Poríferos

As esponjas habitam as águas, normalmente do mar, e se mantêm fixas a uma região para alimentação e reprodução.

Também conhecidos como esponjas, os poríferos recebem esse nome por conterem poros em seu corpo.

Eles pertencem ao filo Porífera e sua estrutura básica é padronizada em formato de barril, tubo ou vaso e habitam ambientes aquáticos.

Classificação

Os poríferos surgiram há aproximadamente 500 milhões de anos e atualmente são conhecidas cerca de 7 mil espécies ao redor do mundo.

Com diversas formas, cores e tamanhos, as esponjas são classificadas basicamente em três classes distintas: Calcarea, Hexactinellida e Demospongiae.

Essa classificação foi feita a partir das suas estruturas esqueléticas e suas características. Confira:

  • Calcarea: as esponjas calcárias são marinhas, apresentando espécies asconoides, siconóides e leuconóides. Em seu corpo, possuem espículas de carbonato de cálcio.
  • Hexactinellida: popularmente conhecidas como esponjas-de-vidro, as esponjas pertencentes à classe hexactinellida habitam o mar, em grandes profundidades. Suas espículas são de sílica, formando em alguns casos redes esqueléticas bem complexas.
  • Demospongiae: suas espículas são de sílica e de fibra de esponjina, e podem habitar água doce ou salgada.

Ainda que tenham características em comum, as esponjas precisam ser diferenciadas em classes para facilitar seu estudo, uma vez que podem apresentar fatores bastante distintos entre si.

Características dos poríferos

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Com diversas cores, formas e tamanhos, os poríferos podem ter a estrutura corporal rígida, gelatinosa ou até mesmo mole, podendo habitar águas frias ou quentes, rasas ou profundas.

Os poríferos são pluricelulares, mas suas células não formam tecidos, apresentando independência e funções distintas entre si.

As esponjas são sésseis, ou seja, vivem fixas a uma determinada região. Por isso, não podem escapar de seus predadores pela movimentação, sendo necessário outro sistema de defesa.

Normalmente esses animais, para se defenderem de peixes, moluscos, ouriços, estrelas-do-mar, tartarugas marinhas e outros predadores, liberam substâncias tóxicas quando ameaçadas, possuindo um mecanismo químico de defesa.

É possível observar no ambiente em que vivem, uma relação de comensalismo com outras espécies. Como possuem uma cavidade, é normal que pequenos peixes, por exemplo, usem a sua estrutura para se protegerem, ou ainda para que as larvas e animais jovens se desenvolvam de forma segura.

Habitat

Em sua maioria, os poríferos habitam regiões aquáticas de água salgada, sendo raras as que vivem em ambientes de água doce.

Em suas diversas espécies, as esponjas podem viver em colônias ou de forma solitária, se fixando ao fundo do mar em conchas, na areia ou em rochas.

Estrutura

As esponjas não possuem órgãos, tampouco sistemas, e também não apresentam tecidos bem definidos.

Em seu corpo, possuem células organizadas em poros, por onde a água penetra a estrutura e alcança o átrio.

Ademais, o corpo deste animal é revestido por células achatadas, formando a epiderme em sua parte externa. Internamente, a parede corporal das esponjas é revestida pelas células coanócitas, responsáveis pelo fluxo de água em sua estrutura.

Com a entrada da água, o animal consegue se alimentar, uma vez que também entram micro-organismos e restos orgânicos, que são digeridos pelos coanócitos.

O mesmo sistema traz oxigênio para o interior do animal, e a água é eliminada a partir do ósculo, eliminando também dióxido de carbono e os resíduos.

Reprodução dos poríferos

As esponjas podem se reproduzir de duas formas de acordo com a espécie, sexuada ou assexuada. A primeira pode ocorrer por fragmentação, brotamento ou gemulação.

Reprodução assexuada

São três as formas de reprodução assexuada dos poríferos, como mencionamos anteriormente. Confira:

  • Fragmentação: alguns pedaços da esponja se regeneram para, então, formar um novo indivíduo.
  • Brotamento: no brotamento, por sua vez, se formam pequenos brotos no corpo das esponjas, que se desprendem e originam um novo organismo ou, alternativamente, se mantêm presos formando uma colônia.
  • Regeneração: as esponjas possuem o poder de se regenerarem. Isso significa que qualquer pedaço tirado de uma esponja, acaba se tornando um indivíduo novo, ou seja, uma nova esponja com sistema completo, capaz de sobreviver por si.
  • Gemulação: por fim, a gemulação se dá com a ocorrência da formação de uma cápsula. Nela, estão os amebócitos que são revestidos por espongina. A essa estrutura, chamamos gêmula, que são resistentes e sobrevivem até encontrar um ambiente propício para começar o seu desenvolvimento.
  • Reprodução sexuada

    Algumas espécies de esponjas se reproduzem de forma sexuada, podendo ser hermafroditas ou com sexos separados.

    A fecundação ocorre no átrio, dando origem ao estágio larval. Em seguida, o corpo da esponja libera essa larva a partir do ósculo. A larva, então, se fixará e passará por uma metamorfose, tornando-se uma esponja jovem em desenvolvimento.

    Entenda mais sobre os poríferos

    Aprenda um pouco mais sobre essas estruturas com os vídeos abaixo:

    Poríferos – resumo

    Neste vídeo, é apresentado um resumo sobre os poríferos de forma simples e dinâmica. Trata-se da descrição da estrutura dos animais e das suas características.

    Documentário sobre poríferos

    O vídeo é um documentário em inglês, legendado em português, que narra o desenvolvimento das esponjas, bem como se dá a alimentação e reprodução desses animais.

    Poríferos – Prof. Jubilut

    Aprenda um pouco mais sobre os poríferos em um vídeo bastante didático e interativo. O professor traz curiosidades sobre essas estruturas, como por exemplo o fato de eles serem os animais mais simples de todos.

    Esses animais são bastante simples, mas não deixam de ser incríveis!

    Referências

    Biologia Hoje – Os Seres Vivos – Sérgio Linhares
    Sponges – Werner E. G. Muller

    Por Natália Petrin
    Exercícios resolvidos

    1. [ENEM]

    A reprodução dos poríferos pode ocorrer de maneira assexuada ou sexuada. Em um dos tipos da reprodução assexuada, ocorre a formação de uma expansão que dará origem à outra esponja, que poderá se desprender ou não. A esse tipo de reprodução damos o nome de:

    a) gemulação.

    b) brotamento.

    c) regeneração

    d) desenvolvimento direto.

    e) desenvolvimento indireto.

    B

    2. [UFG-MG]

    O principal papel dos coanócitos nos poríferos é:

    a) transportar substâncias para todo o animal.

    b) originar elementos reprodutivos.

    c) formar o esqueleto do animal.

    d) provocar a circulação da água no animal.

    e) dar origem a outros tipos de células.

    D

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