G20

Formado tanto por países considerados grandes potências como também pelos em desenvolvimento esse grupo é muito importante para o cenário econômico mundial.

1. Sobre o Grupo dos Vinte

Ilustração: Getty Images
Ilustração: Getty Images

O G20 foi criado ainda no ano 1999, após anos turbulentos para alguns países, especialmente na questão econômica. O grupo surge em meio às tentativas de encontrar respostas para as crises enfrentadas naquele contexto. Os países emergentes tinham como intenção mostrar sua importância no cenário econômico mundial aos países desenvolvidos. Portanto, os períodos de instabilidade econômica dos países emergentes poderiam influenciar a dinâmica econômica mundial. As discussões entre os países que possuíam interesses nesta pauta, geraram aproximação e a constituição do G20.

“Os países que compõem o grupo respondem juntos por 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.” (REVISTA VEJA, 2014)

Assim, os países emergentes mostram sua representatividade no contexto econômico mundial. Estima-se que dois terços da população mundial residam nos países que formam o Grupo dos Vinte. Esses dados enfraquecem a ideia de poder supremo dos países desenvolvidos, pois mostra a força que os demais países representam, especialmente aqueles em ascensão. Os países são representados pelos Ministros da área econômica, bem como dos presidentes dos bancos centrais de cada nação.

O grupo se reúne em eventos específicos com a finalidade de discutir questões políticas e econômicas, especialmente sobre a possibilidade de evitar futuras crises econômicas mundiais. Dentre os objetivos do grupo estão: a eliminação das restrições ao movimento de capitais internacionais, ou seja, a manutenção e disseminação da livre circulação do capital; incentivo ao mercado flexível (acumulação flexível); privatizações; facilitação dos investimentos estrangeiros de forma direta; dentre outros. Ou seja, os ideários do G20 seguem em uma lógica de reprodução das ideias capitalistas.

Os ministros do setor econômico se reúnem, geralmente, uma vez a cada ano. No ano de 2008, houve um encontro em São Paulo. Nos encontros, os países membros propõem estratégias para impulsionar a área econômica. Para que seja democrático, o G20 não possui um secretariado permanente, mas são organizadas as reuniões entre os países, para que se possam discutir as pautas. A presidência do G20 é mantida por um sistema chamado de “troika”, no qual se apoiam o país membro passado, o atual e o que futuramente presidirá. Por exemplo, durante a presidência da Austrália, os membros da troika são a Austrália, Rússia e a Turquia.

Os países que já presidiram o G20 são: Estados Unidos (2008 e 2009), Reino Unido (2009), Canadá (2010), República da Coreia (2010), França (2011), México (2012), Rússia (2013) e Austrália (2014). Como forma de organização dos temas que serão discutidos, são formuladas anualmente as “agendas”, que são pautas de debates, com a finalidade de possibilitar o debate entre os países membros.

2. Países membros

O Grupo dos Vinte é formado pelos oito países desenvolvidos que formam o Grupo dos Oito (G8), que são: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia. E os outros países considerado como emergentes, que são: Brasil, Argentina, México, China, Índia, Austrália, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul e Turquia, e ainda a União Europeia. Veja abaixo o mapa representativo dos países membros:

Ilustração: Reprodução
Ilustração: Reprodução

Embora, teoricamente, não existam critérios de adesão dos países membros, alguns elementos são levados em consideração, como o desejo de unir países considerados grandes potências e também nações que estão em desenvolvimento. A composição do grupo permanece a mesma desde sua criação.

Referências

G20. Disponível em: g20.org
REVISTA VEJA. Perguntas e Respostas. G20. São Paulo: Abril, 2014.

Luana Caroline
Prof. Luana Caroline

Graduada em Geografia (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia (FAU) e Mestre em Geografia (UNIOESTE)

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1. [ENEM/2010] O G-20 é o grupo que reúne os países do G-7, os mais industrializados do mundo (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá), a União Europeia e os principais emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, México e Turquia). Esse grupo de países vem ganhando força nos fóruns internacionais de decisão e consulta.
(ALLAN, R. Crise global. Disponível em: http://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br, acesso em 31.jul.2010).

Entre os países emergentes que formam o G-20, estão os chamados BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), termo criado em 2001 para referir-se aos países que:
a) apresentam características econômicas promissoras para as próximas décadas.
b) possuem base tecnológica mais elevada
c) apresentam índices de igualdade social e econômica mais acentuados.
d) apresentam diversidade ambiental suficiente para impulsionar a economia global.
e) possuem similaridades culturais capazes de alavancar a economia mundial.

2. [UERJ/2010] A passagem da década de 1980 para a de 1990 ficou marcada como um momento histórico no qual se esgotou um arranjo geopolítico e teve início uma nova ordem política internacional, cuja configuração mais clara ainda está em andamento.

Conforme se observa na notícia, essa nova geopolítica possui a seguinte característica marcante:

a) diminuição dos fluxos internacionais de capital
b) aumento do número de polos de poder mundial
c) redução das desigualdades sociais entre o Norte e o Sul
d) crescimento da probabilidade de conflitos entre países centrais e periféricos

1. [A]

Os BRIC são países emergentes, e que também integram o Grupo dos Oito (G8). Eles possuem características econômicas favoráveis, e provavelmente crescerão ainda mais nas próximas décadas.

2. [B]

Assim como o G20, existem outros grupos que também se reúnem para discutir as questões econômicas, como é o caso do G8. A diferença é que o G8 reúne os países desenvolvidos, concentrando poder. Já o G20 concentra mais países, muitos dos quais em desenvolvimento. Com isso, há uma descentralização do poder mundial.

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