Deriva Continental

A Teoria da Deriva Continental baseia-se na ideia de existência de um único continente, denominado Pangeia.

1. O que é Teoria da Deriva Continental?

A teoria da Deriva Continental surge a partir da verificação das semelhanças existentes entre os contornos da América do Sul e da África. Alfred Wegener (1880-1930) foi quem formulou a teoria, observando o mapa mundi e também os fósseis encontrados em ambos os continentes. Sobre os fósseis, Wegener observou a existência de determinados tipos nas áreas em que os continentes supostamente seriam unidos, e esse fator foi um dos argumentos utilizados para embasar sua teoria. A imagem demonstra como foram estabelecidas as evidências fósseis:

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Evidências fósseis para a teoria da Deriva Continental. Ilustração: Reprodução
Evidências fósseis para a teoria da Deriva Continental. Ilustração: Reprodução

A teoria tem como base a ideia de um continente único, chamado de Pangeia. Este continente único teria iniciado um processo de fragmentação, o qual é constante, permanecendo até a atualidade.

“Aproximadamente entre 200 e 250 milhões de anos atrás, esse ‘supercontinente’, a Pangeia, teria se rompido, formando dois grandes blocos, o continente Laurásia (Norte) e o continente Godwana (Sul).” (LUCCI, 2012, p. 89)

Após esta divisão, outras subsequentes ocorreram, formando novos fragmentos, até que a configuração atual dos continentes estivesse constituída. Veja as transformações segundo a Deriva Continental:

Transformações segundo a Deriva Continental. Ilustração: Reprodução
Transformações segundo a Deriva Continental. Ilustração: Reprodução

As divisões em questão aconteceram com base na separação entre as placas tectônicas, que são blocos rochosos de proporções gigantescas. O que faz com que esses blocos se movimentem é a ascensão do magma pelas fendas existentes nas cadeias submarinas.

“A ascensão do magma provoca o alargamento dessas dorsais […] que empurram lateralmente as placas e, consequentemente, os continentes que delas fazem parte. Esses movimentos laterais é que dão origem aos deslizamentos e choques entre elas.” (LUCCI, 2012, p. 91)

Portanto, as placas tectônicas deslizam por sobre o magma do manto, conforme mostra a imagem:

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Deslizamento das placas tectônicas. Ilustração: Reprodução
Deslizamento das placas tectônicas. Ilustração: Reprodução

2. Quais as teorias influenciadas pela Teoria da Deriva Continental?

Em conjunto com a Teoria de Wegener sobre a Deriva Continental, anos mais tarde os pesquisadores formularam a Teoria da Expansão do Fundo Oceânico. Esta teoria consistia na ideia de que no assoalho oceânico havia uma constante expansão, ocasionada pela emissão de lava. O fator que comprovou essa teoria foi a descoberta de uma cordilheira suboceânica, que é a Cadeia Mesoatlântica. Com base nestas duas teorias, foi formulada também a Teoria da Tectônica de Placas, considerada a mais completa de todas. Com estas teorias tornou-se possível explicar a constituição das formações do relevo no mundo.

É importante ressaltar que quando Wegener propôs sua teoria, os estudiosos daquele contexto não aceitaram prontamente suas ideias, já que havia um consenso até aquele momento de que os continentes ocupavam posições estáticas. A principal dificuldade de Wegener era de explicar o movimento dos continentes por trajetos tão longos, e isso era o que enfraquecia sua teoria. Como naquele momento não haviam tantos recursos tecnológicos quanto hoje, as pesquisas eram dificultadas em muitos aspectos. Após seu falecimento e com as tecnologias já disponíveis para investigações, houve uma retomada de seus estudos por parte de outros pesquisadores.

Estes, então, embasaram ainda mais a teoria de Wegener, chegando às conclusões sobre o fenômeno de Deriva Continental.

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Referências

LUCCI, Elian Alabi (Org.). Geografia: homem e espaço. 6º ano. 24ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
SILVA, Angela Corrêa da. Geografia: contextos e redes. 1ª Ed. São Paulo: Moderna, 2013.
SILVA, Edilson Cândido da (Org.). Geografia em rede. 1º ano. 1ª Ed. São Paulo: FTD, 2013.

Luana Caroline
Por Luana Caroline

Mestre em Geografia (UNIOESTE); Licenciada em Geografia (UNIOESTE), Especialista em Neuropedagogia (ALFA-UMUARAMA) e Educação Profissional e Tecnológica (FACULDADE SÃO BRAZ).

Como referenciar este conteúdo

Künast Polon, Luana Caroline. Deriva Continental. Todo Estudo. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/geografia/deriva-continental. Acesso em: 12 de August de 2022.

Teste seu conhecimento

1. [UNESP/2005] O processo que gerou a atual configuração dos continentes na superfície do planeta Terra resultou da fragmentação e do afastamento das terras emersas que, no princípio, constituíam um único bloco chamado Pangeia. Duas teorias tentam explicar esse processo. São elas:

(A) A das placas tectônicas e a da descontinuidade de Mohorovicic.
(B) A da deriva continental e a da descontinuidade de Gutemberg.
(C) A das placas tangenciais e a das placas continentais.
(D) A das placas tectônicas e a da deriva continental.
(E) As das descontinuidades de Mohorovicic e de Gutemberg.

2. [PUC-PR/2013] A composição da Litosfera por placas tectônicas está relacionada ao conceito de tectonismo e com a Teoria de Wegener da deriva continental. Uma das provas desse dinamismo da crosta é a existência:

a) dos desertos costeiros.
b) das dorsais oceânicas.
c) das calotas polares.
d) da precessão dos equinócios.
e) da taiga boreal.

3. [UFPE] A Deriva dos Continentes e a Teoria da Tectônica de Placas são os dois modelos teóricos das geociências que, no século XX, causaram uma revolução dos conceitos relativos, sobretudo, aos processos geológicos internos. Sobre esses assuntos, o que é correto afirmar?

( ) A hipótese da Deriva dos Continentes foi elaborada pelo geógrafo Alexander Von Humboldt e se apoiou na teoria do “Caos Continental”, estruturada por Ratzel.
( ) A hipótese da Deriva dos Continentes propõe que o posicionamento relativo das massas continentais mudou de forma considerável ao longo do tempo geológico.
( ) A teoria da Tectônica de Placas fornece uma explicação geométrica e cinemática de como a expansão do fundo oceânico e a deriva das placas litosféricas ocorrem numa superfície aproximadamente esférica.
( ) A velocidade e a taxa de expansão das placas litosféricas variaram ao longo do tempo geológico, demonstrando, assim, que as forças responsáveis pelos movimentos dessas placas também se modificaram.
( ) Os aspectos paleoclimáticos que foram apresentados pelo autor da hipótese da Deriva dos Continentes não podem ser empregados como argumentos favoráveis à teoria da Tectônica de Placas.

1. [D]
A primeira teoria sobre a formação dos continentes foi a Deriva Continental, e depois desta a Teoria da Tectônica de Placas. Ambas explicam a formação do relevo terrestre.

2. [B]

A maior evidência da deriva dos continentes é a existência das dorsais oceânicas, que são cordilheiras submarinas. Estas são formadas pela expulsão do magma pelas fendas geológicas, as quais estão localizadas nas regiões de afastamento entre as placas.

3. [FVVVF]

F: A hipótese foi formulada por Alfred Wegener;
V: A deriva refere-se à dinâmica dos continentes;
V: A teoria da movimentação das Placas Tectônicas visa explicar a dinâmica da crosta no que se refere aos seus movimentos sobre uma superfície esférica, ou seja, a Terra;
V: Pesquisadores afirmam que os movimentos das placas ocorrem de modo constante, sempre em uma mesma velocidade;
F: A teoria da Tectônica de Placas está associada à Deriva Continental, pois os movimentos das placas são os responsáveis pela origem dos movimentos das massas continentais.

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