Genes Dominantes e Recessivos

O traço que aparece primeiro ou é visivelmente expresso no organismo é chamado de gene dominante. Já o traço que está presente, mas é mascarado e não se mostra no organismo, é chamado de recessivo.

Os genes dominantes e recessivos estão diretamente ligados ao ácido desoxirribonucleico, o DNA. Nosso DNA é como um plano mestre para nossos corpos, e os genes são as instruções individuais para construir cada peça.

Para cada característica, herdamos duas cópias de um gene: uma de nossa mãe e outra de nosso pai. Cada uma dessas cópias podem ser diferente. Cópias diferentes do mesmo gene são chamadas de alelos.

Genes recessivos e dominantes
Genes recessivos e dominantes explicados a partir do DNA. (Imagem: Reprodução)

Um dos princípios mais importantes que governam a vida é a herança de genes. Eles codificam proteínas específicas responsáveis ​​por várias características físicas.

São esses recursos são o que nos faz parecer o que somos. Tais características incluem nossa altura, cor da pele, cor dos olhos, textura do cabelo, etc.

No entanto, elas não governam apenas nossa aparência externa, mas outras características como resistência a certas doenças, intolerância a certas substâncias químicas, por exemplo.

Há duas cópias de cada gene presente no corpo de um indivíduo, com exceção de óvulos e espermatozoides. Estes incluem uma cópia do gene da mãe e uma cópia do pai.

Assim, alguns dos nossos traços físicos são semelhantes à nossa mãe, enquanto alguns combinam com os traços do nosso pai. Essas duas ou mais variações ou formas de genes são chamadas de alelos, assim como mencionamos no início desse texto.

A interação entre esses alelos determina a expressão de um gene. Características dominantes são aquelas características que são expressas mesmo na presença de uma cópia de um alelo para uma característica particular no gene.

Entretanto, traços recessivos são aqueles que são expressos apenas quando duas cópias de um alelo estão presentes no gene.

Genes dominantes e recessivos

O traço que aparece primeiro ou é visivelmente expresso no organismo é chamado de gene dominante. Já o traço que está presente no nível do gene, mas é mascarado e não se mostra no organismo, é chamado de traço recessivo.

Na maioria das vezes, quando um indivíduo recebe dois alelos diferentes para um determinado traço, um alelo é expresso (dominante) e o outro não.

Assim, o alelo para olhos castanhos é conhecido por ser dominante sobre o alelo para olhos azuis. Por outro lado, o alelo que é mascarado ou não é capaz de se mostrar (apesar de estar lá) é chamado de “recessivo”. Confira na imagem como genes dominantes e recessivos atuam, nesse caso, na condição do albinismo:

Como funciona a distribuição dos genes dominantes e recessivos. (Imagem: Reprodução)

Os estudos de Mendel sobre genes dominantes e recessivos

O botânico Gregor Mendel (1822–1884) fez a primeira investigação detalhada de traços hereditários nos anos 1860.

Desde o trabalho inovador de Mendel, a regra é que, quando dois organismos exibindo traços diferentes são cruzados, a característica que aparece na primeira geração é considerada a característica dominante.

Desse modo, um alelo dominante se expressa e suprime ou mascara a atividade do outro alelo para esse traço. Embora o alelo mascarado não seja expresso, ele ainda está lá e permanece como parte do pacote herdado da pessoa.

Isso significa que o alelo recessivo ainda pode ser passado para a próxima geração. Traços mascarados ou recessivos só podem se expressar quando o indivíduo tem um alelo recessivo correspondente (totalizando dois alelos para esse traço).

Embora Mendel não soubesse exatamente o que era o gene e o alelo, sabia muito bem que eles existiam de alguma forma (ele chamava então de “fatores”) e que seguiam certas leis.

Ele foi, portanto, capaz de formular o que ficou conhecido como a lei do domínio. Esta lei estabelece que quando uma forma dominante e recessiva de um gene se une, a forma dominante mascara a forma recessiva.

Assim, embora o alelo recessivo (ou membro do par de genes) ainda esteja presente, ele não é visível.

Referências

Biologia Celular e Molecular – Junqueira e Carneiro

Luana Bernardes
Prof. Luana Bernardes

Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela mesma Universidade.

Exercícios resolvidos

1. [UFSCAR]

Que é fenótipo?

a) É o conjunto de características decorrentes da ação do ambiente.

b) Influi no genótipo, transmitindo a este as suas características.

c) É o conjunto de características decorrentes da ação do genótipo.

d) É o conjunto de características de um indivíduo.

e) É o conjunto de caracteres exteriores de um indivíduo.

Resposta: C
O fenótipo pode ser definido como as características expressas em decorrência da ação de um gene. O fenótipo pode sofrer alterações pela ação do meio.

2. [UFSCAR]

Considere que as abelhas da espécie Partamona helleri possuem 34 cromossomos, sendo que as fêmeas originam-se por reprodução sexuada e os machos, por partenogênese. É esperado que fêmeas e machos tenham nos núcleos de suas células somáticas, respectivamente:

A) 34 e 17 cromossomos

B) 68 e 34 cromossomos

C) 17 e 34 cromossomos

D) 34 e 68 cromossomos

E) 51 e 17 cromossomos

Resposta: A
Machos e fêmeas têm gametas com 17 cromossomos. Assim, a reprodução sexuada, nesta espécie, dá origem a fêmeas com 34 cromossomos nos núcleos de suas células somáticas. Como, na partenogênese, os machos se desenvolvem a partir do gameta feminino, sem ser fecundado, esses indivíduos apresentam somente 17 cromossomos.

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