açucareira.

1. [A]

A criação de gado surge no Brasil como atividade complementar nas fazendas. Com o passar do tempo, a atividade ganha destaque, e verifica-se uma expansão em direção ao interior do país. Neste sentido, há uma intensificação da atividade nas regiões Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Surge, naquele contexto, a figura do vaqueiro, conhecida hoje nacionalmente.

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