Conflito entre Israel e Palestina

Disputada por árabes e judeus, a região da Terra Santa está há séculos no centro do conflito entre esses dois povos. Tal conflito ainda permanece longe de um ponto final.

O conflito entre Israel e Palestina é milenar e se dá principalmente pela disputa da região de Jerusalém.

Essa região é considerada sagrada, a Terra Santa, pelas três religiões monoteístas existentes: cristianismo, judaísmo e islamismo.

Porém, além do seu significado religioso, a região de Jerusalém também é uma região estratégica. Pois, está no Oriente Médio (continente asiático) e faz ligação com os continentes europeu e africano.

Sendo, portanto, estratégica para domínio do comércio na região bem como em situações de guerra.

Judeus e árabes são descendentes dos mesmo grupos étnicos e foram protagonistas de inúmeras desavenças religiosas e disputas por terra nessa região.

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Imagem: Reprodução

O conflito entre Israel e Palestina após a Segunda Guerra Mundial

Os confrontos entre ambos se intensificaram após a 2ª Guerra Mundial quando uma resolução da ONU dividiu o território da Palestina.

Foi também após a 2ª Guerra que a demanda pela criação do Estado de Israel se fortaleceu, após o extermínio de 6 milhões de judeus nos campos de concentração nazista.

Em 1947, a Assembleia Geral da ONU aprovou a divisão da área ocupada pela Grã-Bretanha no Oriente Médio. Uma parte desse território formaria o Estado de Israel e outra o Estado da Palestina.

Desde então, vários conflitos entre os dois povos vem modificando a geografia do Oriente Médio.

Em alguns períodos, Israel chegou a ocupar a Faixa de Gaza, a região do Sinai (depois devolvida ao Egito), a Cisjordânia e as Colinas de Golã, pertencentes a Síria.

Um nova resolução da ONU estipulou que os israelenses deveriam se retirar dos territórios ocupados porém, Israel fez o contrário e anexou a parte árabe de Jerusalém.

Ao longo das décadas seguintes, os israelenses se retiram do território palestino mas criaram na região verdadeiros assentamentos.

imagem: Reprodução

As Intifadas palestinas

Os palestinos fizeram duas Intifadas (luta contra a ocupação judaica), a primeira em 1987.

Entretanto, sem os recursos e o poderio militar do adversário, os palestinos recorreram muitas vez aos atentados suicidas – os quais Israel retaliou com ataques militares pesados.

Em 1993, Israel e a Organização para a Liberdade Palestina, a OLP, assinaram um acordo para um processo de paz. No entanto, a complexidade do assunto impediu maiores avanços na questão.

No ano 2000, houve uma nova tentativa de negociação, mas os palestinos rejeitaram a proposta de Israel, dando início a Segunda Intifada.

A eleição de Ariel Sharon

Após a eleição do político conservador Ariel Sharon para primeiro-ministro de Israel, em 2001, iniciou-se a construção de um muro para separar o país das áreas palestinas.

Essa situação ficou ainda mais tensa com a divisão entre os palestinos.

O grupo Hamas, uma organização terrorista palestina de orientação sunita, passou a dominar a Faixa de Gaza enquanto a autoridade palestina controlava a região da Cisjordânia.

O conflito entre Israel e Palestina atualmente

Nos anos que se seguiram, Israel e Hamas assinaram vários acordos de cessar fogo mas em muitos momentos, a trégua foi interrompida.

Em 2012, após uma série de debates e resoluções no contexto da ONU, o Estado Palestino passou a ser reconhecido como um membro observador das Nações Unidas.

Esse ato representou um reconhecimento implícito por parte da comunidade internacional da existência da Palestina sob comando árabe.

Os Estados Unidos e Israel agiram como ferrenhos opositores à proposta, porém foram derrotados pela Assembleia Geral da entidade.

Atualmente, o conflito entre Israel e Palestina foca nos palestinos, que reclamam da política de expansão de assentamentos adotadas por Israel. Enfim, o conflito entre os dois povos segue ocorrendo.

Referências

A questão da Palestina e a fundação do Estado de Israel – Rejane gomes

O conflito Israel-Palestino: a construção de narrativas, suas disputas e a busca de legitimidades e hegemonias – Paula Lima Gomes

 

Luana Bernardes
Por Luana Bernardes

Graduada em História pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-graduada em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela mesma Universidade.

Como referenciar este conteúdo

Bernardes, Luana. Conflito entre Israel e Palestina. Todo Estudo. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/historia/conflito-entre-israel-e-palestina. Acesso em: 19 de October de 2021.

Teste seu conhecimento

01. [ENEM]: 

Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um plano de partilha da Palestina que previa a criação de dois Estados: um judeu e outro palestino. A recusa árabe em aceitar a decisão conduziu ao primeiro conflito entre Israel e países árabes. A segunda guerra (Suez, 1956) decorreu da decisão egípcia de nacionalizar o canal, ato que atingia interesses anglo-franceses e israelenses. Vitorioso, Israel passou a controlar a Península do Sinai. O terceiro conflito árabe-israelense (1967) ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias, tal a rapidez da vitória de Israel. Em 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom Kippur (Dia do Perdão), forças egípcias e sírias atacaram de surpresa Israel, que revidou de forma arrasadora. A intervenção americano-soviética impôs o cessar-fogo, concluído em 22 de outubro.

A partir do texto acima, assinale a opção correta.

a) A primeira guerra árabe-israelense foi determinada pela ação bélica de tradicionais potências europeias no Oriente Médio.

b) Na segunda metade dos anos 1960, quando explodiu a terceira guerra árabe-israelense, Israel obteve rápida vitória.

c) A guerra do Yom Kippur ocorreu no momento em que, a partir de decisão da ONU, foi oficialmente instalado o Estado de Israel.

d) Apesar das sucessivas vitórias militares, Israel mantém suas dimensões territoriais tal como estabelecido pela resolução de 1947 aprovada pela ONU

 

02. [IFBA]:

“Os Estados Árabes se consideram em estado de guerra com Israel e, desde 1948, não cessam de proclamar sua vontade de lançar os israelitas no mar e de riscar seu Estado do mapa do Oriente próximo (…).”

FRIEDMANN, Georges. Fim do povo judeu? São Paulo: Perspectiva, 1969, p. 243.

Iniciado em 1848, o conflito palestino-israelense constituiu, no Oriente Médio, o que se convencionou chamar de Questão Palestina, que está longe de ser resolvida, ainda hoje, e pode ser relacionada à

a) exigência, pelos países do Oriente Médio, de cumprimento do Plano da ONU de Partição da Palestina, que criava o Estado Palestino no final da Segunda Guerra Mundial.

b) incapacidade dos países vencedores da Segunda Guerra de garantir a paz no Ocidente nos anos posteriores ao conflito, provocando uma fuga em massa de judeus para a Palestina.

c) construção de um padrão de instabilidade nas relações internacionais pelo recém-criado Estado de Israel, que contava com o apoio dos Estados Unidos, da União Soviética e da ONU.

d) recusa árabe à partilha da Palestina, imposta pela ONU, que submeteu a maior parte do território ao controle do recém-criado Estado de Israel, sem que se respeitasse a soberania dos povos desta região.

e) extinção oficial do mandato britânico sobre a Palestina, no final da Segunda Guerra, com reconhecimento imediato pelos países vencedores da independência de todos os países do Oriente Médio.

01. [ENEM]

Resposta: B

A primeira guerra árabe-israelense foi determinada pela ação dos países árabes frente à criação do Estado de Israel pela ONU.

Na terceira guerra árabe-israelense, também chamada de Guerra dos Seis Dias, a vitória de Israel foi rápida, resultando na anexação de vários territórios.

A Guerra do Yom Kippur foi uma tentativa dos países árabes de reaverem os territórios perdidos na Guerra dos Seis Dias.

O Estado de Israel, embora tenha devolvido alguns territórios conquistados, ainda possui uma área maior do que a estabelecida pela resolução de 1947.

 

02. [IFBA]

Resposta: D

A questão palestina está relacionada com a luta dos árabes da região da Palestina pela retomada de seu território, cujo esfacelamento iniciou-se a partir da partilha realizada pela ONU em 1947 entre árabes e judeus e prontamente recusada pelos primeiros.

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