Placas Tectônicas

O deslocamento desses blocos ocorrem pelos movimentos de convecção do magma.

O que são placas tectônicas?

As placas tectônicas podem ser consideradas como blocos gigantescos de rochas, possuindo diversos tamanhos e formatos, além de contar com quilômetros de extensão.

“Os deslocamentos das placas recebem o nome de tectonismo. São movimentos que provocam modificações na superfície terrestre, uma vez que acarretam a colisão de duas ou mais placas.” (TAMDJIAN, 2012, p. 80)

Conhecer a movimentação das placas é importante para compreender a formação do relevo terrestre, bem como os outros fatores que estão associados com este, como o clima. Os três movimentos das placas são:

  • Convergente: Quando ocorre a colisão entre as placas. Movimento responsável pela formação das cadeias de montanhas. Fenômenos comuns nestas áreas são os terremotos e as erupções vulcânicas.
  • Divergentes: Quando há o afastamento entre as placas. Percebe-se de forma sútil quando verificado o afastamento entre os continentes, como no caso do africano e do americano. A velocidade com que esse movimento ocorre é imperceptível cotidianamente.
  • Transformantes: As placas deslocam-se lateralmente, ocasionando os terremotos.

As áreas em que ocorrem esses fenômenos são chamadas de zonas de convergência e zonas de divergência. Quando a convergência ocorre entre as placas continentais e oceânicas, a densidade maior da placa oceânica faz com que ela mergulhe sob a placa continental, afundando-se na astenosfera (zona do manto externo, ela é mais liquida do que a litosfera), e ao entrar em fusão, dá origem às fossas abissais. A placa continental sofre um soerguimento, dobrando-se e formando as cordilheiras. Abaixo é demonstrada a constituição das fossas abissais (ou oceânicas), e a formação das cordilheiras. A litosfera, no caso, são as placas:

Ilustração: Reprodução
Ilustração: Reprodução

As placas tectônicas estão dividas da seguinte forma na crosta terrestre:

Ilustração: Reprodução
Ilustração: Reprodução

É nas bordas das placas tectônicas em que são verificadas as maiores instabilidades, podendo ocorrer fissuras. Nestas áreas estão localizados os mais frequentes registros de abalos sísmicos e atividades vulcânicas. A região mais conhecida por estes fenômenos é o “Círculo de Fogo do Pacífico”. Essa região possui formato semelhante a uma “ferradura”, e abrange a costa do continente americano, além do Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul, circundando a bacia do pacífico, conforme imagem abaixo:

Ilustração: Reprodução
Ilustração: Reprodução

Teoria da Deriva Continental

Alfred Wegener foi o responsável pela formulação da Teoria da Deriva Continental.

“Baseando-se em evidencias fósseis e na observação detalhada do mapa-múndi (no qual se destacava a similaridade entre o litoral da África Ocidental e o leste da América do Sul, e seu possível encaixe), ele postulou que há cerca de 220 milhões de anos – quando os dinossauros habitavam a Terra – as terras emersas teriam formado um único continente.” (SILVA, 2013, p. 98)

Este único continente foi chamado de Pangeia. O qual foi se fragmentando ao longo dos milhares de anos seguintes, dando origem aos continentes e oceanos atuais. O esquema abaixo mostra como supostamente teria ocorrido a fragmentação da Pangeia:

Ilustração: Reprodução
Ilustração: Reprodução

Conforme demonstra a imagem, inicialmente a Pangeia haveria se dividido em apenas duas partes: a Laurásia no hemisfério Norte, e o Gondwana no Hemisfério Sul. Sendo que a partir destas duas, as divisões se perpetuaram, dando origem aos continentes terrestres. Além das similaridades entre as bordas dos continentes, os pesquisadores tomaram como evidência da origem de um continente único, a existência de fósseis e plantas similares entre os continentes, dando-se o entendimento de que os animais possuíam plenas condições de se deslocar sem limitações físicas.

Apesar da teoria de Wegener encontrar algumas limitações, anos após a morte dele, pesquisadores retomaram suas ideias e formularam diversas outras teorias, respondendo as questões que pareciam não solucionáveis no contexto de Wegener. Algumas das principais contribuições que surgiram ao longo dos anos para decifrar o movimento dos continentes foram: a existência do assoalho oceânico e as cadeias de montanhas submarinas, a magnetização da crosta terrestre, as reversões do campo magnético, as hipóteses sobre o afastamento do assoalho oceânico, os estudos sobre vulcanismo e terremotos, dentre outras. Todas essas descobertas levaram ao conhecimento sobre a tectônica de placas, tal qual é conhecida hoje.

Sugestão complementar

Documentário: “Terra: um planeta fascinante”, do Discovery Channel.

Referências

LUCCI, Elian Alabi (Org.) Território e Sociedade no mundo globalizado: Geografia. Ensino Médio. São Paulo: Saraiva, 2010.
SILVA, Angela Corrêa da. Geografia: contextos e redes. São Paulo: Moderna, 2013.
TAMDJIAN, James Onnig. Geografia: estudos para a compreensão do espaço – como funciona o mundo. 6º ano. São Paulo: FTD, 2012.

Luana Caroline
Por Luana Caroline

Graduada em Geografia (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia (FAU) e Mestre em Geografia (UNIOESTE)

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1. [UNIFENAS] Podemos considerar agentes internos e externos do Globo Terrestre respectivamente:

a) Tectonismo e intemperismo.
b) Vento e vulcanismo.
c) Águas correntes e intemperismo.
d) Vento e águas correntes.
e) N.d.a.

2. [UFRS] Como desenvolvimento da Teoria da Tectônica de Placas, fenômenos como a formação das cadeias montanhosas e das fossas submarinas foram melhor compreendidos. Com isso, sabe-se que a Cordilheira dos Andes se encontra em uma região da crosta terrestre que:

a) apresenta uma área de colisão de placas tectônicas.
b) forma margem continental do tipo passiva.
c) se situa em uma área de expansão do assoalho oceânico.
d) apresenta uma área falhada pela formação de uma dorsal oceânica.
e) coincide com limites divergentes de placas.

1. [A]

O tectonismo é um agente interno de modificação do relevo, causado pela movimentação das placas tectônicas, enquanto o intemperismo é um agente externo de transformação do relevo, ocorrendo de forma física, química ou biológica.

2. [A]

A colisão entre as placas tectônicas pode ocasionar a formação de relevo montanhoso. No caso da Cordilheira dos Andes, houve o impacto da placa do Pacífico (Nazca) com a Sul-americana. Assim, essa formação foi ocasionada por placas com limites convergentes.

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