Mimetismo

O mimetismo é tido como uma característica de alguns animais e plantas que utilizam outros organismos para camuflagem e obter vantagem.

O mimetismo é, basicamente, uma forma de camuflagem de alguns animais e plantas. Por meio deste, é possível imitar outros organismos, a fim de conquistar vantagem sobre a presa ou esconder-se do predador.

O maior objetivo observado com o mimetismo é promover a proteção de predadores e a facilidade contra as presas, como supracitado. Existem, no entanto, outras funções com esta característica, tais como:

  • Vantagem no acasalamento (busca da fêmea);
  • Alimentação prática;
  • Confusão à presa;

O corpo do animal ou planta que imita outro organiza utiliza de estratégias pontuais para seguir o odor, a paleta de cores, barulhos, ruídos e até mesmo características físicas do outro elemento a ser imitado.

mimetismo
(Imagem: Reprodução)

Muito utilizado pelos insetos, o mimetismo é uma utilização constante destes pequenos animais. A fim de conquistar a defesa, alimentação e vantagem no acasalamento.

Entretanto, as plantas também constantemente utilizam deste fim. Com o intuito de conseguir adaptar-se e poder obter vantagens, os organismos imitam características físicas, químicas e até mesmo comportamentais do elemento modelo.

A seleção natural é o processo que torna espécies de plantas e animais miméticas; ou seja, sob capacidade de realizar o mimetismo.

Os insetos são os exemplos de organismos que mais se utilizam do mimetismo. Para as adaptações, se valem de características químicas, físicas e comportamentais. A seleção natural é o processo responsável por tornar as espécies miméticas.

Tipos de mimetismo observados na natureza

O mimetismo não é uma característica única, mas sim possuidora de vários diferentes tipos característicos. Podendo ser, assim, mimetismo batesiano, mulleriano, agressivo e reprodutivo.

Mimetismo batesiano

É o tipo de mimetismo mais observado na natureza. Batizado a partir dos estudos do naturalista Henry Bates, este mimetismo basicamente visa proteger espécies de predadores.

No entanto, a principal característica visa utilizar cores na natureza que causem repulsa ao predador.  O predador acaba evitando a provável presa, a fim de as cores fortes poderem ser condizentes a alta periculosidade tóxica.

Mimetismo Mulleriano

Friedrich Müller descreveu e ressaltou o uso de substâncias repugnantes pela presa que seriam utilizadas para afastar o predador. Este seria utilizado muito por insetos.

Os insetos que utilizam um padrão de odor e/ou coloração de advertência, a fim de manter predadores afastados. Evita, assim, um maior número de enfrentamentos.

Mimetismo Reprodutivo

Como o próprio nome sugere, este será utilizado na disputa pelo acasalamento; ou seja, no momento de reproduzir. Entre os exemplos é possível citar a vespa macho, que imita fêmeas, com o intuito de afastar a concorrência da fêmea real desejada.

Plantas, no entanto, também utilizam deste recurso, como a orquídea, por exemplo. Utilizando um odor que atraia o zangão, ela simula uma abelha, atraindo-o, e enchendo-o de pólen.

Mimetismo agressivo

Por fim, o mimetismo agressivo usufrui da característica para facilitar o predador a atacar. Disfarçando-se para enganar a presa, bem como criando uma situação aparentemente inofensiva.

É o caso das aranhas, que se encolhem para mudar sua característica, atrair formigas pela semelhança e consumi-las.

Diferenças para camuflagem

A diferença do mimetismo para a camuflagem está no uso das características químicas ou não. Na camuflagem será utilizado apenas o meio de escape, a fim de se esconder do predador.

O mimetismo, diferentemente, poderá apresentar alteração do animal, enquanto na camuflagem será limitada à sua característica física de disfarçar-se no ambiente.

Referências

JUNQUEIRA, C. Luiz e CARNEIRO, José. Biologia Celular e Molecular, Editora Guanabara/Koogan, 8ª edição. 2005, 332 p.

Mateus Bunde
Prof. Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

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