Protecionismo

Protecionismo é uma forma de doutrina responsiva, que, em teoria, valoriza muito mais o produto interno, e, consequentemente, a economia interna.

Protecionismo significa uma doutrina econômica responsiva. Trata de um conjunto de medidas tomadas com ênfase de favorecimento às atividades econômicas internas, de modo a valorizar o produto interno.

Dessa maneira, há uma valorização e um protecionismo interno em relação ao estrangeiro. Reduz-se ao máximo a importação de produtos, bem como a concorrência com os estrangeiros.

Medidas protecionistas são usadas comumente por quase todos os países do mundo, seja em grande escala ou pequena escala.

protecionismo
(Imagem: Reprodução)

Os exemplos de protecionismo podem abranger algumas medidas

Medidas protecionistas não precisam ser regra eterna. Elas podem surgir como forma de combater crises, sobressair-se no mercado e evitar competições comerciais desnecessárias com parceiros.

Enfim, um grande número de medidas pode caracterizar o protecionismo. Entre elas estão:

  • Adoção de tarifas altas e normas específicas para verificação de qualidade dos produtos estrangeiros, reduzindo o lucro destas;
  • Subsidiar a indústria nacional com investimentos públicos, a fim de incentivar o desenvolvimento de produtos internos de qualidade;
  • Impor quotas fixas, o que limita o número de produtos, a quantidade de serviços de fora no mercado interno, de modo a garantir proteção até mesmo do acionário estrangeiro que possa atingir a empresa valorizada nacionalmente;

Protecionismo na antiguidade e a Globalização

O protecionismo era uma medida muito utilizada na Europa no período de ascensão do mercantilismo, ao longo dos séculos XVII e XVIII. Reis absolutistas da época costumavam criar barreiras econômicas e alfandegárias, adotando alta carga de impostos para importação.

A medida dificultava a venda de produtos estrangeiros era limitada, uma vez que a ideia era sempre apresentar um melhor preço dos produtos nacionais. Numa concorrência, o produto interno era sempre mais em conta, o que atraía maior venda.

Já em meados do século XX, esse tipo de adoção protecionista passou a enfraquecer, sobretudo com o apogeu da globalização econômica. Barreiras alfandegárias caíram, e o comércio passou a ser estimulado constantemente.

Países que sofreram barreiras ou se negaram a abrir a economia de mercado acabaram tendo o desenvolvimento como um todo prejudicado.

A organização do comércio internacional

A fiscalização do comércio internacional fica a cargo da OMC (Organização Mundial do Comércio). A função principal deste órgão é a coordenação e liberalização de todas as ações tomadas no comércio entre nações.

Dessa maneira, o protecionismo, apesar de suas vantagens, sobretudo o fato da proteção econômica contra produtos externos, garante o desenvolvimento interno e o aprimoramento de produtos, que, no futuro, podem ser competitivos no mercado.

Entretanto, essa política também pode lesar em vários casos, tal como fazer com que o país perca parceiros internacionais, bem como afete seu desenvolvimento tecnológico.

Além disso, a acomodação comum de empresas nacionais é um grave problema, uma vez que retira a competitividade do mercado e a necessidade de melhora dos serviços.

Referências

AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. Editora Ática, São Paulo-SP, 1ª edição. 2007, 592 p.

Mateus Bunde
Por Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

Exercícios resolvidos

1. [CESGRANRIO]

A política econômica do Estado Absolutista, o Mercantilismo, reuniu práticas e doutrinas que, em suas diversas modalidades entre os séculos XVI e XVII, caracterizou-se por um (a):

a) liberalismo econômico como forma de manutenção da aliança política do Rei com os segmentos burgueses.

b) protecionismo alfandegário por meio de proibições das exportações que visava ao equilíbrio da balança comercial do Estado.

c) intervencionismo estatal nas atividades comerciais lucrativas que proibiu a concessão de monopólios a grupos privados.

d) expansão do poderio naval como garantia das comunicações marítimas entre as metrópoles e seus impérios coloniais.

e) restrição dos privilégios senhoriais relacionados à participação da nobreza no comércio ultramarino e nas companhias comerciais do Estado, tais como a Companhia das Índias Orientais e das Índias Ocidentais.

Resposta: C

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