Feromônios

Feromônios são as substâncias químicas mensageiras que estão associadas, mais comumente, à sexualidade dos animais.

Os feromônios também recebem a denominação de ferormônios ou ainda feromonas. São substâncias químicas mensageiras observadas no corpo humano e geralmente estão associadas aos impulsos sexuais.

Dessa forma, os animais como um todo, incluindo seres humanos, demais mamíferos e insetos secretam os feromônios. O objetivo é atrair tanto parceiros de acasalamento, como também para adquirir alimento.

O conceito de feromônios

A palavra feromônios tem origem do idioma grego, a partir da união das palavras “pheren” (transmitir/transmissão) e “hormon” (excitação). Assim, no sentido ao pé da letra de tradução, o conceito assumiria algo como “transmissão da excitação”.

A descoberta destes hormônios ocorreu em meados do século XX. Foi o bioquímico alemão, Adolf Butenandt (1903-1995) que realizou tal feito.

A importância, desde então, tornou-se notória. Afinal, são fundamentais para a sobrevivência das espécies, pois contribuem para a comunicação e reprodução das mesmas.

É fundamental ressaltar que esse tipo de hormônio difere de uma espécie para a outra. Ou seja, os feromônios apenas provocam efeito nos integrantes da mesma espécie. Assim, uma cachorra, por exemplo, libera feromônios no momento de cio, atraindo apenas cachorros.

Os feromônios nos seres humanos

Os feromônios sexuais são muito estudados por especialistas, sobretudo em seres humanos. Alguns creem na eficácia de ação destes hormônios, que, quando liberados, são captados pelo parceiro.

Por meio disso, há o despertar de sentimentos da felicidade, atração (não necessariamente física) e excitação sexual pelo outro. Exemplo muito utilizado é o das mulheres em período menstrual.

Quando mulheres convivem juntas, é comum que seus ciclos ocorram na mesma época. Apesar disso, pesquisas indicam que a evolução tem atrapalhado a produção de feromônios humanos.

O uso de roupas (produtos utilizados para lavagem da mesma), sabonetes e perfumes acabam inibindo a ação natural. Ao passo que, outros pesquisadores discordam, e apontam que estes hormônios sexuais existem apenas entre animais primitivos e insetos.

A indústria de perfumes

A partir desse problema enfrentado no que tange a diminuição na produção hormonal, empresas começaram a sintetizar feromônios. A fim de provocar os efeitos da atração sexual e do estímulo da libido, óleos e essências têm sido trabalhados para alavancar o desejo sexual.

Além da indústria de perfumes, a agroindústria também faz uso de pesquisas com feromônios. Para combater pragas no campo e nas plantações, os feromônios de insetos são utilizados, com intuito de dispensar a adoção de inseticidas e agrotóxicos.

Tipos observados

Mesmo que sejam os principais observados, os feromônios sexuais não são únicos. Há outros tipos destes hormônios, a serem citados:

  • Feromônios de Trilha: adotados para indicar o local por onde a mesma espécie passou.
  • Feromônios de Agregação: alertam os demais integrantes do conjunto para fontes de alimentação.
  • Feromonas de Ataque: possível ataque de predadores.
  • Ferormônios de Alarme: alertam para possíveis perigos, incluindo mudanças climáticas e até desastres naturais.
  • Feromônios sexuais: os mais comuns, liberados para atrair o sexo oposto para acasalamento.

Referências

JUNQUEIRA, C. Luiz e CARNEIRO, José. Biologia Celular e Molecular, Editora Guanabara/Koogan, 8ª edição. 2005, 332 p.

Mateus Bunde
Por Mateus Bunde

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Especialista em Linguagens pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul) e Mestrando em Comunicação pela Universidade do Porto, de Portugal (UP/PT).

Exercícios resolvidos

1.

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