O que são fósseis?

O estudo dos fósseis permite que sejam descobertas as criaturas que habitaram o planeta há milhões de anos, além de tornar possível traçar a sua linha evolutiva.

Chamamos de fósseis os vestígios, ou ainda os restos de animais, plantas e seres vivos em geral, que foram armazenados em rochas, como moldes do corpo ou ainda com partes destes, rastros e pegadas. Fóssil é uma palavra derivada do latim fossilis, que significa “ser desenterrado”. A fossilização, entretanto, é um fenômeno raro, já que a matéria orgânica dos seres vivos é, normalmente, de rápida decomposição. Para que haja a fossilização, portanto, é preciso que haja também uma cobertura bastante rápida do material por sedimentos. É possível notar, ao analisar fósseis, que existem diversos tipos e processos de fossilização, que são estudados pela Paleontologia.

Paleontologia

Imagem: Reprodução

O estudo dos fósseis teve início desde muito cedo, pois por ter esse caráter observador, o ser humano sempre tentou interpretar a natureza, encontrando rochas com impressões em forma de conchas, folhas de plantas e ossos de animais, que nada mais são do que fósseis. Tudo isso, desde sempre, gerou uma capacidade imaginativa muito grande nos homens, trazendo inúmeras explicações para essas impressões. Algumas delas referiam-se, por exemplo, à criações de espíritos maus ou bons, sendo, inclusive, consideradas pedras mágicas, entre outros.

No século XVII foi criada uma teoria de que as impressões encontradas nessas pedras eram resultantes de uma propriedade inerente à Terra. Esta criaria as marcas como forma de ornamento das regiões ocultas do planeta, algo semelhante às flores para a superfície. O estudo científico, entretanto, só foi começar há aproximadamente 300 anos, e somente então foi estabelecida a sua verdadeira origem por naturalistas.

Os fósseis são estudados pelos cientistas da área, que atingem regiões de prováveis formações de fósseis e, diante disso, começam a procurar por indícios, investigando. Caso sejam encontrados, a rocha que estiver por cima dos fósseis é retirada para que possam fotografá-los e removê-los sem causar danos a peça. Ossadas totalmente preservadas, entretanto, são muito raras de serem encontradas, de forma que em grande parte das descobertas são encontrados esqueletos bastante fragmentados. Para cada tipo de fóssil, há uma forma de extração e de estudo que permitem descobrir, por exemplo, a velocidade com que o animal corria em seu habitat, e o peso que ele tinha em vida, entre outras coisas.

A paleontologia é essencial para descobrirmos os primórdios do planeta Terra, já que estuda os organismos que estiveram por aqui muito antes dos seres humanos chegarem, ou ainda o começo da evolução do que somos hoje. É, portanto, importante, para a biologia, permitindo que sejam estudadas as evoluções dos seres vivos.

Tipos de fossilização

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Como mencionamos anteriormente, para que a fossilização seja possível, é preciso que o organismo seja rapidamente exposto aos agentes de erosão, sendo, portanto, cobertos por sedimentos. O processo se dá por 4 fases:

1ª fase: Os animais morreram e se depositaram no fundo do mar, sendo cobertos rapidamente por sedimentos;
2ª fase: quando incorporados aos sedimentos, sofreram os fenômenos de diagénese e metamorfismo, fossilizando;
3ª fase: as rochas onde os fósseis encontram-se sofrem modificações;
4ª fase: devido às erosões, ou ainda outros fatores, os fósseis chegam à superfície terrestre depois de alguns milhões de anos.

Os tipos de fossilização são a moldagem, que se dá por meio de marcas ou impressões deixadas por partes duras de organismos que foram destruídas com o tempo. Existem os moldes externos, em que a concha fica demarcada nos sedimentos e é posteriormente removida, e os moldes internos, em que os sedimentos cobrem a concha, que é removida, e permanece somente o molde na superfície interna; a mumificação, que faz a preservação total ou parcial em materiais como gelo, resina fóssil ou ainda o âmbar; a mineralização, em que as partes duras dos organismos, como ossos, conchas e troncos de árvores desaparecem, mas permanecem minerais no lugar deles; e, por fim, as marcas fósseis, que são pegadas, fezes ou marcas de reputação fossilizadas.

Referências

O que é fóssil? Diferentes conceitos na Paleontologia – H. Z. Tomassi, C. M. Almeida

Por Natália Petrin
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01.  [UFV] Dentre as afirmativas seguintes, assinale a que NÃO corresponde a uma evidência que apoie a Teoria de Evolução das espécies:

a) Estudos de anatomia comparada mostram que as semelhanças internas entre seres de espécies diferentes são resultantes de irradiação adaptativa.
b) Os embriões dos vertebrados apresentam os mesmos padrões básicos de desenvolvimento, decorrentes do parentesco entre eles.
c) Os estudos envolvendo fósseis indicam que a vida na terra sofreu alterações ao longo do tempo, além de permitirem comparações com os seres vivos atuais.
d) Ao longo de sua vida, os seres vivos sofrem alterações de seu material genético, em conseqüência das pressões seletivas do ambiente em que vivem.

02. [UFJF] Em relação às evidências da evolução biológica, é correto afirmar que:

a) um órgão vestigial, como o apêndice vermiforme no homem, não é evidência da evolução, porque é uma estrutura atrofiada e sem função aparente.
b) a pata dianteira de um cavalo e a asa de um morcego constituem evidência da evolução, porque são estruturas homólogas, apesar de o cavalo ter perdido os dedos, enquanto no morcego estes não só foram mantidos como alongados.
c) a asa de uma ave e o élitro (asa dura) de um besouro podem ser considerados como evidência da evolução, porque são estruturas análogas, que possuem origem embriológica diferente.
d) os fósseis constituem uma evidência da evolução, porque mostram que os organismos atuais são mais especializados e mais adaptados que os extintos.
e) a embriogênese é uma evidência da evolução, porque mostra que uma célula ovo evolui para mórula, blástula, gástrula e embrião, que, finalmente, evolui para o indivíduo adulto.

01. [D]

02. [B]

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