Mobilidade Urbana no Brasil

A mobilidade urbana no Brasil é um problema que se estende de norte a sul, de leste a oeste.

A mobilidade urbana no Brasil virou um grande caos, sobretudo nas grandes metrópoles. Um problema que se agrava com o passar dos anos e afeta diretamente a população.

O principal problema observado em um primeiro momento é o privilégio dado aos transportes individuais. Dessa forma, a mobilidade urbana no Brasil tem sua hierarquia afetada, priorizando sempre o individual ao coletivo.

A mobilidade urbana se refere às variedades de deslocamento no espaço urbano ofertadas à população dentro de uma cidade. Emprega-se o conceito ao estudo e referência ao trânsito de pedestres e bicicletas, veículos individuais e transportes coletivos.

O debate quanto aos problemas envolvendo a mobilidade urbana no Brasil cresceu vertiginosamente. O problema que as capitais tem sofrido com a crescente de carros fugiu do controle.

O poder público acabou não preparando ruas suficientes para a quantidade de carros por habitante. O transporte coletivo (metrô e ônibus) e os meios sustentáveis (caminhada e bicicleta) acabaram deixados de lado.

mobilidade urbana no brasil
(Imagem: Reprodução)

Mobilidade Urbana no Brasil e o grande problema enfrentado

A mobilidade urbana no Brasil não segue os padrões europeus estipulados de promoção de mobilidade à população. No quesito, as preferências e os privilégios estariam dispostos da seguinte maneira:

  1. Pedestre
  2. Ciclista
  3. Transporte Coletivo
  4. Transporte de Carga (para abastecimento da população)
  5. Transporte Coletivo

Dentro dessa hierarquia, o poder público deveria trabalhar às vias para priorizar de forma ordenada cada um dos citados. Atualmente, criar corredores exclusivos para ônibus no Brasil, ou ainda ciclovias, tornou-se medida impopular.

Isso se deve ao fato de que o brasileiro possui pelo menos um veículo na garagem. Dados de 2013 mostram números altos de habitantes por veículo. Em exemplo rápido, tem-se:

  • Curitiba: 1,82
  • Florianópolis: 2,14
  • Belo Horizonte: 2,22
  • São Paulo: 2,34
  • Goiânia: 2,43
  • Brasília: 2,50
  • Porto Alegre: 2,53

Em uma amostra brasileira aleatória de 10 pessoas dentro de uma capital brasileira, 3 delas terão um carro. Um carro comporta cinco pessoas, ou seja, haverá veículos com espaços vazios, mesmo que todas as 10 pessoas sejam distribuídas.

Dessa maneira, um grande problema da mobilidade urbana no Brasil está no uso do carro como transporte unitário. O termo individual deixou de ser utilizado, após constantes estudos apontarem que, em variados casos, um carro é ocupado por apenas uma pessoa.

Desafios para o futuro da mobilidade urbana no Brasil

Como resolver a mobilidade urbana no Brasil para ontem? De forma repentina, pouco se pode fazer. Políticas públicas e o incentivo ao uso de transportes alternativos sustentáveis, bem como dos coletivos, é o início.

Contudo, não é apenas a partir de propaganda que o problema cessará. Antes de tudo, algumas medidas deverão ser realizadas, tais como:

  • Melhorias no transporte coletivo público e criação de opção;
  • Uso de energia limpa, adoção de esteiras e escadas rolantes (para cidades não-planas);
  • Impostos menores para compra de carros elétricos;
  • Incentivo a adoção da carona solidária;
  • Construção de metrôs;
  • Integração de transportes por meio de bilhetes únicos;
  • Sinalização de ciclofaixas e construção de ciclovias;

Referências

Agência Brasil – Mobilidade urbana é desafio para cidades e trabalhadores

 

Por Mateus Bunde
Teste seu conhecimento

01. [UFRGS] Considere o segmento abaixo, a respeito do Plano Diretor de uma cidade.

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o Plano Diretor de uma cidade é instrumento básico de um processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano. Em uma sociedade desigual como a brasileira, o resultado do planejamento urbano e a sua execução geraram uma série de insatisfações na população.

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre os resultados da aplicação do Plano Diretor como causa das demandas de mobilidade urbana.

( ) A criação de bairros funcionais, a exemplo dos comerciais, residenciais, mistos e industriais, aumenta a necessidade de deslocamentos e o uso de transporte público.

( ) O desequilíbrio do uso dos equipamentos urbanos, a valorização e o uso do solo urbano evitam a criação de centros e periferias.

( ) O estímulo ao transporte público em vias principais promove um maior deslocamento das pessoas.

( ) O estímulo ao transporte coletivo, através de malha abrangente e rápida, evita o transporte individual.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

a) V – V – F – F

b) F – V – F – V

c) V – F – V – F

d) F – F – V – F

e) V – V – F – V

02. (UDESC 2017/2)

Sobre os problemas de mobilidade urbana das grandes metrópoles brasileiras e suas consequências socioambientais, assinale a alternativa correta.

a) A opção preferencial pelo transporte coletivo é um dos responsáveis pelo aumento da poluição atmosférica nas metrópoles, pois o combustível dos ônibus é de qualidade mais baixa que o dos automóveis.

b) A distância percorrida entre os locais de moradia e de trabalho, pela população mais pobre, vem sendo reduzida na última década, o que indica uma tendência de melhoria da mobilidade urbana.

c) Historicamente, o poder público brasileiro investiu pouco em transporte público, privilegiando o transporte individual.

d) O transporte marítimo de passageiros, nas metrópoles litorâneas, é suficiente para atender a demanda, a exemplo, do Rio de Janeiro e Florianópolis

e) A setorização urbana, com bairros específicos para moradia, estudo e trabalho, tenderia a minimizar o uso do transporte, tanto público quanto privado.

01. [C]

02. [C]

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