América do Norte

A América do Norte é um subcontinente constituído por Canadá, Estados Unidos e México.

A América do Norte pertence ao continente americano, que é formado também pela América Central e a América do Sul.

A América do Norte tem seus limites a leste com o oceano Atlântico, a oeste com o oceano Pacífico, e ao norte com o com o oceano Ártico e ao sul com a América Central e o Caribe.

O continente americano foi colonizado pelos europeus, que se juntaram, às vezes pacificamente, às vezes de forma violenta, aos milhares de nativos que ocupavam essas terras.

Inicialmente, vieram para o “Novo Mundo” os povos que habitavam as grandes potências marítimas dos séculos XV e XVI: Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda e França.

Mais tarde, vieram povos de outros países e continentes, dando à América como um todo, uma grande diversidade étnica e cultural.

América do Norte
Imagem: Reprodução

Características gerais da América do Norte

Considerando que a América do Norte acaba na fronteira do México com a Guatemala, pode-se, assim, dizer que a América do Norte é composta pelos seguintes territórios:

  • Canadá
  • Estados Unidos
  • México
  • Bermudas (colônia do Reino Unido)
  • Groenlândia (região autônoma dinamarquesa)
  • Ilha de Clipperton (território ultramarino francês)
  • Saint Pierre et Miquelon (território ultramarino francês).

Relevo

Na América do Norte, o conjunto montanhoso ocidental é largo, sendo formado por uma série de cordilheiras paralelas, desde o Alasca até o México.

Nele, podemos observar dois sistemas distintos: o da costa (cadeias do Alasca, Costeira, Cascatas, Nevada, Sierra Madre Ocidental), que sustenta os picos mais elevados (McKinley, 6.178 metros; Logan, 6.050 metros), e o do interior, formado pelas montanhas Rochosas.

O extremo nordeste da América do Norte, é ocupado pelas superfícies do escudo canadense, arrasadas por um longo processo erosivo, em que a ação dos glaciares modela uma superfície rica em lagos.

A leste dos Estados Unidos, os Apalaches são a expressão morfológica de velhas montanhas que associam as rochas de várias naturezas e de durezas diferentes e que foram várias vezes soerguidas e retrabalhadas pela erosão.

Clima e paisagens vegetais

Em sua porção mais ao norte, a América do Norte apresenta clima polar o que possibilita o desenvolvimento da tundra (musgo e líquens); mas proximidades do Círculo Polar Ártico, aparecem as florestas coníferas.

No centro-oeste predomina o clima temperado continental com a ocorrência de padrarias e estepes. Nas montanhas rochosas, predomina o clima frio de montanha associado à vegetação de altitude.

À oeste, a ocorrência do clima temperado oceânico favorece o aparecimento das florestas temperadas enquanto que ao sul, o clima subtropical está associado à ocorrência de florestas subtropicais bem como a formações desérticas.

População da América do Norte

Atualmente, 579 milhões de pessoas habitam a América do Norte. Nos estados Unidos e no Canadá, a predominância da população é de procedência europeia.

Grande parte da população mexicana provem da mistura de indígenas e europeus e os povos que habitam a Groelândia são frutos da miscigenação de esquimós com os primitivos colonizadores dinamarqueses.

No geral, a população da América do Norte é composta sobretudo por jovens, e nos últimos tempos, está se concentrando cada vez mais nas grandes cidades pois contam com países de estrutura de produção baseada na ampla industrialização e mecanização da produção agrícola.

Recursos minerais

Na América do Norte, a presença de grandes jazidas minerais, principalmente o petróleo, carvão, ferro e gás natural, associada à disponibilidade de capitais, possibilitou o desenvolvimento de uma grande quantidade de empresas de interesses industriais e financeiros.

Estados Unidos e Canadá realizam a extração de minerais utilizando elevadas tecnologias. Nesses países, as leis ambientais são rigorosas, exigindo das empresas controle da produção, por meio de fiscalização e pesadas multas aos infratores.

Agropecuária

Ao norte do rio Grande, as terras subtropicais temperadas dos Estados Unidos e Canadá conhecem amplos espaços agropecuários, valorizados por uma produção diversificada.

A agropecuária da América do Norte se caracteriza por ser uma das mais desenvolvidas do mundo, com técnicas modernas na produção agrícola bem como seleção de sementes, uso intensivo de fertilizantes químicos para correção dos solos e de agrotóxicos para combater pragas.

Esse alto grau de mecanização, com intensa utilização de máquinas, contribui para o pequeno número de trabalhadores rurais, porém, favorece a produtividade, tornando os países da América do Norte grandes produtores agropecuários, principalmente de trigo, soja, centeio e cevada, cuja produção está voltada para o mercado interno.

Indústria

A atividade industrial da América do Norte é principalmente destacada no vale do rio São Lourenço e a região dos Grandes Lagos, entre os Estados Unidos e o Canadá.

Essa região industrial, um das maiores e mais antigas do mundo, conhecida como “manufacturing belt” (cinturão da manufatura), concentra as tradicionais indústrias dos ramos automobilístico, siderúrgico, metalúrgico, mecânico, têxtil, aeronáutico e naval.

Na região sul, há uma região industrial mais recente, conhecida como “sun belt” (cinturão do sol), na qual se destacam as indústrias dos ramos petroquímico e aerospacial.

No oeste, concentram-se as indústrias de tecnologia de ponta, como informática, eletrônica e robótica, na região conhecida como Vale do Silício.

Referências

Geografia Geral – Equipe Rideel

Luana Bernardes
Por Luana Bernardes

Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela mesma Universidade.

Como referenciar este conteúdo

Bernardes, Luana. América do Norte. Todo Estudo. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/geografia/america-do-norte. Acesso em: 26 de January de 2021.

Teste seu conhecimento

01. [CESGRANRIO]: Durante o século XVII, grupos puritanos ingleses perseguidos por suas ideias políticas (antiabsolutistas) e por suas crenças religiosas (protestantes calvinistas) abandonaram a Inglaterra, fixando-se na costa leste da América do Norte, onde fundaram as primeiras colônias. A colonização inglesa nessa região foi facilitada:

a) pela propagação das ideias iluministas, que preconizavam a proteção e o respeito aos direitos naturais dos governados.

b) pelo desejo de liberdade dos puritanos em relação à opressão metropolitana.

c) pelo abandono dessa região por parte da Espanha, que então atuava no eixo México-Peru

d) pela possibilidade de explorar grandes propriedades agrárias com produção destinada ao mercado europeu.

e) pelas consciências políticas dos colonos americanos, desde logo treinados nas lutas coloniais.

 

02. [FGV]: A conquista colonial inglesa resultou no estabelecimento de três áreas com características diversas na América do Norte. Com relação às chamadas “colônias do sul” é correto afirmar que:

a) baseava-se, sobretudo, na economia familiar e desenvolveu uma ampla rede de relações comerciais com as novas colônias do Norte e com o Caribe.

b) baseava-se numa forma de servidão temporária que submetia os colonos pobres a um conjunto de obrigações em relação aos grandes proprietários de terras.

c) baseava-se numa economia escravista voltada principalmente para o mercado externo de produtos, como o tabaco e o algodão.

d) consolidou-se como o primeiro grande polo industrial da América com a transferência de diversos produtores de tecidos vindos da região de Manchester.

e) caracterizou-se pelo emprego de mão de obra assalariada e pela presença da grande propriedade agrícola monocultora.

01. [CESGRANRIO]

Resposta: B

A religião puritana teve um papel fundamental no processo de formação dos Estados Unidos. Boa parte dos colonos que migraram para a América do Norte partilhava da fé protestante e da perspectiva da predestinação divina para colonizar esse lugar.

 

02. [FGV]

Resposta: C

Ao contrário das colônias que se desenvolveram no norte da faixa litorânea atlântica dos Estados Unidos, as colônias sulistas caracterizaram-se pelo predomínio da mão de obra escrava negra e pelo sistema de plantation, isto é, um sistema de economia essencialmente agrário, com cultivo de produtos em grandes lavouras para exportação.

 

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