Impactos Ambientais

Uma das principais preocupações do mundo atual é como conciliar o desenvolvimento industrial sem causar maiores prejuízos ao meio ambiente.

1. Sobre os impactos socioambientais

Os impactos ambientais são os desequilíbrios causados no meio ambiente devido às ações antrópicas (dos homens). A dependência dos homens em relação ao ambiente transforma o problema em algo mais amplo, de caráter socioambiental. Como impactos socioambientais são tidos os problemas que envolvem a qualidade e perpetuação da vida humana, entendida como vinculada ao meio. Ou seja, os homens necessitam dos recursos naturais para que sua existência seja perpetuada, portanto, ao degradarem a natureza, estão também comprometendo sua qualidade de vida.

Foto: Getty Images
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2. Alguns tipos de impactos ambientais

2.1 As mudanças climáticas

Embora muito se discuta sobre os motivos que levam às mudanças climáticas, boa parte dos pesquisadores acredita que as ações antrópicas interferem na dinâmica da natureza, ocasionando o aquecimento global.

“É consenso entre os cientistas que a atmosfera terrestre está aquecendo e para parte da comunidade científica é a espécie humana a responsável por esse aquecimento.” (LUCCI, 2012, p. 80)

A atmosfera tem, predominantemente, em sua composição gases como o nitrogênio e o oxigênio, além de outros em menos proporção. Porém, devido às atividades humanas, como a industrialização, outros gases são lançados na atmosfera. Estes gases são responsáveis pelo efeito estufa, que a princípio é um fenômeno necessário, pois estes gases retém parte do calor emitido pelo sol na Terra, permitindo que o planeta tenha as condições de temperatura necessárias para que a vida exista. Mas, com a intensificação das atividades humanas, há uma maior emissão dos gases na atmosfera, e a retenção do calor é consequentemente aumentada.

2.2 Chuva ácida

O fenômeno da chuva ácida deriva do uso dos combustíveis fósseis, utilizados, principalmente, na industrialização. A chuva naturalmente contém acidez, o que teoricamente não prejudica a natureza. O problema surge quando a acidez da chuva fica elevada, a partir das reações que ocorrem com o dióxido de enxofre e o dióxido de nitrogênio. Estes gases são resultantes da combustão do carvão mineral, mas também do petróleo e seus derivados.

As consequências da chuva ácida são várias, como a destruição das plantas e dos animais em rios e lagos; a contaminação do lençol freático; liberação de metais pesados a partir da corrosão dos solos, afetando a saúde humana e animal; corrosão de veículos, monumentos, construções, etc. A chuva ácida ocorre com maior intensidade em algumas regiões do mundo, como a América do Norte e o Japão, os quais são reconhecidos pelas intensas atividades industriais.

Existem diversos outros problemas ambientais, como a derrubada das florestas, a erosão dos solos, a poluição (lixo, agrotóxicos, etc.). Alguns impactos são de ordem global e outros de ordem local. Portanto, as proporções dos impactos ambientais são variáveis.

3. Medidas para redução dos impactos ambientais

Sabendo-se sobre os impactos ambientais, e das consequências destes, é relevante que se conheçam as medidas que podem atenuar estes impactos. As modificações necessárias estão relacionadas com as práticas de vida adotadas mundialmente, como o consumismo. Os incentivos ao consumo de bens impulsionam a maior produção, e esta produção elevada, requer que sejam retirados do meio maiores quantidades de recursos naturais. No processo produtivo são emitidos gases nocivos na atmosfera. Após o consumo, tem-se a alta descartabilidade dos produtos, gerando grandes quantidades de lixo. Assim, visando-se a sustentabilidade, mudanças de vida são necessárias, as quais nem sempre são bem vistas pela população.

O reflorestamento também é uma medida importante, já que vastas extensões florestais foram (e ainda são) derrubadas para dar lugar à urbanização e às práticas agrícolas e pecuárias. O reflorestamento também se faz importante para regiões em que as queimadas destroem parte da vegetação, nas quais o ato de reflorestar pode amenizar os desequilíbrios nos ecossistemas. O reflorestamento se choca com os interesses de uma parcela populacional que visa à expansão territorial, seja com a finalidade de plantar, criar animais, etc.

4. Sustentabilidade

O grande princípio da sustentabilidade é o reconhecimento do valor dos recursos naturais, visando à utilização consciente, e a possibilidade de qualidade de vida para as gerações futuras. Assim, os impactos ambientais possuem relação com estes princípios, já que a qualidade de vida dos sujeitos está em jogo. Para que seja possível uma vivência sustentável, tanto atualmente, quanto para as gerações que virão, práticas de sustentabilidade são necessárias, reduzindo os impactos causados pela ação antrópica no meio.

Referências

LUCCI, Elian Alabi (Org.). Território e sociedade no mundo globalizado: Geografia. Ensino Médio. V. 01. São Paulo: Saraiva, 2010.
LUCCI, Elian Alabi (Org.). Geografia: homem e espaço. 25ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2012.

Luana Caroline
Por Luana Caroline

Graduada em Geografia (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia (FAU) e Mestre em Geografia (UNIOESTE)

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1. [ENEM/2009] No presente, observa-se crescente atenção aos efeitos da atividade humana, em diferentes áreas, sobre o meio ambiente, sendo constante, nos fóruns internacionais e nas instâncias nacionais, a referência à sustentabilidade como princípio orientador de ações e propostas que deles emanam. A sustentabilidade explica-se pela:

a) incapacidade de se manter uma atividade econômica ao longo do tempo sem causar danos ao meio ambiente.
b) incompatibilidade entre crescimento econômico acelerado e preservação de recursos naturais e de fontes não renováveis de energia.
c) interação de todas as dimensões do bem-estar humano com o crescimento econômico, sem a preocupação com a conservação dos recursos naturais que estivera presente desde a Antiguidade.
d) proteção da biodiversidade em face das ameaças de destruição que sofrem as florestas tropicais devido ao avanço de atividades como a mineração, a monocultura, o tráfico de madeira e de espécies selvagens.
e) necessidade de se satisfazer as demandas atuais colocadas pelo desenvolvimento sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades nos campos econômico, social e ambiental.

2. [UECE/2013] “A questão ambiental deve ser compreendida como um produto da intervenção da sociedade sobre a natureza. Diz respeito não apenas a problemas relacionados à natureza, mas às problemáticas decorrentes da ação social” (RODRIGUES, Arlete Moysés. Produção do e no espaço – problemática ambiental urbana. Ed. Hucitec, 1998, p.8.).

A partir do excerto acima, pode-se concluir corretamente que os problemas ambientais globais residem:

a) na forma como o homem em sociedade apropria-se da natureza.
b) nas relações de consumo e não nas relações de produção.
c) principalmente na forma de exploração dos recursos naturais não renováveis.
d) apenas nas relações de produção, porque estas não têm vinculação com o consumo.

1. [E]

O princípio da sustentabilidade, segundo o documento “Nosso Futuro Comum”, é o de possibilitar o desenvolvimento das sociedades atuais, sem comprometer as gerações futuras. Para tal, é necessário que as práticas de hoje sejam repensadas, com a finalidade não comprometer a sobrevivência das gerações que virão.

2. [A]

Embora existam divergências entre os estudiosos, boa parte concorda que as ações humanas sobre o meio são as causas dos impactos ambientais. Segundo a visão da autora do texto em questão, os problemas ambientais de ordem global são derivados da forma como o homem se apropria dos recursos naturais.

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