Nietzsche

Nietzsche foi um filósofo alemão que se consagrou por seus estudos na área de teologia e filosofia.

Friedrich Wilhem Nietzsche, nascido em 15 de outubro do ano de 1844. Foi um importante filósofo alemão, muito conhecido por seus conceitos referentes à área de teologia e, claro, filosofia.

O filósofo alemão desenvolveu teorias que ainda são muito utilizadas no contemporâneo. O conceito de niilismo, por exemplo, e toda a hipótese sobre subjetividade do ser partiu, em grande parcela, de Nietzsche.

Nietzsche: biografia

nietzsche
(Imagem: Reprodução)

Nascido na cidade de Röcken, na Alemanha, Nietzsche foi filho de eruditos. Tanto seu pai, como seus avós, eram pastores protestantes. Acabou, no entanto, crescendo na cidade de Saale, mais próximo da mãe.

Ao chegar da fase adulta, ganha uma bolsa de estudos na escola de Pforta, no ano de 1858. Anos mais tarde, se dirige para Bonn, onde consolida seus estudos nas áreas de teologia e filosofia.

Nietzsche: pensamento

O pensamento de Nietzsche era situado em um marco de constituição entre os Apolíneos e o Dionisíacos. Enquanto no primeiro, Apolo é o ícone de lucidez e ordem, Dionísio, o segundo, representava a embriaguez e a desordem.

Dessa forma, baseando-se nos seus conceitos vigorados de niilismo, Nietzsche subverte a filosofia tradicional. Isso atribui seus pensamentos como os grandes provocadores da época.

Seu discurso era considerado patológico, em que se apreciaria a doença enquanto o ponto de vista adotado fosse a saúde. Assim, segundo o pensamento nietzschiano, a doença e a saúde seriam apenas alternativas superficiais.

Nietzsche e Deus

Nietzsche imaginava o mundo conhecido pelos vivos como o vale do sofrimento. Segundo ele, este mundo seria o grande terror em oposição à felicidade plena e eterna do além-vida.

Por meio dessa visão agnóstica, ele constituiu o conceito do Anticristo, de modo a criticar a ética cristã. A partir de sua crítica, ele afirmava que a moral imposta pelo cristianismo enfraqueceu o mundo ocidental; ademais, o moralismo imposto doutrinou o homem a oprimir seus desejos e impulsos naturais.

Nietzsche: obras

O autor é dono de diversos títulos de grande reconhecimento. Sobretudo na academia, Nietzsche contribuiu para um pensamento provocativo, principalmente a partir de suas obras mais influentes, entre as quais é possível citar:

O Nascimento da Tragédia (1871)

O primeiro título do filósofo alemão era tido como um apanhado geral de toda a filosofia à época. Especialmente a proposta pela academia, Nietzsche busca, nesta obra, ser tangente a tudo o que era abordado dentro das instituições.

Para Além do Bem e do Mal (1886)

A obra nasce a partir de anotações, reflexões e provocações propostas pelo autor durante a obra Assim Falou Zaratustra (1883). O livro é o marco de uma nova fase da filosofia nietzschiana: da destruição e da negação.

Crepúsculo dos Ídolos (1888)

O livro retrata uma crítica completa do que o filósofo costumava criticar – e como gostava de chamar, “seus ídolos”. Como o próprio se referiu à época, a obra é um deleite a forma de como filosofar com o Martelo Nietzchiniano.

Além das obras supracitadas, é possível separar também O Caso Wagner (1888), Ditirambos Dionisíacos (1895), Ecce Homo (1888) e outros tantos títulos.

Nietzsche: 10 frases para entender (um pouco) do pensamento do filósofo

Talvez entre os filósofos mais difíceis de destrinchar, o alemão aborda, em seu pensamento, questões provocativas que refletem críticas à sociedade ocidental, a qual ele classifica como “infectada pelo cristianismo”.

  1. O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.
  2. Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
  3. Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.
  4. Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar.
  5. Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos.
  6. Os maiores acontecimentos e pensamentos são os que mais tardiamente são compreendidos.
  7. As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.
  8. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.
  9. O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo.
  10. É preciso saber perder-se quando queremos aprender algo das coisas que nós próprios não somos.

Nietzsche faleceu na cidade de Weimar, na Alemanha, no dia 25 de agosto de 1900. Sua filosofia, no entanto, permanece viva e presente, sobretudo nas academias tão desprezadas por ele, eternizado, assim, nas criticadas instituições.

Referências

Colunas Tortas. Friedrich Nietzsche: encruzilhadas de um espírito livre. Consultado em 28 de janeiro de 2019.

LOSURDO, Domenico. Nietzsche. O Rebelde da Aristocracia. Editora Revan, n. 1, de 2009. 1108 p.

Mateus Bunde
Por Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

Exercícios resolvidos

1. [UEG]

No século XIX, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche vislumbrou o advento do “super-homem” em reação ao que para ele era a crise cultural da época. Na década de 1930, foi criado nos Estados Unidos o Super-Homem, um dos mais conhecidos personagens das histórias em quadrinhos. A diferença entre os dois “super-homens” está no fato de Nietzsche defender que o super-homem

a) agiria de modo coerente com os valores pacifistas, repudiando o uso da força física e da violência na consecução de seus objetivos.

b) expressaria os princípios morais do protestantismo, em contraposição ao materialismo presente no herói dos quadrinhos.

c) abdicar-se-ia das regras morais vigentes, desprezando as noções de “bem”, “mal”, “certo” e “errado”, típicas do cristianismo.

d) representaria os valores políticos e morais alemães, e não o individualismo pequeno burguês norte-americano.

Resposta: C

2. [UFSJ]

Nietzsche identificou os deuses gregos Apolo e Dionísio, respectivamente, como

a) complexidade e ingenuidade: extremos de um mesmo segmento moral, no qual se inserem as paixões humanas.

b) movimento e niilismo: polos de tensão na existência humana.

c) alteridade e virtu: expressões dinâmicas de intervenção e subversão de toda moral humana.

d) razão e desordem: dimensões complementares da realidade.

Resposta: D

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