Pontos Cardeais

Saber localizar-se foi uma das preocupações dos seres humanos desde a antiguidade.

Os pontos cardeais são pontos de orientação espacial. Estes pontos foram definidos a partir da observação dos astros ao longo dos anos, especialmente o Sol. Tendo-se o Sol como base, é possível traçar os quatro pontos cardeais, os quais são: Norte (N), Sul (S), Leste (L ou E) e Oeste (O ou W). Os pontos cardeais normalmente são representados por meio de uma rosa dos ventos, que é uma imagem gráfica apontando os quatro pontos. Existem diversas variações da rosa dos ventos. Veja abaixo um modelo:

Ilustração: Reprodução
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Além dos quatro pontos cardeais, existem também os pontos colaterais, os quais são: Nordeste (NE), Noroeste (NO), Sudeste (SE) e Sudoeste (SO). Observe na imagem abaixo como estes pontos estão distribuídos:

Ilustração: Reprodução
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Estes pontos intermediários servem para fornecer uma localização mais precisa, sendo que além destes, existem mais pontos que auxiliam neste processo, os quais são chamados de subcolaterais. Os pontos subcolaterais são: Nor-nordeste (NNE), És-nordeste (ENE), És-sudeste (ESE), Su-sudeste (SSE), Su-sudoeste (SSO), Oés-sudoeste (OSO), Oés-noroeste (ONO) e Nor-noroeste (NNO). Veja abaixo como estes estão representados:

Ilustração: Reprodução
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1. Orientação pelo Sol e os pontos cardeais

A localização espacial é possível a partir da observação do movimento do Sol. O astro nasce todas as manhãs de um mesmo lado, embora possa haver variações na posição e no horário. Este lado em que nasce o Sol recebe vários nomes, como Leste, Oriente ou Nascente. Já o local em que o Sol se põe todas as tardes é chamado de Oeste, Ocidente ou Poente. Tendo-se estas duas informações, torna-se possível conhecer os outros dois pontos cardeais, ou seja, o Norte e o Sul. Veja abaixo um esquema da localização com base no sol:

Ilustração: Reprodução
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A prática consiste em localizar o ponto em que o Sol nasce, esticando o braço direito naquela direção, sendo que ali será o Leste. O braço esquerdo deverá ser esticado na direção contrária, determinando o Oeste. No sentido a frente será determinado o Norte, enquanto atrás será o Sul. Com essa atividade simples se pode conhecer os pontos cardeais, e a partir deles também os colaterais e subcolaterais. É importante ressaltar que essa atividade oferece a localização aproximada, mas que existem variações ao longo dos meses do ano. Da mesma forma que é possível obter a orientação pelo Sol, também pela Lua é possível se localizar, procedendo do mesmo jeito, pois o movimento da Terra faz com que a Lua também nasça sempre no lado Leste.

2. Quem utiliza os pontos cardeais?

Como já dito, a função dos pontos cardeais é a de localização. Os pontos cardeais foram, e ainda são, amplamente utilizados nas bússolas. Embora hoje os sistemas de localização geográfica tenham evoluído muito, como com o acesso aos GPS (Sistema de Posicionamento Global) e outros mecanismos, ainda é essencial que consigamos nos localizar com base na observação dos astros. Por exemplo, em casos de pessoas que se perdem durante trilhas em matas, ou algo neste sentido, a habilidade de localização pela observação dos astros pode salvar a vida desta. Para interpretação de cartas e mapas também é necessário se ter o conhecido dos pontos cardeais, permitindo a interpretação da representação cartográfica.

“A necessidade de localizar-se e orientar-se no espaço geográfico é de grande relevância para o homem e suas atividades em diferentes períodos da humanidade. Todos os meios de orientação, desde a utilização de astros e estrelas até o GPS (Sistema de Posicionamento Global), contribuíram com as navegações em busca de novas terras, com as rotas comerciais, guerras e muitas outras aplicações.” (APOSTILA, 2011, p. 01)

Assim, a importância dos pontos cardeais é histórica, e seu conhecimento permitiu a expansão dos homens em territórios antes desconhecidos.

Referências

APOSTILA Preparatória Concurso IBGE: Cargo de Agente de Pesquisa e Mapeamento. Torres, RS: Autodidata Editora, 2011. Disponível em: autodidataeditora.com.br
LUCCI, Elian Alabi (Org.). Geografia: homem e espaço. 6º ano. 24ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2012.

Luana Caroline
Por Luana Caroline

Graduada em Geografia (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia (FAU) e Mestre em Geografia (UNIOESTE)

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1. [Enem/2005] Leia o texto abaixo.
O jardim de caminhos que se bifurcam
(….) Uma lâmpada aclarava a plataforma, mas os rostos dos meninos ficavam na sombra. Um me perguntou: O senhor vai à casa do Dr. Stephen Albert? Sem aguardar resposta, outro disse: A casa fica longe daqui, mas o senhor não se perderá se tomar esse caminho à esquerda e se em cada encruzilhada do caminho dobrar à esquerda.
(Adaptado. Borges, J. Ficções. Rio de Janeiro: Globo, 1997. p.96.)
Quanto à cena descrita acima, considere que
I – o sol nasce à direita dos meninos;
II – o senhor seguiu o conselho dos meninos, tendo encontrado duas encruzilhadas até a casa. Concluiu-se que o senhor caminhou, respectivamente, nos sentidos:

a) oeste, sul e leste.
b) leste, sul e oeste.
c) oeste, norte e leste.
d) leste, norte e oeste.
e) leste, norte e sul.

2. [ENEM/2000] “Casa que não entra sol, entra médico”. Esse antigo ditado reforça a importância de, ao construirmos casas, darmos orientações adequadas aos dormitórios, de forma a garantir o máximo conforto térmico e salubridade. Assim confrontando casas construídas em Lisboa (ao norte do trópico de Câncer) e em Curitiba (ao sul do trópico de Capricórnio), para garantir a necessária luz do sol, as janelas do quartos não devem estar voltadas, respectivamente, para os pontos cardeais:

a) Norte/Sul
b) Sul/Norte
c) Leste/Oeste
d) Oeste/Leste
e) Oeste/Oeste

1. [A]

Se o Sol nasce do lado direito dos meninos, este está representado pelo Leste. Quando o senhor dobra para a esquerda, ele está tomando o rumo Oeste. Se nas encruzilhadas seguintes ele seguir sempre à esquerda, foi, portanto, para o Sul e depois para o Leste.

2. [A]

No caso de Lisboa, os quartos não devem estar voltados para o Norte, pois não haverá a adequada incidência de Sol, pois aquele local localiza-se no Hemisfério Norte. Da mesma forma ocorre com Curitiba, que não deve ter as janelas dos quartos voltadas para o Sul, pois a cidade localiza-se no Hemisfério Sul. O ideal é que as janelas fiquem viradas para os trópicos opostos, para que haja adequada incidência da luz solar.

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