Origem da Terra

Existe uma série de teorias sobre a origem da Terra, todavia a que mais se destaca é a do Big Bang.

A teoria mais aceita entre os cientistas afirma que a Terra se formou a partir do Big Bang, que foi uma grande explosão de energia. A formação do planeta Terra teria ocorrido logo após o inicio da formação do Sistema Solar. A data provável é de cerca de 5 bilhões de anos atrás. Existem suposições de que o Sistema Solar tenha se formado a partir da agregação de poeira cósmica, aquecendo-se pela liberação de energia proveniente dos impactos causados pelo choque dos materiais em fusão. A Terra era uma bola incandescente que foi se resfriando com o passar do tempo.

“Durante o processo de fusão dos materiais que formaram a Terra, os elementos mais densos e pesados (sobretudo o ferro e o níquel) deslocaram-se para as camadas mais profundas, enquanto os mais leves e menos densos ficaram próximos à superfície.” (SILVA, 2013, p. 95)

A partir deste processo houve a formação das camadas da Terra. Com os materiais mais densos formando o núcleo (interno e externo), o manto (superior e inferior) e a crosta terrestre (superior e inferior). A parte externa da Terra é chamada de litosfera, que é onde a vida se desenvolve. Essa camada foi constituída a partir da consolidação do material incandescente, e é formada basicamente por rochas.

Durante o processo de resfriamento da Terra houve a liberação de gases e vapores, os quais originaram uma camada de ar envolvendo o planeta, chamada de atmosfera. A atmosfera é, portanto, a camada de gases que envolvem o planeta Terra, composta por inúmeros tipos de gases que ficam retidos devido à gravidade e o campo magnético da Terra. O tipo de gases existentes foi se modificando com o tempo, sendo que na origem do planeta, havia a presença de metano, amônia, nitritos, vapores de água e dióxido de carbono, enquanto atualmente o oxigênio e o nitrogênio são predominantes, representando quase a totalidade dos gases presentes na atmosfera. Esses gases contribuem para que a vida na Terra seja possível. Lembrando que a Terra é composta de 78% de Nitrogênio, 21% de Oxigênio e 1% de outros gases.

Calcula-se que por volta dos 4,6 bilhões de anos atrás, a Terra estava em processo de resfriamento, ocasionando um extenso período de chuvas, causadas pela condensação do vapor de água que havia na atmosfera. Esta chuva acumulou-se nas partes mais baixas da superfície terrestre, formando o que conhecemos por oceanos. Todas as águas existentes na superfície da Terra constituem a hidrosfera. As águas da Terra estão em constante renovação, a partir do ciclo hidrológico.

Ciclo hidrológico. Ilustração: Todo Estudo
Ciclo hidrológico. Ilustração: Todo Estudo

Estima-se que há cerca de 3,5 bilhões de anos, surgiram os primeiros sinais de vida no planeta Terra, as quais se constituíam enquanto vida vegetal e animal nos oceanos. O conjunto de toda vida existente na Terra é chamado de biosfera. Para que a vida na Terra seja possível é imprescindível o equilíbrio entre as esferas apresentadas.

“Em todo o processo de formação da Terra, houve um inter-relacionamento entre as ‘esferas’. Isso determina um equilíbrio no planeta: se ocorre alguma alteração em uma das ‘esferas’, as outras também podem ser afetadas.” (LUCCI, 2012, p. 85)

1. A pangeia e a formação dos continentes

No início, a Terra não era como conhecemos hoje. Existia apenas um único continente, conhecido como Pangeia. Há cerca de 240 milhões de anos começou a separação deste grande continente, ocasionada pela movimentação das placas tectônicas. Há 200 milhões de anos, a fragmentação da Pangeia formou dois grandes blocos, chamados de Laurásia e Gondwana. Estes dois foram dividindo-se ao longo dos anos, formando os continentes tais como estão atualmente. O esquema abaixo demonstra as transformações ocorridas:

Transformações segundo a Deriva Continental. Ilustração: Reprodução
Transformações segundo a Deriva Continental. Ilustração: Reprodução

Referências

CARVALHO, Marcos Bernardino de. Geografias do mundo. São Paulo: FTD, 2006.
LUCCI, Elian Alabi (Org.). Geografia: homem e espaço. 6º ano. 24ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
SILVA, Angela Corrêa da (Org.). Geografia: contextos e redes. São Paulo: Moderna, 2013.

Luana Caroline
Por Luana Caroline

Graduada em Geografia (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia (FAU) e Mestre em Geografia (UNIOESTE)

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1. [UNIOESTE/2002] “A união de todos os espaços onde há vida na Terra forma uma tênue cobertura de processos vitais em interação: a biosfera. Essa complexa rede de interdependências se expressa em grandes conjuntos de comunidades terrestres e aquáticas”. (CONTI, José B.; FURLAN, Sueli A. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. In: ROSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1995, p.110).
No que se refere à biosfera, assinale a alternativa INCORRETA.

a) A biosfera, a pedosfera, a atmosfera, a litosfera, a hidrosfera e a antroposfera formam um conjunto que, a partir das relações articuladas e sistêmicas entre as mesmas, possibilita a manutenção da vida em nosso planeta.
b) Em razão da estreita relação entre o clima e a biosfera em nosso planeta, possíveis alterações climáticas em decorrência de fatores naturais ou aceleradas pela ação do homem podem comprometer determinadas formas de vida com baixo limite de tolerância para suportar mudanças nas condições ecológicas para as quais elas foram naturalmente adaptadas.
c) A radiação luminosa proveniente do Sol constitui-se em fonte primária de energia para os diversos ecossistemas.
d) Os grandes biomas do nosso planeta são associações vegetais marcadas pela sua heterogeneidade interna, compostos por ecossistemas aquáticos e terrestres que independem das condições de temperatura como fator de influência em sua composição.
e) Sob condições naturais, tanto os organismos animais como vegetais estão programados geneticamente para sobreviver num conjunto de condições ambientais que têm certos limites de tolerância quanto às condições de temperatura, umidade, acesso a nutrientes, etc.

1. [D]

A alternativa D está incorreta, pois os biomas terrestres dependem em grande escala das condições de temperatura para sua composição e diversidade.

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