Mar Mediterrâneo

O Mar Mediterrâneo foi, por muitos anos, palco de inúmeros conflitos geopolíticos que envolviam os países da região.

O Mar Mediterrâneo está localizado entre a Europa e a África, e conta com abertura e comunicação, por meio do estreito de Gibraltar, com o Atlântico. O Oriente Médio é seu limite oriental, e sua área é de, aproximadamente, 2,5 milhões de quilômetros quadrados, e este é, por isso, o maior mar interior continental do mundo.

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O Mediterrâneo, com suas águas, banha três penínsulas ao sul da Europa, que são a Balcânica, a Itálica, e a Ibérica, mas esta somente a Sul e Sudeste da Espanha. Há comunicação entre as suas águas e com o Oceano Atlântico, como mencionamos anteriormente, pelo estreito de Gibraltar, e com o Mar Vermelho por meio do Canal de Suez. O Mar Negro também tem conexão, desaguando no Mediterrâneo por meio dos estreitos do Bósforo dos Darnadelos.

As águas do Mar Mediterrâneo são, normalmente, quentes. Isso acontece em decorrência do calor que vem do deserto do Saara, o que faz com que o clima das regiões mais próximas, seja mais temperado, sendo este clima denominado clima mediterrânico.

História e Origem do Nome

Oriundo do latim, Mediterraneus, o termo Mediterrâneo significa “entre as terras”, mas o mar já vem sendo conhecido, com o passar da história, por diversos nomes. Mare Nostrum, era como chamavam os romanos, enquanto pelos árabes era conhecido como al-Bahr al-al-Abyadm que significa “Mar Braco do Meio”.

O Mar Mediterrâneo, desde sempre, foi uma região com privilégios no que se refere às intensas relações comerciais, contatos culturais e os constantes confrontos políticos. Foram às suas margens que nasceram e desenvolveram-se diversas e importantes civilizações, mas que também desapareceram por ali mesmo.

Um dos fatos mais marcantes da história da região deste mar, é a tomada de Constantinopla por parte dos Otomanos, que fecharam o Mediterrâneo Oriental para evitar a penetração Europeia. Este, inclusive, pode ter sido um dos motivos pelos quais os portugueses se aventuraram pelo Atlântico para encontrar um caminho para as Índias.

No século XVIII, Inglaterra e França ampliaram suas influências na região, tomando proveito da decadência gradual que acontecia com relação ao Império Otomano, além de tentar, dessa forma, impedir a expansão da Rússia. No ano de 1869, o canal de Suez foi aberto, e com isso o Mediterrâneo Oriental passou a ser uma das grandes rotas do comércio internacional, o que fez com que tivesse importante papel nas relações políticas e comerciais das potências da Europa.

Ao final da Primeira Guerra Mundial, o Mediterrâneo se transformou em um caminho vital para a Europa, em decorrência da ligação rápida e econômica que estabelecia entre as áreas que eram produtoras e consumidoras de petróleo. No ano de 1945, ao findar-se a Segunda Guerra Mundial, O Mediterrâneo rapidamente se organizou nos esquemas dos jogos de influências e alianças que envolviam-se na Guerra Fria, e com a criação da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), os Estados Unidos acabaram tomando o lugar dos britânicos como potência dominante do Mediterrâneo.

O Mediterrâneo, entretanto, tornou-se uma região de muitos conflitos de independência em torno de uma série de colônias europeias que estavam situadas no norte da África, assim como de conflitos entre países árabes e Israel, e as rivalidades da região. As tensões políticas somente foram amenizadas com o fim da Guerra fria, mas ainda ensejou o começo de muitos outros desafios para a região.

Referências

Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico: esboço de relações geográficas – O Ribeiro

Por Natália Petrin
Compartilhe nas redes sociais

TOPO