Monte Everest

Localizado na Cordilheira do Himalaia, o Everest é considerado a montanha mais alta do mundo.

1. Cadeias de montanhas

As montanhas são formas específicas do relevo terrestre, podendo apresentar-se na paisagem isoladamente ou sob a forma de cordilheiras, ou cadeias montanhosas. Geralmente as grandes cadeias de montanhas são formadas pelo processo de orogênese. A litosfera é formada pelas placas tectônicas, as quais deslizam por sobre o magma.

“O choque de uma placa contra a outra gera enorme pressão nas suas bordas. Consequentemente, essas bordas vão se enrugando, dobrando.” (TAMDJIAN, 2012, p. 103)

As cadeias de montanhas são as partes constituintes do relevo que apresentam as maiores altitudes. Em geral, estas formações possuem o relevo acidentado, com encostas íngremes e vales profundos. Os principais exemplos de cadeias montanhosas são a Cordilheira dos Andes na América do Sul, os Alpes na Europa, as Montanhas Rochosas na América do Norte e ainda o Himalaia na Ásia.

2. O Monte Everest

Monte Everest no Himalaia. Foto: Getty Images
Monte Everest no Himalaia. Foto: Getty Images

O Monte Everest é o pico montanhoso com maior elevação no mundo, e está localizado na Cordilheira do Himalaia, entre o Nepal e o Tibet, na Ásia Central. O monte é originalmente conhecido como “Chomolungma”, que eu tibetano significa “deusa-mãe”. Já em inglês, o nome Everest advém de uma homenagem a George Everest, diretor da medição trigonométrica da Índia entre 1830 e 1843.

“Segundo medição realizada pelo governo da Índia em 1954, o cume do Everest está localizado a 8.848m de altitude.” (LUCCI, 2012, p. 100)

Estudos mais recentes colocam em questionamento a altitude do monte, pois os cientistas afirmam que a montanha tem sua altitude alterada em alguns milímetros ao ano, conforme movimentação geológica. O Everest foi formado a partir do choque entre as placas Asiática e Indiana, e devido às elevadas altitudes, o cume do Everest permanece congelado durante o ano todo. Durante o curto verão na região do Himalaia, uma parte do gelo derrete e forma enormes rios que correm em direção ao Sul.

Conforme há o aumento da altitude, o ar vai ficando mais rarefeito. Ou seja, se tornando menos denso, e com a diminuição da pressão do ar, as condições de sobrevivência vão se limitando. Vários acidentes já ocorreram devido ao ar rarefeito, como no caso da história publicada em livro, e transformada em filme, intitulada “No Ar Rarefeito – Morte no Everest” (Into Thin Air: Death on Everest)”, a qual conta o drama vivido por alpinistas no ano de 1996, no qual uma tempestade de neve matou várias pessoas.

As condições de sobrevivência no Everest são extremamente complexas, uma vez que “depois dos 6.000 m de altitude começa a chamada “zona da morte”, quando o volume de oxigênio disponível é de 74% e as mortes causadas pelos efeitos da altitude são comuns. A 8.000m o volume de O2 é de apenas 43% e no topo do Everest cai para apenas 32%, o que é um volume extremamente reduzido.” (FARIA, 2005, p. 24)

Para se chegar ao Everest, existem duas rotas principais utilizadas pelos alpinistas, uma pelo cume Sudeste no Nepal e a outra pelo cume Nordeste no Tibet. Além destas, existem outras menos habituais, e mais perigosas. Comumente, os interessados optam pela rota Sudeste, a qual é relativamente mais fácil que a outra.

O perfil abaixo mostra a topografia do Everest em comparação com outras montanhas:

Ilustração: Reprodução
Ilustração: Reprodução

Referências

FARIA, Antonio Paulo. Classificação de montanhas pela altura. Revista Brasileira de Geomorfologia, ano 6, nº 2, 2005. Disponível em: 2ugb.org.br
LUCCI, Elian Alabi (Org.). Território e sociedade no mundo globalizado: Geografia. Ensino Médio. V. 01. São Paulo: Saraiva, 2010.
LUCCI, Elian Alabi (Org.). Geografia: homem e espaço. 6º ano. 24ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
TAMDJIAN, James Onnig (Org.). Geografia: estudos para a compreensão do espaço – como funciona o mundo. 6º ano. São Paulo: FTD, 2012.
TAMDJIAN, James Onnig (Org.). Geografia: estudos para a compreensão do espaço – o espaço do mundo. 9º ano. São Paulo: FTD, 2012.

Luana Caroline
Por Luana Caroline

Graduada em Geografia (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia (FAU) e Mestre em Geografia (UNIOESTE)

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1. [PUC-PR/2003] “Apertado entre o Tibete e a Índia, o Nepal se estende sobre uma área de 141 mil km2, um pouco menor que nosso estado do Paraná. Mesmo assim, por conter a parte central da cordilheira do Himalaia, a morada dos deuses da mitologia indiana, possui oito das catorze maiores montanhas da Terra”. “Sua altitude decresce rapidamente de norte para sul, até encontrar a planície do Terai, a apenas 70 m sobre o nível do mar, um gigantesco contraste com os 8.848 m do Everest na outra extremidade do país, a pouco mais de 180 km” (Niclevicz, Waldemar. Tudo pelo Everest,1993). O texto se refere à mais elevada cordilheira do mundo, o Himalaia, onde se situa o Nepal. Com suas contrastantes altitudes, o Himalaia teve sua origem aproximadamente na mesma época e da mesma forma que as outras grandes cordilheiras do planeta.
A origem das grandes cadeias de montanhas da Terra, como o Himalaia, os Andes e as Rochosas, se deve a:

a) falhamentos.
b) dobramentos.
c) longos processos de erosão.
d) vulcanismo.
e) formação de fossas tectônicas.

1. [B]

O Himalaia, no qual está o Monte Everest, é formado a partir dos dobramentos, os quais são pressões que ocorrem de modo horizontal, exercendo um movimento sobre as rochas, possibilitando a formação dos enrugamentos no relevo, dando origem, por exemplo, às cordilheiras.

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