Núcleo celular

O núcleo celular é uma estrutura essencial para o funcionamento das células, sendo responsável, dentre suas funções, por carregar as informações genéticas das células.

O escocês Robert Brown viveu entre 1773 e 1858, e atuou como pesquisador durante sua vida. Ficou conhecido por ser o descobridor do núcleo celular, ainda que muitos outros pesquisadores da citologia já tivessem observado os núcleos. Isso porque foi ele quem conseguiu compreender a importância e a essência desse núcleo para a vida das células. Brown foi quem reconheceu, portanto, o núcleo, como sendo parte fundamental das células, sendo remetido, inclusive, pelo nome escolhido por ele. Núcleo é uma palavra derivada de nux, do grego, que significa semente. A analogia foi com os frutos, que tem a sua semente em seu interior.

Descoberto no ano de 1802, o núcleo celular é uma estrutura encontrada nas células eucariontes que contêm em seu interior o DNA das células. A estrutura é delimitada pelo envoltório nuclear, havendo ainda uma comunicação entre essa parte e o citoplasma por meio dos poros nucleares.

Estrutura do núcleo celular

Imagem: Reprodução

São duas as funções básicas do núcleo das células. A primeira delas é a regulagem das reações químicas que acontecem no interior das células, e a segunda é o armazenamento das informações genéticas dessas células.

Descoberto no ano de 1802, o núcleo celular é uma estrutura encontrada nas células eucariontes que contêm em seu interior o DNA das células. A estrutura é delimitada pelo envoltório nuclear, havendo ainda uma comunicação entre essa parte e o citoplasma por meio dos poros nucleares.

O núcleo, que é o maior organelo celular em animais, contém ainda algumas das proteínas que apresentam como funções a regulagem da expressão gênica que tem em seu envolvimento alguns processos complexos como a transcrição, o pré-processamento do mRNA, que é o RNA mensageiro, e o transporte para o citoplasma do mRNA que é formado.

Existem, entretanto, algumas mudanças na configuração dessas estruturas nucleares, de forma que, para caracterizá-las, se faz necessário escolher uma fase em que o núcleo esteja mais estável. Essa fase é conhecida como interfase, onde há o hiato entre as divisões celulares. Nessa fase, o arranjo do núcleo é bastante definido, sendo possível identificar a sua composição: nucléolo, nucleoplasma, cromatina e carioteca.

Recebe o nome de carioteca a estrutura que faz a delimitação entre o núcleo e o citoplasma, sendo formada por duas membranas biológicas que exercem o controle do que pode entrar e sair do núcleo celular. Essa mesma estrutura apresenta uma membrana externa que tem comunicação direta com o Retículo Endoplasmático Rugoso. A cromatina, por sua vez, é, basicamente, a associação das proteínas com o DNA, apresentando uma forma de fios alongados que podem apresentar-se de forma condensada nessa etapa da vida celular. Durante a mitose, a cromatina alcança um alto índice de condensação, sendo esse o momento em que forma os cromossomos.

Podemos dizer, portanto, que a cromatina e os cromossomos são a mesma estrutura, sendo diferenciados apenas, resumidamente falando, pelo grau de condensação em que se apresentam. Na cromatina encontramos ainda estruturas nucleares que são os, já mencionados anteriormente, nucléolos.
O nucléolo é a estrutura que tem como função a produção das subunidades dos ribossomos. O envoltório nuclear, mencionado anteriormente, tem como função a separação das reações químicas do citoplasma e das reações que acontecem dentro do núcleo, mas também faz a regulagem da comunicação entre os dois ambientes. A fusão entre as membranas interna e externa do envoltório nuclear formam poros nucleares, que são essenciais nessa comunicação.

A matriz conhecida como nucleoplasma, é a composição do interior do núcleo e tem a consistência gelatinosa, bastante semelhante ao citoplasma. No nucleoplasma encontramos substâncias que são essenciais para o bom funcionamento do núcleo, que envolvem fatores de transcrição, bases nitrogenadas, proteínas e enzimas. Essa estrutura se refere mais ao meio aquoso, que é rico em moléculas usadas em funções celulares.

Funções do núcleo celular

O núcleo, como pudemos perceber, é uma estrutura bastante complexa onde se encontra o material genético das células. Diante disso, podemos destacar facilmente algumas de suas funções. O envoltório nuclear tem a função de proteção, impedindo que moléculas que poderiam causar efeitos negativos entrem em contato com o DNA. É responsável ainda pela coordenação das reações e das funções celulares, sendo que diversas das moléculas ajudam a regular, desencadear ou interceder algumas das funções celulares.

Outra função de extrema importância é a hereditariedade, ou seja, a transmissão de informações genéticas do indivíduo gerador para o indivíduo gerado. Durante o desenvolvimento de um novo indivíduo, há a divisão celular, processo em que o material genético, inteiramente ou em partes, é transmitido para a célula gerada. Essa função é importante, por exemplo, para a transmissão de características que podem ser vantajosas para um determinado organismo.

Referências

Biologia – Cesar da Silva Junior, Sessar Sasson, Nelson Caldini Junior

Biologia – Demetrio Gowdak,

 

Por Natália Petrin
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01. [ENEM] No núcleo, que é uma região da célula delimitada por membrana, encontramos o material genético do organismo. Entre as alternativas a seguir, marque aquela que indica corretamente o nome dado às células que possuem núcleo definido.

a) Células autotróficas.

b) Células heterotróficas.

c) Células eucarióticas.

d) Células procarióticas.

 

02. [Ufla-MG]  Qual das seguintes alternativas é correta em relação ao nucléolo?

a) É uma estrutura intranuclear envolvida por membrana.

b) Não é visível no núcleo interfásico.

c) É o local de síntese do RNA ribossômico e das subunidades ribossômicas.

d) É o local de síntese das proteínas ribossômicas.

01. [C]

02. [C]

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